Família: Starship · SpaceX
Starship
Estatísticas de lançamentos
- 13
- Lançamentos (até 24 de julho de 2026)
- 3
- Sucessos
- 0
- Falhas
- 100.0 %
- Taxa de sucesso
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Starship é o sistema de lançamento superpesado e totalmente reutilizável que a SpaceX desenvolve em Starbase, em Boca Chica (Texas). O nome designa simultaneamente o conjunto e o seu estágio superior: o veículo completo é composto pelo propulsor Super Heavy como primeiro estágio e pela nave Starship como segundo, ambos em aço inoxidável, com 9 m de diâmetro e propulsionados por motores Raptor de metano e oxigénio líquidos subarrefecidos. Com cerca de 121,3 m de altura e uma massa de descolagem da ordem das 5.300 t, é o foguetão maior alguma vez construído, e a sua razão de ser não é uma prestação concreta, mas sim uma mudança de escala: a SpaceX concebeu-o para reutilizar ambos os estágios e baratear o acesso ao espaço até tornar viáveis a carga massiva em órbita, o regresso à Lua e, a longo prazo, as viagens a Marte. A sua linhagem remonta a 2005, quando Elon Musk mencionou um lançador capaz de colocar 100 t em órbita baixa, e atravessa três nomes sucessivos — Mars Colonial Transporter, Interplanetary Transport System e BFR — antes de cristalizar no desenho atual, definido pela mudança da fibra de carbono para o aço inoxidável em dezembro de 2018. O desenvolvimento tem sido feito à vista do público e com uma filosofia de iteração rápida: primeiro o saltador Starhopper em 2019, depois a longa série de protótipos SN que voou, caiu e explodiu repetidamente entre 2020 e 2021, e desde abril de 2023 os voos integrados do veículo completo. Esses voos de teste têm encadeado fracassos espetaculares e avanços sem precedentes. O primeiro, a 20 de abril de 2023, explodiu quatro minutos após a descolagem; o quinto, a 13 de outubro de 2024, conseguiu que a torre de lançamento capturasse o propulsor no ar com os seus braços, uma manobra sem equivalente na história da astronáutica. O Bloco 2 deu problemas ao longo de todo o 2025 e o Bloco 3, com motores Raptor 3, inaugurou a campanha de 2026 com voos suborbitais que já colocam satélites Starlink V3 reais. Starship é também a peça que a NASA escolheu para voltar a pisar a Lua: uma versão alunadora do veículo foi selecionada em abril de 2021 no âmbito do programa Human Landing System, com uma ampliação posterior para uma segunda missão tripulada. Convém sublinhar que se trata de um veículo em desenvolvimento ativo e sem qualquer voo orbital completo até à data: os seus números, os seus blocos e o seu calendário mudam de ano para ano, e tudo o que aqui se descreve como previsto deve ser lido como intenção declarada, não como capacidade demonstrada.
Atualidade de Starship

A análise da Starship recuperada pode ajudar a SpaceX a aprimorar a nave e preparar futuras tentativas de retorno e reutilização O post Starship da SpaceX volta à base após sobreviver ao pouso no…
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Nos Estados Unidos, a Federal Aviation Administration (FAA) fará uma nova análise ambiental para permitir aumentar a frequência de lançamentos da Starship a partir da Starbase, no Texas. De fa…
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A SpaceX propôs aumentar o número de lançamentos da Starship permitidos na sua base de Starbase, no sul do Texas, de 25 para 456 por ano. A FAA está a analisar o pedido.

