A Misguided Beauty? - Vickers VC10
Vídeo do canal Ruairidh MacVeigh sobre Vickers VC10, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 26:00. Idioma: inglês. Tipo de vídeo: Documentário.
Sobre o que trata
Documentário sobre o Vickers VC10, o último avião comercial de longo alcance desenvolvido integralmente no Reino Unido. Percorre a sua origem, a difícil encomenda da BOAC, a sua vida nas companhias aéreas, a sua longa carreira na RAF e o destino dos exemplares que restam.
Contexto histórico
O projeto parte do V1000, um transporte militar a jato encomendado à Vickers em 1951. A sua versão civil era o VC7. O Ministério cancelou o V1000 em novembro de 1956, com o protótipo quase terminado. A BOAC comprou então Boeing 707, mas nas suas rotas do antigo império para a África, a Austrália e o Extremo Oriente havia pistas curtas em condições de calor e altitude pouco adequadas para eles. Em 1957 a companhia pediu um jato para essas rotas, e a Vickers propôs o VC10. Tinha uma ala limpa com flaps Fowler e slats em toda a envergadura, quatro motores Rolls-Royce Conway na cauda e empenagem em T. A BOAC assinou um contrato para 35 aviões em 1958, embora tenha tentado reduzi-lo várias vezes. Só a intervenção do governo manteve o programa, e essas disputas minaram a confiança de outros potenciais compradores.
Dados em destaque
O protótipo G-ARTA voou em 29 de junho de 1962 a partir de Brooklands, pilotado por Jock Bryce e Brian Trubshaw. O avião obteve o certificado de aeronavegabilidade em 23 de abril de 1964 e entrou em serviço com a BOAC seis dias depois, na rota de Londres para a Nigéria. O Super VC10, treze pés mais longo, voou em 7 de maio de 1964. Entre os seus outros operadores figuraram a Ghana Airways, a British United Airways e a East African Airways. Uma encomenda da CAAC em 1972 não chegou a ser cumprida porque a linha de montagem já estava desmantelada. Em março de 1979 o G-ASGC voou de Nova Iorque para Prestwick em 5 horas e 1 minuto, um recorde subsónico que se manteve até 2020. A RAF usou-o como transporte e como avião-cisterna até o retirar a 20 de setembro de 2013. O último voo, do ZA147, teve lugar cinco dias depois. Conservam-se dez exemplares, cinco deles completos.
