COMAC C919 Deep Dive: Will China Dominate Global Aviation?
Vídeo do canal Fabrizzio Ferreira | Piloto sobre COMAC, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 10:57. Idioma: português. Tipo de vídeo: Documentário.
De que trata
Peça de análise em português, de autoria de um piloto licenciado em ciências aeronáuticas, sobre a estratégia da COMAC, a fabricante estatal chinesa, para entrar num mercado de jatos comerciais dominado pela Airbus e pela Boeing, com a Embraer como terceiro ator. Centra-se no C919 e defende que a sua vantagem não é a tecnologia, mas sim a disponibilidade: com as longas esperas da Airbus e os problemas da Boeing, basta-lhe entregar primeiro.
Contexto histórico
Explica que o C919 se parece com o A320 de propósito (sidestick, comandos fly-by-wire, cabine de ecrãs) para baratear a reconversão das tripulações, e que depende de fornecedores ocidentais: motores da CFM, aviónica da Honeywell e da Collins e trem de aterragem alemão. Essa dependência ficou patente em meados de 2025, quando os Estados Unidos travaram a exportação de motores CFM para a China e a produção quase parou. Como alternativa, a China desenvolve o motor nacional CJ-1000A, cuja certificação levará anos.
Dados em destaque
O seu irmão mais novo, o C909 (antes ARJ21), voa com a indonésia TransNusa, também em rotas para a China, e o C919 tem encomendas da GallopAir, do Brunei. Segundo o autor, a meta para 2025 era de 75 entregas, e as reais não chegaram a 20. Menciona ainda voos de teste de pilotos da EASA em janeiro de 2026. Considera que a rede de apoio e peças de substituição é o maior desafio, e que o avião é mais pesado e tem menos alcance do que o A320.