Em 12 de outubro de 2026, a Federal Aviation Administration (FAA) emitiu um Aviso de Intenção para preparar uma Declaração de Impacto Ambiental (EIS) sobre uma proposta da SpaceX para aumentar…

Após completar dez anos de desenvolvimento, a Starship alcançou a órbita terrestre pela primeira vez, mas ainda precisa demonstrar tecnologias essenciais para viajar até Marte O post Dez anos após…
Grupo motopropulsor
## Propulsão A Starship é propulsionada exclusivamente por motores Raptor, concebidos pela SpaceX para queimar metano líquido e oxigénio líquido subarrefecidos num ciclo de combustão escalonada de fluxo completo, uma arquitetura que gaseifica ambos os propelentes antes da câmara e que, até ao Raptor, nunca tinha voado. O primeiro exemplar de desenvolvimento, com 1 MN de empuxo, foi enviado para as instalações de McGregor em 2016 e foi o primeiro motor deste ciclo a ser testado. O Raptor existe em duas configurações: uma de nível do mar, com relação de expansão 40:1 e cerca de 3.050 kN de empuxo ao nível do mar, e outra de vácuo (RVac) com tubeira muito maior. O propulsor Super Heavy leva trinta e três Raptor e a nave, seis: três otimizados para o nível do mar e três para vácuo. O conjunto do propulsor produz no total cerca de 73,5 MN de empuxo, mais do dobro do primeiro estágio do Saturno V da NASA, valor que se espera elevar para 80,8 MN com os propulsores do Bloco 3. O estágio superior do Bloco 1 produzia 12,25 MN, quase o triplo do segundo estágio do Saturno V. O motor já atravessou três gerações. O Raptor 1 alcançava 185 tf ao nível do mar e 200 tf na sua variante de vácuo; o Raptor 2 subiu para 230 tf ao nível do mar; o Raptor 3 foi definido com objetivos de 280 tf ao nível do mar e 306 tf em vácuo e, em agosto de 2024, tinha alcançado em banco um máximo de 280 tf com uma massa de 1.525 kg e 350 bar de pressão de câmara, embora a pressão operacional anunciada não tenha ultrapassado os 330 bar. A SpaceX substituiu o Raptor 2 pelo Raptor 3 para o seu primeiro voo de 2026; com esta geração, todos os motores do propulsor, incluindo os vinte do anel exterior, podem reacender-se, o que permite executar a travagem de regresso com o conjunto completo. Os depósitos do propulsor albergam em conjunto 3.400 t de propelente — 2.700 t de oxigénio líquido e 700 t de metano líquido —, enquanto os da nave contêm 1.500 t, repartidas em 1.170 t de oxigénio líquido e 330 t de metano líquido. A escolha do metano em vez do querosene responde à reutilização rápida (deixa menos resíduos na câmara) e à possibilidade, a longo prazo, de fabricar propelente em Marte. Por se tratar de um veículo em desenvolvimento, tanto os valores de empuxo como as capacidades dos depósitos mudaram a cada bloco e voltarão a mudar.
Desenho de três vistas

História
Do Mars Colonial Transporter à Starship
Em novembro de 2005, quando a SpaceX ainda não tinha lançado o seu primeiro foguetão, o Falcon 1, Elon Musk mencionou pela primeira vez a ideia de um lançador de grande capacidade capaz de colocar 100 t em órbita baixa terrestre. A ideia demorou anos a transformar-se num projeto com nome próprio. Em 2012 a empresa falou publicamente de um conceito identificado apenas pelas siglas «MCT», cujo significado — Mars Colonial Transporter, transporte colonial para Marte — foi revelado em 2013. O nome descrevia sem rodeios a ambição: um veículo pensado para levar pessoas a Marte e trazê-las de volta, não mais um lançador comercial.
O conceito mudou de nome duas vezes em dois anos, e cada mudança assinalava uma ampliação do alcance. Em 2016 o descritor passou a ser Interplanetary Transport System, porque o veículo já era pensado para destinos além de Marte. Em 2017 voltou a ser rebatizado, desta vez como BFR. Sob estas três etiquetas sucessivas a SpaceX apresentou uma série de propostas de lançador superpesado totalmente reutilizável que partilhavam a mesma lógica de fundo — dois estágios, motores de metano e oxigénio líquidos, reutilização completa —, mas que foram corrigindo tamanho, materiais e arquitetura de uma apresentação para a seguinte.
A viragem para o aço inoxidável e o nome definitivo
O ponto de viragem chegou em dezembro de 2018, quando a SpaceX mudou o material estrutural do veículo: dos compósitos de fibra de carbono que dominavam as propostas anteriores passou-se ao aço inoxidável. A decisão marca a fronteira entre os conceitos de desenho inicial e o veículo hoje conhecido como Starship, e explica o aspeto metálico e sem pintura de todos os protótipos posteriores. O aço é mais pesado do que o compósito, mas é barato, pode ser soldado ao ar livre e aguenta bem as temperaturas extremas da reentrada, o que permitiu construir num terreno baldio do Texas em vez de numa sala limpa.

