The Apollo 1 Secret: The Wiring Arc That Killed 3 Astronauts — And Forced 1,341 NASA Changes (2025)
Vídeo do canal Cold Iron sobre Apollo 1, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 23:35. Idioma: inglês. Tipo de vídeo: Documentário.
Sobre o que trata
Documentário narrado que reconstitui o incêndio da Apollo 1 (AS-204), ocorrido a 27 de janeiro de 1967 no Complexo de Lançamento 34 em Cabo Kennedy, e apresenta-o não como a falha de uma única peça, mas como a soma de vários riscos de conceção que, tolerados isoladamente, se revelaram fatais ao coincidirem numa cabine selada. A segunda metade explica a reforma técnica e organizacional que se seguiu ao acidente e como esta conduziu aos voos tripulados posteriores do programa.
Contexto histórico
A tripulação, composta por Gus Grissom, Ed White e Roger Chaffee, encontrava-se dentro do módulo de comando 012 durante um ensaio de lançamento, o teste «plugs out», com o foguete sem combustível. A contagem decrescente acumulava atrasos e falhas de comunicação. O vídeo situa o acidente em plena corrida espacial, com a pressão do calendário e dúvidas sobre o desempenho da North American Aviation, empreiteira principal do módulo de comando e serviço. A experiência da Mercury e da Gemini tinha tornado normal o uso de oxigénio puro, e uma escotilha que abria para dentro era considerada mais segura.
Dados em destaque
A cabine estava pressurizada com oxigénio a 100 % a 16,7 psia e continha materiais combustíveis como redes de nylon e velcro. A comissão de investigação da Apollo 204 não identificou um cabo concreto, mas apontou como origem mais provável um arco elétrico na zona inferior frontal do compartimento de equipamentos esquerdo, junto à cablagem do sistema de controlo ambiental. O isolamento de teflon, macio, podia desgastar-se por abrasão. A escotilha de três peças do Block I precisava de cerca de 90 segundos em condições ideais, e a pressão interna, que atingiu pelo menos 29 psia antes de a cabine se romper, impediu abri-la. Demorou cerca de cinco minutos a abri-la do exterior. Após o incêndio, restringiram-se os materiais combustíveis, reforçaram-se a inspeção da cablagem e o controlo de qualidade, adotou-se uma escotilha única que abria em cerca de 3 segundos e melhoraram-se os meios de resgate na plataforma. Todas as missões tripuladas posteriores usaram o módulo de comando Block II. Entre junho de 1967 e julho de 1969, a comissão de controlo de configuração da nave reuniu-se 90 vezes, estudou 1697 alterações, aprovou 1341 e rejeitou 356, embora nem todas respondessem diretamente ao acidente. A Apollo 7, em outubro de 1968, foi a primeira missão tripulada do programa.
