Lockheed F-104 Starfighter, o "fazedor de viúvas" da Força Aérea dos EUA

Hoje no Mundo Militar · 21 de janeiro de 2017 · 12:12 · português · Documentário

Vídeo do canal Hoje no Mundo Militar sobre Lockheed F-104 Starfighter, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 12:12. Idioma: português. Tipo de vídeo: Documentário.

Sobre o que trata

O episódio revisita a história do Lockheed F-104 Starfighter, um caça muito rápido mas marcado pelos seus acidentes, que lhe valeram o apelido de «fabricante de viúvas».

Contexto histórico

Durante a Guerra da Coreia, os pilotos americanos enfrentaram o MiG-15, mais leve do que o F-86 Sabre. A partir de entrevistas com eles, Kelly Johnson, engenheiro-chefe da Lockheed, concebeu um caça supersónico ligeiro. O protótipo voou em março de 1954, e a aeronave entrou em serviço na Força Aérea dos EUA a 20 de fevereiro de 1958. Foi primeiro interceptor, mas passou rapidamente a caça-bombardeiro, e no Vietname foi usado sobretudo no apoio às tropas em terra. A Força Aérea começou a retirá-lo na segunda metade dos anos sessenta. A Alemanha comprou-o em meio a acusações de suborno contra a Lockheed, que se repetiram na Itália, no Japão, nos Países Baixos e na Arábia Saudita, e que também afetaram outros aviões como o L-1011 TriStar. Erich Hartmann, o maior ás da história, opôs-se abertamente à sua adoção.

Dados em destaque

As suas asas eram pequenas, muito finas e trapezoidais, pelo que o combustível e o trem de aterragem iam na fuselagem. Graças a elas acelerava e subia muito bem, mas virava mal. O seu motor General Electric J79 dava cerca de 15.600 libras de impulso com pós-combustão e levava-o a mais de 2.400 km/h. Levava um canhão M61 Vulcan de 20 mm, que disparava mais de 6.000 tiros por minuto, com 725 projéteis. Os primeiros assentos ejetáveis lançavam o piloto para baixo. Na Alemanha sofreu centenas de acidentes com mais de uma centena de pilotos mortos, e o Canadá perdeu quase metade da sua frota. Em dezembro de 1958 subiu a 25 km de altitude em pouco mais de quatro minutos e meio. Foram construídos mais de 2.570, 1.122 deles F-104G, e a Itália foi a última a retirá-lo, em 2004.