O desenho e o nome atuais foram introduzidos em 2018. Em 2019 a SpaceX começou a chamar Starship ao conjunto do veículo e, ao mesmo tempo, ao segundo estágio, reservando Super Heavy para o propulsor de primeiro estágio; essa ambiguidade deliberada — Starship é simultaneamente o sistema completo e o seu estágio superior — continua a ser fonte de confusão na cobertura do programa. Nesse mesmo ano o desenho do segundo estágio ficou fixado em seis motores Raptor, três otimizados para o nível do mar e três para vácuo, e reduziram-se de três para duas as barbatanas traseiras para aligeirar a estrutura.
Starhopper e os saltos em Boca Chica
A construção do primeiro artigo de teste em aço — conhecido indistintamente como Starship Hopper, Hopper, Hoppy ou Starhopper — começou em Boca Chica, Texas, em 2018. Era um cilindro atarracado com um único motor, sem barbatanas nem escudo térmico, cuja única missão era desenvolver os algoritmos de controlo e aterragem a baixa altitude e baixa velocidade com propelentes de oxigénio líquido e metano líquido. A 25 de julho de 2019 o Starhopper realizou um salto que atingiu cerca de 20 m de altura e a 27 de agosto repetiu o exercício até 150 m, deslocando-se lateralmente cerca de 100 m antes de pousar. Terminada a sua campanha, o veículo foi reconvertido em depósito de água e suporte de câmaras, holofotes, altifalantes, radar e estação meteorológica; uma tempestade chegou a derrubar e danificar o seu cone de nariz, e a 3 de setembro de 2024 foi transportado para um parque de estacionamento junto à zona de lançamento.
Em paralelo, a SpaceX começou a construir antes de 2019 dois protótipos de estágio superior a tamanho real, MK1 em Boca Chica e MK2 em Cocoa, Flórida. Nenhum voou: o MK1 rebentou em novembro de 2019 durante um teste de pressão estrutural e as instalações da Flórida foram desmanteladas ao longo de 2020. O Mk4, iniciado na Flórida em outubro de 2019, foi descartado poucas semanas depois. A construção do Mk3 arrancou no final de 2019 e em dezembro desse ano Musk redesignou-o como Starship SN1, inaugurando a numeração correlativa que acompanharia o programa durante os três anos seguintes.
A série SN e os voos de grande altitude
A série SN transformou Boca Chica num banco de ensaios a céu aberto onde os protótipos eram construídos, testados com pressão criogénica, acendidos em estático e, com frequência, destruídos. O primeiro voo relevante da série foi o do SN5, que a 5 de agosto de 2020 se elevou 150 m com um único motor, uns depósitos e um simulador de massa, e aterrou sem danos.

O salto qualitativo chegou com o SN8, construído em aço inoxidável 304L — algumas peças podem ter sido de 301L — e submetido a quatro ignições estáticas entre o final de outubro e novembro de 2020. O seu voo, a 9 de dezembro de 2020, demonstrou a manobra que define o veículo: subida, desligamento escalonado de motores, reorientação para horizontal, descida controlada em posição de «barriga» e viragem final para vertical para a aterragem. Tudo funcionou exceto o último passo: a baixa pressão no depósito de cabeceira de metano impediu que os motores dessem empuxo suficiente na ignição de travagem e o protótipo destruiu-se contra a plataforma.
O SN9 arrastou problemas desde o início: a 11 de dezembro de 2020 cedeu o suporte sob o veículo, que se inclinou e bateu nas paredes interiores do edifício de montagem, obrigando a substituir uma barbatana dianteira. Após seis ignições estáticas em janeiro de 2021 — três delas no mesmo dia — e com autorização da Administração Federal de Aviação, o SN9 voou até 10 km, mas a falha do pré-queimador de oxigénio de um dos motores fê-lo despenhar-se contra a zona de aterragem. A partir dessa falha decidiu-se acender os três motores na sequência de aterragem para poder escolher os dois melhores. O SN15 introduziu aviónica melhorada, uma nova arquitetura de propelente na saia traseira e um desenho e configuração de Raptor renovados, e com ele a série alcançou finalmente uma configuração capaz de repetir o perfil completo sem se destruir na tentativa.
