More Than Just a Fighter" Messerschmitt Bf 109 | Things you Might Not Know | 4K Documentary
Vídeo do canal DroneScapes sobre Messerschmitt Bf 109, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 57:42. Idioma: inglês. Tipo de vídeo: Documentário.
Sobre o que trata
Documentário em duas partes. A primeira revisita a história do Messerschmitt Bf 109 e alguns dos seus usos menos conhecidos. A segunda, mais extensa, não trata do Bf 109, mas sim do Focke-Wulf Fw 190 «White One» e do seu último piloto, Heinz Orlowski, abatido na Noruega em 1945. Quase cinquenta anos depois, Orlowski reencontrou-se com o avião, já restaurado, no Texas Air Museum.
Contexto histórico
Para conseguir o primeiro contrato de caça da Luftwaffe, o Bf 109 competiu com o Heinkel He 112. Os pilotos de ensaio de Rechlin preferiam o Heinkel, mas Udet escolheu o 109 por ser mais fácil de fabricar em grande escala: o trem de aterragem estava integrado na fuselagem, pelo que as asas e a fuselagem podiam ser construídas separadamente. O avião entrou em combate pela primeira vez na Espanha, onde ficou patente a sua escassa autonomia.
Orlowski trabalhava como aprendiz numa serralharia quando foi convocado em 1941, apresentando-se voluntário para a Luftwaffe. Formou-se primeiro em planadores e depois no Bf 109. Em 1944 foi destacado para a unidade de caça conhecida como Ice Hunters, primeiro na Finlândia e depois na Noruega. Ali protegia a frota que escoltava o encouraçado Tirpitz, e o seu esquadrão chegou tarde ao ataque dos Lancaster que o afundou em 12 de novembro de 1944. Em 9 de fevereiro de 1945, na batalha aérea conhecida como Black Friday, abateu um Beaufighter e depois foi alcançado por um dos dois Mustang que o perseguiam. Saltou do avião, o paraquedas só abriu parcialmente e a neve amorteceu a queda.
Dados em destaque
Foram fabricados quase 34.000 Bf 109. Os slats do bordo de ataque eram uma invenção patenteada pela Handley Page, e a Messerschmitt teve de pagar para a usar. A roda do nariz do Me 262 veio da perna principal do trem do 109. Entre os derivados citados estão o Me 155, pensado para o porta-aviões Zeppelin, que nunca chegou a navegar, e o Me 109Z Zwilling, de duas fuselagens, cujos dois prototipos ficaram danificados num bombardeamento. O 109 também rebocou em ensaios o planador de caça BV 40, do qual se construíram sete unidades, e foi usado nas missões Mistel. Os destroços do White One, partidos em quatro pedaços, foram recuperados em 1985. A Noruega entregou os destroços ao museu texano para restauro, um trabalho que exigiu cerca de 50.000 horas por avião.
