The Insane Engineering of the F-14 Tomcat

Ingenieurwesen Dokumentation · 22 de fevereiro de 2025 · 37:35 · alemão · Documentário

Vídeo do canal Ingenieurwesen Dokumentation sobre Grumman F-14 Tomcat, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 37:35. Idioma: alemão. Tipo de vídeo: Documentário.

Sobre o que trata

Documentário técnico em alemão sobre a engenharia do Grumman F-14 Tomcat. Está organizado em capítulos: requisitos de projeto, asa de geometria variável, materiais e fabricação, propulsão, sistemas de combate, operação em porta-aviões, cabine e manutenção.

Contexto histórico

O vídeo situa a origem da aeronave na ameaça representada, desde o final dos anos cinquenta, pelos bombardeiros soviéticos de longo alcance, como o Tu-95 Bear e o Tu-16 Badger, capazes de lançar mísseis antinavio a grande distância. A Marinha precisava de uma única aeronave que servisse tanto de interceptador de defesa da frota como de caça de superioridade aérea, já que o espaço num porta-aviões não permite tipos diferentes. O F-111B tinha se revelado demasiado pesado para operar em porta-aviões, e a Grumman concentrou-se num projeto mais leve e manobrável. O F-14 foi retirado de serviço em 2006.

Dados em destaque

O enflechamento da asa varia entre 20 graus, para decolagem e aterragem, e 68 graus em alta velocidade. Há ainda uma posição de 75 graus para estacionamento no deque, ajustada automaticamente por um computador central de dados aéreos de acordo com o número de Mach e a altitude. A caixa central de titânio, soldada por feixe de eletrões, economiza cerca de 900 libras em relação a uma estrutura de aço aparafusada. Nos estabilizadores horizontais usaram-se compósitos de fibra de boro.

Os motores Pratt & Whitney TF30-P-412A apresentaram problemas de fiabilidade: o vídeo relaciona-os com a perda de cerca de 40 aeronaves, e o secretário da Marinha John Lehman chegou a classificar a combinação como uma das piores em anos. O General Electric F110-GE-400 melhorou a relação empuxo-peso para 0,73 e permitia catapultar a aeronave sem pós-combustão. Ainda assim, a mudança foi lenta: segundo o vídeo, até 1996 apenas 126 Tomcat o tinham recebido, contra 212 que continuavam com o TF30.

O radar AN/AWG-9 conseguia seguir até 24 alvos e guiar seis mísseis AIM-54 Phoenix contra seis objetivos diferentes. No teste de seis contra seis, foram disparados seis mísseis em 38 segundos, com quatro acertos diretos. O documentário estima em 2.547 as saídas de combate durante a operação Iraqi Freedom. Descreve também os três níveis de manutenção: uma revisão em depósito podia exigir até 16.000 horas de trabalho, e a recuperação de uma aeronave armazenada, até 42.000.