Os voos integrados: 2023 e 2024
O primeiro foguetão Starship completo — Super Heavy mais estágio superior — descolou a 20 de abril de 2023 e explodiu quatro minutos depois da descolagem. O segundo voo integrado teve lugar a 18 de novembro de 2023, com o propulsor Booster 9 e a nave Ship 25, e saldou-se com a perda de ambos os estágios; depois dele introduziram-se alterações de fundo, entre elas a passagem do controlo vetorial de empuxo hidráulico para elétrico, que permitiu suprimir as unidades de potência hidráulica, e uma modificação da cúpula comum para uma forma mais elítica que alterou ligeiramente a capacidade de ambos os depósitos. O terceiro voo foi lançado a 14 de março de 2024, coincidindo com o vigésimo segundo aniversário da fundação da SpaceX. O quarto voou a 6 de junho de 2024 e o seu bom comportamento levou Musk a propor, em abril desse ano, o que até então soava a temeridade: tentar que o propulsor regressasse à torre de lançamento.
A captura do propulsor pela torre
A 13 de outubro de 2024, no quinto voo integrado, a SpaceX lançou a Ship 30 sobre o Booster 12 e o propulsor regressou ao ponto de partida para ser capturado no ar pelos braços da torre — a estrutura apelidada de Mechazilla — pela primeira vez na história; o estágio superior completou o seu perfil com uma amaragem controlada no oceano Índico. A captura não se tornou de imediato a norma: o sexto voo, a 19 de novembro de 2024, terminou com uma amaragem planeada do propulsor em vez de uma captura. Convém, portanto, não dar como certo que todo o voo posterior ao quinto termine com o propulsor nos braços da torre: o perfil tem sido escolhido voo a voo em função dos objetivos de teste.
O Bloco 2 e o difícil ano de 2025
O Bloco 2 de ambos os estágios entrou em serviço com o sétimo voo, lançado a 16 de janeiro de 2025 com a Ship 33, cujo perfil procurava repetir o do voo anterior e amarar no oceano Índico depois de tentar um reacendimento de motor no espaço. Foi o início de uma sequência adversa: os quatro primeiros estágios superiores do Bloco 2 falharam ao longo de 2025. A 3 de março abortou-se uma tentativa de lançamento após várias retenções em T−40 segundos e o oitavo voo descolou finalmente a 6 de março de 2025 às 23h30 UTC. O nono voou a 27 de maio de 2025 com o Booster 14, o primeiro propulsor Super Heavy reutilizado do programa. A 18 de junho de 2025 a nave Ship 36, atribuída ao décimo voo, explodiu durante uma ignição estática de seis motores prevista no banco de Massey, junto a Starbase. O décimo voo, programado para 24 de agosto de 2025, foi cancelado pouco antes da descolagem; depois dele a SpaceX acrescentou modificações adicionais nos depósitos de metano. O décimo primeiro foi lançado a 13 de outubro de 2025 e repetiu no essencial o perfil do anterior, com uma distribuição diferente das telhas retiradas de propósito para estudar o comportamento térmico.
O Bloco 3, o salto para V3 e a campanha de 2026
Para o seu primeiro voo de 2026 a SpaceX substituiu os motores Raptor 2 por Raptor 3, e com eles chegou o Bloco 3, a variante que a empresa chama V3. O propulsor mudou de forma apreciável: o Super Heavy media 71 m nos seus desenhos Bloco 1 e Bloco 2, já retirados, e o Bloco 3 mede 72,3 m; a interfase deixou de ser uma peça descartável para se integrar diretamente no depósito de metano — decisão que em dezembro de 2025 a SpaceX não tinha intenção de reverter —, o número de barbatanas de grelha desceu de quatro para três numa disposição de 90/90/180 graus, a cúpula traseira foi redesenhada com telhas metálicas de proteção térmica e o tubo de transferência entre os motores e o depósito de metano cresceu substancialmente. Com o Raptor 3 todos os motores do propulsor podem reacender-se, incluindo os vinte do anel exterior, o que permite executar a travagem de regresso com a configuração completa.

