A new perspective on the Apollo 1 disaster
Vídeo do canal Aldo Sterone - Aviation sobre Apollo 1, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 47:28. Idioma: francês. Tipo de vídeo: Documentário.
Sobre o que trata
Análise do incêndio da Apollo 1 feita por um divulgador de aviação com os métodos da investigação de acidentes aéreos. O próprio autor apresenta sua explicação como especulativa: busca uma ligação entre o odor do qual a tripulação se queixou, a atmosfera de oxigênio puro sob pressão e o fogo.
Contexto histórico
Em 27 de janeiro de 1967, em Cabo Canaveral, Grissom, Chaffee e White ensaiavam dentro da cápsula uma contagem regressiva simulada. A cápsula estava sobre um Saturn IB sem combustível. Estavam deitados numa cabine muito estreita, e a escotilha precisava de várias manobras para abrir. O rádio falhava sem parar, e o autor lembra a queixa de Grissom de que não conseguiam se comunicar nem entre dois edifícios. Segundo o vídeo, a tripulação criticava duramente os contratados, entre eles a North American Aviation, construtora da cápsula. Grissom chegou a enviar a Joseph Shea, responsável pelas naves da NASA, uma foto em que fingia rezar diante de uma maquete.
Dados em destaque
O autor explica que em órbita a cabine deveria conter oxigênio puro a cerca de 0,3 atmosferas. Uma estrutura capaz de resistir a uma atmosfera completa contra o vácuo teria pesado demais. Sua hipótese é que, para reproduzir no solo essa mesma diferença de pressão, a cabine foi preenchida com oxigênio puro acima da pressão atmosférica, o que multiplicava o risco de combustão. Para o odor de leite azedo, propõe duas origens: graxa de componentes elétricos ou de algum reparo que estava oxidando, ou vazamentos do refrigerante de glicol, cuja oxidação gera ácidos como o glicólico e o fórmico. Depois que o fogo foi declarado, a temperatura e a pressão subiram, a escotilha não pôde ser aberta e a cabine terminou se rompendo. Como última possibilidade, aponta que os pequenos propulsores da parte inferior da cápsula teriam agravado o incêndio, porque essa área aparece mais queimada.
