Apollo 1 Lesson's and Legacies

NAL JSC · 16 de abril de 2017 · 58:13 · inglês · Notícia

Vídeo do canal NAL JSC sobre Apollo 1, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 58:13. Idioma: inglês. Tipo de vídeo: Notícia.

O que é apresentado

O vídeo mostra na íntegra o painel «Apollo 1: lições e legados», organizado pelo Johnson Space Center no seu dia de memória, cinquenta anos após o acidente. Foi aberto pelo diretor adjunto do centro, Mark Geyer, e moderado pela astronauta Nicole Mann. Participaram Walt Cunningham, da tripulação de reserva da Apollo 1 e piloto da Apollo 7; Gary Johnson, que estava na consola do sistema elétrico durante o acidente; e Glynn Lunney, diretor de voo da Apollo 7 e da Apollo 8. Além disso, foram exibidos trechos de uma entrevista gravada com Frank Borman, membro da comissão de investigação.

Contexto

A 27 de janeiro de 1967, a tripulação da Apollo 1 realizava na plataforma de Kennedy um teste com os cabos de alimentação desligados (plugs-out). A cabine estava selada e pressurizada com oxigénio puro, mas o teste não era considerado perigoso. Por volta das 18h31, hora do Leste, declarou-se um incêndio. A equipa de terra demorou cinco minutos a abrir as três escotilhas. Morreram Virgil Grissom, Ed White e Roger Chaffee, e o programa esteve 21 meses sem voar. A comissão presidida por Floyd Thompson não conseguiu identificar o que iniciou o fogo, mas apontou seis condições que o tornaram possível: a atmosfera de oxigénio, os materiais combustíveis, a cablagem e as tubagens vulneráveis e a falta de meios de evacuação e resgate.

O que isso implica

Os oradores revisitam as mudanças que se seguiram. No design, a cablagem e as tubagens passaram a estar sob coberturas metálicas, instalaram-se pavimentos rígidos amovíveis e fizeram-se inspeções da direção antes de fechar cada nave. Nos ensaios em terra deixou-se de usar uma pressão de oxigénio tão alta. Na organização, George Low passou a dirigir o programa com uma comissão de controlo de alterações, Robert Gilruth recuperou o seu papel e a área de segurança e qualidade passou a responder diretamente perante o diretor do centro, um modelo que o resto da NASA adotou após o Challenger. Também melhorou a relação com a empreiteira, a North American. Johnson recorda um incêndio anterior em oxigénio puro, quase um ano antes, cujo relatório foi classificado, e um risco pouco conhecido na Apollo 11: o módulo de serviço entrou pelo mesmo corredor de reentrada que a cápsula. Borman insiste em que as decisões sejam tomadas ao nível onde está a informação.