O décimo segundo voo foi lançado a 22 de maio de 2026 com a Ship 39 e o Booster 19. O décimo terceiro perseguia os mesmos objetivos, mas com satélites Starlink V3 operacionais em vez de simuladores de massa: previsto inicialmente para 16 de julho de 2026, foi abortado logo após a ignição dos motores do propulsor devido a uma acumulação inesperada de gelo nas turbobombas de vários Raptor 3, e acabou por voar a 24 de julho de 2026. Foi o segundo voo da Starship V3 e seguiu um perfil suborbital semelhante ao do décimo segundo: o propulsor não regressou à plataforma, procurando antes uma amaragem suave no golfo do México, e a nave desdobrou vinte satélites Starlink V3 que foram submetidos a cerca de vinte minutos de testes — desdobramento de painéis solares e antenas, comunicações — antes de reentrar, já que partilhavam a trajetória suborbital do veículo.

No final de agosto de 2026 a SpaceX realizou uma ignição estática de duração completa com os trinta e três motores do propulsor atribuído ao décimo quarto voo, depois de ter testado os seis motores da sua nave na semana anterior. Esse voo, apontado para meados de setembro de 2026, seria o primeiro verdadeiramente orbital do veículo. A presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, tinha antecipado em junho que, se o décimo terceiro voo corresse bem, o décimo quarto poderia tentar a primeira missão orbital e o décimo quinto o primeiro lançamento a partir da Flórida. Tudo isto é planeamento anunciado, não histórico: o calendário do programa tem-se revelado sistematicamente otimista e convém lê-lo como intenção.
O enquadramento regulatório
As operações da Starship em Boca Chica dependem da Administração Federal de Aviação, que autoriza os lançamentos comerciais ao abrigo do título 51 do Código dos Estados Unidos, secções 50901 a 50923. A SpaceX tem de obter licenças experimentais ou uma licença de operador de veículo do Gabinete de Transporte Espacial Comercial da FAA, cuja avaliação abrange a segurança pública — sobrevoo de zonas povoadas, conteúdo da carga útil — além do processo ambiental. A FAA tem tramitado sucessivas avaliações ambientais para ampliar o perfil operacional do veículo: a já concluída sobre encerramentos de espaço aéreo para trajetórias adicionais e perfis de missão com regresso ao ponto de lançamento em Boca Chica, e uma avaliação ambiental faseada em curso sobre operações de contingência na reentrada da Starship, cujo período de comentário público terminou a 3 de agosto de 2026.
O contrato HLS e o papel na Artemis
Em abril de 2021 a NASA selecionou a SpaceX com um contrato de 2,9 mil milhões de dólares para desenvolver uma versão alunadora da Starship e realizar uma missão de demonstração à superfície da Lua: é a chamada Opção A do contrato do Human Landing System, adjudicada no âmbito do programa NextSTEP-2 Apêndice H. Posteriormente a NASA concluiu uma alteração contratual, a Opção B, no valor de 1,15 mil milhões de dólares, destinada a desenvolver uma versão melhorada do alunador e realizar uma segunda missão tripulada à superfície lunar. A agência tinha anunciado a intenção de exercer a Opção B ao apresentar a iniciativa Sustaining Lunar Development, pensada para financiar um segundo alunador tripulado da Artemis ao qual a SpaceX não podia concorrer; em vez disso ampliou-se o contrato existente. Responsáveis da NASA indicaram que essa segunda missão seria a Artemis 4, que até então tinha sido pensada sem alunagem e centrada nos trabalhos da estação Gateway.
A Artemis III é a missão em que a Starship deve demonstrar o seu papel: uma demonstração tripulada em que o foguetão SLS lançará quatro tripulantes a bordo da nave Orion a partir do Centro Espacial Kennedy, com o objetivo de demonstrar os sistemas críticos para a alunagem e com data de lançamento fixada pela NASA em 2027. A Orion transporta e sustenta a tripulação na viagem de ida e volta à Lua; o alunador derivado da Starship é o elemento que desce à superfície e regressa à órbita lunar. Tanto a distribuição de missões como as datas estão sujeitas a revisão: o programa Artemis e o desenvolvimento da Starship foram reajustados várias vezes e nenhuma destas datas deve ser lida como definitiva.
