A BORDO del DC-3: un AEREO ASSURDO che HA FATTO LA STORIA!

VOLARE · 6 de junho de 2025 · 21:45 · italiano · A bordo

Vídeo do canal VOLARE sobre Douglas DC-3, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 21:45. Idioma: italiano. Tipo de vídeo: A bordo.

O que o vídeo percorre

O vídeo, filmado em Volandia, o museu do voo próximo a Malpensa, combina um repasso à história do Douglas DC-3 com uma visita ao exemplar do museu: primeiro por fora, do motor à cauda, e depois por dentro, da porta de carga até a cabine de pilotagem.

Detalhes que se veem

Por fora veem-se os dois motores radiais Pratt & Whitney R-1830, de 1.200 cavalos cada, com hélices de passo variável que passam muito perto da fuselagem. O trem de pouso é convencional, com roda de cauda; recolhia-se hidraulicamente dentro da carenagem do motor e deixava à mostra parte da roda, o que oferecia um apoio numa aterragem de emergência. Destacam-se a rebitagem da asa, os flaps que continuam sob a fuselagem e as superfícies de comando entelada, mais leves porque não havia servocomandos e eram acionadas por cabos. Em exposição, a cauda está levantada para facilitar o acesso; em terra, o nariz alto afastava as hélices do solo em pistas não preparadas.

Por dentro veem-se a grande porta de carga e lançamento de paraquedistas própria do C-47, a casa de banho, o compartimento de bagagem, bancos traseiros, janelas quadradas com cinzeiros e cortinas, a cozinha e o posto do navegador com a sua cúpula para navegação astronómica. Na cabine há uma instrumentação simples, com o anemómetro em milhas por hora, as alavancas de mistura, passo de hélice e aceleração, rádios acrescentados em 2012, o manche em forma de L, o Gyropilot que mantinha a atitude por giroscópios, a bússola de emergência suspensa em borrachas contra as vibrações e as alavancas de flaps e trem.

Contexto

Nos anos trinta, a United tinha comprado 60 Boeing 247 e a TWA tinha apostado no DC-2. A American Airlines pediu à Douglas um avião com beliches para voos noturnos, e daí nasceram o Douglas Sleeper Transport e, depois, o DC-3 de assentos. O primeiro voo foi em 17 de dezembro de 1935. No final da década, mais de 90% dos voos comerciais dos Estados Unidos eram feitos com este modelo. Na Segunda Guerra Mundial tornou-se o C-47 Skytrain e o Dakota da RAF. Foram construídos mais de 16.000 exemplares, cerca de 607 deles DC-3 civis entre 1935 e 1942 e mais de 10.000 para as forças norte-americanas, além de cerca de 4.900 Lisunov Li-2 soviéticos e cerca de 500 L2D japoneses. Continuam em serviço pelo menos 150.

O exemplar da Volandia foi construído em 1944 como C-47B-10-DK e passou para a RAF como Dakota IV, com voos VIP na Malásia, Birmânia e Grã-Bretanha. Desmilitarizado em 1952, voou com a britânica Air Charter e, a partir de 1954, operou cerca de 40 anos em África, entre outros locais na África do Sul, Rodésia e Catanga. Mais tarde chegou a Perúgia, e em 2012 foi comprado pela Volandia, que o transferiu em voo até Malpensa em 11 de abril. Soma mais de 23.400 horas de voo.