Saturn V (Documentary) Chapter 2: The F-1 engine
Vídeo do canal Astrofriki sobre Saturn V, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 36:13. Idioma: espanhol. Tipo de vídeo: Documentário.
Sobre o que trata
Segundo capítulo de uma série de divulgação em espanhol sobre o Saturno V, dedicado inteiramente ao motor F-1 da Rocketdyne, que propulsionava o primeiro estágio S-IC. Repassa a difícil história de seu desenvolvimento, descreve seus componentes um a um e explica como era ligado e desligado.
Contexto histórico
O F-1 nasceu em 1955 como projeto da Força Aérea dos Estados Unidos, que acabou optando por mísseis já existentes como Thor, Atlas e Titan. Em 1959 a NASA contratou a Rocketdyne e herdou o projeto, mais de dois anos antes de o Saturno V ser concebido. O grande obstáculo foi a instabilidade de combustão: em 28 de julho de 1962 um motor foi destruído no banco de testes. Os engenheiros terminaram provocando a instabilidade de propósito com pequenas cargas explosivas no injetor, uma técnica herdada do H-1, e por tentativa e erro conseguiram que o motor se recuperasse em menos de um décimo de segundo. Entre novembro de 1967 e maio de 1973, 65 motores propulsionaram 13 voos. O vídeo também lembra a recuperação em 2013, em um projeto financiado por Jeff Bezos, de restos do motor central da S-IC-6 da Apollo 11, e repassa seus sucessores: o soviético RD-170/171 e o F-1A, que não chegou a ser concluído por falta de orçamento.
Dados em destaque
Queimava RP-1 e oxigênio líquido e dava 6,7 MN de empuxo ao nível do mar. A cada segundo, a turbobomba, movida por uma turbina de 53.000 cavalos a 5.500 rpm, enviava 1,8 tonelada de oxigênio líquido e 0,8 de RP-1 para a câmara. Esta, de Inconel X-750, era refrigerada com 70% do combustível, que circulava por uma rede de tubos soldada em uma única operação dentro de um forno. O injetor tinha 2.816 orifícios e defletores que o dividiam em 13 compartimentos. Os gases do gerador de gás passavam por um trocador de calor e protegiam a extensão do bocal, que elevava a relação de expansão de 10:1 para 16:1. A ignição combinava quatro acendedores pirotécnicos e um cartucho hipergólico de trietilborano e trietilalumínio; os cinco motores levavam 8,9 segundos para atingir plena potência antes que o foguete fosse liberado.
