MiG-21: This Aircraft Changed Western Airpower

Military Aviation History · 22 de fevereiro de 2024 · 21:49 · inglês · Documentário

Vídeo do canal Military Aviation History sobre Mikoyan-Gurevich MiG-21, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 21:49. Idioma: inglês. Tipo de vídeo: Documentário.

Sobre o que trata

O vídeo usa o confronto entre o MiG-21 e o F-4 Phantom II no Vietname como ponto de partida. O seu interesse não está no combate aéreo em si, mas no sistema de forças que rodeava cada avião e em como essa experiência transformou o poder aéreo ocidental. Primeiro apresenta os dois contendores. O MiG-21 era um interceptor ligeiro, supersónico e manobrável, com pouco armamento e pouca autonomia, adequado às interceções curtas de que o Vietname do Norte precisava. O F-4 tinha origem num interceptor naval e acabou como avião polivalente padrão da Marinha e da Força Aérea dos EUA. Era mais complexo, e o seu radar e os seus misseis renderam inicialmente abaixo do esperado.

Contexto histórico

A análise centra-se no período entre 1970 e a ofensiva da Páscoa de 1972 e a resposta americana, a operação Linebacker I. O Vietname do Norte apoiava-se sobretudo na defesa antiaérea a partir do solo, mas tinha reorganizado a sua força aérea. Contava com novos aeródromos mais a sul, uma nova geração de pilotos formada por instrutores veteranos e, sobretudo, um controlo de interceção a partir do solo e uma inteligência de sinais melhorados. Com eles guiava pares de MiG contra elementos concretos das grandes formações americanas, em ataques rápidos seguidos de retirada. Para o autor, o avião é apenas o penúltimo elo de uma cadeia que começa na doutrina e termina no missil.

Do lado americano, o vídeo matiza o papel do Top Gun. A escola da Marinha existia desde 1969 e a da Força Aérea em Nellis era anterior. O problema estava em programas de formação desatualizados, e a maioria das mudanças chegou no verão de 1972, tarde demais para quem já combatia. O autor cita o caso de Robin Olds, que pediu para não equipar os seus aviões com novos sistemas, como contentores de canhão, porque considerava que os seus pilotos não tinham formação suficiente.

Dados destacados

Em fevereiro de 1972, o Vietname do Norte dispunha de cerca de 200 MiG, face a quase 2.000 aviões americanos e sul-vietnamitas. Num questionário sobre táticas e sistemas, apenas 10% dos pilotos de F-4 da Força Aérea foi aprovado, com uma nota média de 40%. Uma missão de ataque podia superar 100 aviões contando escoltas, guerra eletrónica, supressão de defesas, cisternas e resgate, e ainda assim entre dois e quatro MiG-21 podiam desbaratá-la. Daí surgiram várias melhorias: alerta precoce com Combat Tree, munição guiada de precisão, mais disciplina nas comunicações e melhor apoio de guerra eletrónica e de supressão de defesas. Também se integraram os caças numa rede de apoio e ligou-se o poder aéreo aos objetivos gerais da guerra. O autor situa aí a origem do modelo que culminou na campanha aérea da Tempestade no Deserto.