The Apollo 11 Saturn V: The Rocket That Changed History

apollo11space · 24 de maio de 2026 · 43:34 · inglês · Documentário

Vídeo do canal apollo11space sobre Saturn V, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 43:34. Idioma: inglês. Tipo de vídeo: Documentário.

Sobre o que trata

O vídeo faz uma revisão técnica, estágio por estágio, do lançador Saturn V que levou a Apollo 11. Descreve o primeiro estágio S-IC, o segundo S-II, o terceiro S-IVB e a unidade de instrumentos (IU), e dedica secções aos sistemas de segurança do voo e aos 41 motores-foguete que o veículo levava.

Contexto histórico

O Saturn V foi desenvolvido pelo Centro Marshall de Voos Espaciais da NASA, que optou pelos testes «all-up»: desde o primeiro lançamento, todos os estágios voavam ativos. Antes da Apollo 11 houve cinco voos: dois sem tripulação (9 de novembro de 1967 e 4 de abril de 1968), a Apollo 8 com o AS-503 rumo à órbita lunar (21 de dezembro de 1968), a Apollo 9 em órbita terrestre (3 de março de 1969) e a Apollo 10 como ensaio geral (18 de maio de 1969). O exemplar da Apollo 11 foi o sexto construído. A S-IC foi desenvolvida por Marshall e Boeing, que montou os estágios posteriores em Michoud; a S-II foi construída pela North American Rockwell em Seal Beach; a S-IVB pela McDonnell Douglas em Huntington Beach, e a IU teve a IBM como principal contratante, com a plataforma inercial ST-124M da Bendix.

Dados em destaque

A S-IC montava cinco motores F-1 de RP-1 e oxigênio líquido, com cerca de 7,6 milhões de libras de empuxo na decolagem; os quatro exteriores inclinavam-se para orientação e o central era fixo. A S-II usava cinco J-2 de hidrogênio e oxigênio líquidos, com um mamparo comum isolado entre os dois tanques. A S-IVB, com um único J-2, acendia duas vezes: para alcançar a órbita de espera e para a injeção translunar. A IU, um anel de apenas 3 pés de altura, calculava a cada segundo uma trajetória adaptativa e limitava as correções na atmosfera densa para não sobrecarregar a estrutura. Cada estágio levava um sistema de dispersão de propelentes que, por ordem vinda do solo, desligava motores e abria os tanques em zonas não contíguas para reduzir o risco de ignição. Completavam o conjunto foguetes de retrocesso e de ullage para separar os estágios e assentar o propelente, além dos motores auxiliares da S-IVB.