Cronologia de lançamentos
| Data | Base de lançamento | Programa | Resultado | Carga útil |
|---|---|---|---|---|
| 28/09/2026, 12:48 | Orbital Launch Pad 2 | — | Sucesso | 14th test flight of the two-stage Starship launch vehicle. 3rd flight of Starship V3 and the first Starship flight to deploy satellites (a group of Starlink satellites known as Starlink Group 31-1) into stable Low Earth Orbit. The ship is expected to fly at an altitude approximately 275 km above Earth and complete approximately 6 orbits around the planet for nearly 10 hours, with splashdown targeted in the Pacific Ocean west of Chile. The booster’s primary test objective on Flight 14 will be executing a successful launch, ascent, stage separation, boostback burn, and landing burn at an offshore landing point in the Gulf. Starship will deliver 26 Starlink V3 satellites to orbit for the first time, which aim to greatly expand the network's capacity and user speeds. Each Starlink V3 satellite will add 1 Tbps of capacity to the constellation. |
| 24/07/2026, 22:51 | Orbital Launch Pad 2 | — | Sucesso | 13th test flight of the two-stage Starship launch vehicle. Second flight of Starship V3. For the first time, Starship will carry 20 V3 Starlink satellites to space, which will extend solar arrays and antennas and will attempt to connect with ground stations in South Africa and the larger Starlink constellation via high-capacity lasers. 6 of the satellites have been modified with a suite of cameras to scan Starship’s heat shield and transmit imagery down to operators to continue testing methods of analyzing Starship’s heat shield readiness for return to launch site on future missions. Several tiles on Starship have been painted white to simulate missing tiles and serve as imaging targets in the test. |
| 22/05/2026, 22:30 | Orbital Launch Pad 2 | — | Sucesso | 12th test flight of the two-stage Starship launch vehicle. Maiden Flight of Starship V3. The flight test’s primary goal will be to demonstrate each of these new pieces in the flight environment for the first time, with each element of the Starship architecture featuring significant redesigns to enable full and rapid reuse that incorporate learnings from years of development and test. The Starship upper stage will target multiple in-space and reentry objectives, including a payload deployment of 20 Starlink simulators, similar in size to next-generation Starlink V3 satellites, and two specially modified Starlink satellites. The two modified satellites will test hardware planned for Starlink V3 and will attempt to scan Starship’s heat shield and transmit imagery down to operators to test methods of analyzing Starship’s heat shield readiness for return to launch site on future missions. Several tiles on Starship have been painted white to simulate missing tiles and serve as imaging targets in the test. The Starlink simulators will be on the same suborbital trajectory as Starship. A relight of a single Raptor engine while in space is also planned. For Starship entry, a single heat shield tile has been intentionally removed to measure the aerodynamic load differences on adjacent tiles when there is a tile missing. Finally, the ship will perform experimental actions tested on previous flight tests, including a maneuver to intentionally stress the structural limits of the vehicle’s rear flaps and a dynamic banking maneuver to mimic the trajectory that future missions returning to Starbase will fly. |
Versões
| Block 1 | Block 2 | Block 3 | |
|---|---|---|---|
| Primeiro lançamento | 20 de abril de 2023 | 16 de janeiro de 2025 | 22 de maio de 2026 |
| Último lançamento | 19 de novembro de 2024 | 13 de outubro de 2025 | — |
| Propulsante | Metano líquido / oxígeno líquido subenfriados (CH4/LOX) | Metano líquido / oxígeno líquido subenfriados (CH4/LOX) | Metano líquido / oxígeno líquido subenfriados (CH4/LOX) |
| Altura | 121 m | 123 m | 124 m Melhor valor da linha |
| Diâmetro | 9 m Melhor valor da linha | 9 m Melhor valor da linha | 9 m Melhor valor da linha |
| Massa | 5 000 000 kg Melhor valor da linha | 5 000 000 kg Melhor valor da linha | 5 000 000 kg Melhor valor da linha |
| Impulso à descolagem | 73 500 kN | 73 500 kN | 80 800 kN Melhor valor da linha |
| Andares | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha |
| Capacidade para LEO | — | — | 100 000 kg |
| Diâmetro da carenagem | — | — | 9 m |
| Reutilizável | Sim | Sim | Sim |
Imagens
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