U2, avión espía derribado
Vídeo do canal kataripca sobre Lockheed U-2, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 44:30. Idioma: espanhol. Tipo de vídeo: Documentário.
Sobre o que trata
Documentário da série «O Homem, o Momento e a Máquina», apresentado por Hunter Ellis, sobre a derrubada do Lockheed U-2 pilotado por Francis Gary Powers em 1 de maio de 1960 sobre a União Soviética. Combina reconstituições, imagens de época e depoimentos, incluindo o do filho do piloto, e uma demonstração numa câmara de altitude na base aérea de Beale (Califórnia).
Contexto histórico
Nos anos 1950, Eisenhower procurava informação fiável sobre a capacidade militar soviética. Khrushchev recebeu com desconfiança a sua proposta de «céus abertos», apresentada na cimeira de Genebra de 1955. Eisenhower aprovou então um programa secreto de reconhecimento a grande altitude. A CIA encomendou o avião à unidade de projetos avançados da Lockheed, dirigida por Kelly Johnson, e recrutou pilotos militares experientes. O primeiro voo sobre a URSS partiu de Wiesbaden (Alemanha Ocidental) em 4 de julho de 1956. As fotografias demonstraram que os soviéticos não tinham a grande frota de bombardeiros que lhes era atribuída. Com a cimeira de Paris marcada para maio de 1960, o presidente autorizou a operação Grand Slam: atravessar a URSS de Peshawar (Paquistão) até à Noruega, quase 5.000 km em cerca de nove horas. Perto de Sverdlovsk, um míssil S-75 Dvina (SA-2) atingiu o avião; Powers saltou de paraquedas e foi capturado. Washington sustentou que se tratava de um avião meteorológico até Khrushchev anunciar, em 7 de maio, que o piloto estava vivo. Eisenhower teve de admitir a espionagem e a cimeira fracassou. Powers foi julgado em Moscovo em agosto de 1960 e condenado a dez anos. Em 10 de fevereiro de 1962 foi trocado pelo espião soviético Rudolf Abel na ponte de Glienicke, em Berlim.
Dados em destaque
Segundo o vídeo, o U-2 tinha um motor Pratt & Whitney J57-P-37 com cerca de 4.500 kg de empuxo e alcançava uma velocidade máxima próxima de 700 km/h, com cerca de nove horas de autonomia. Os primeiros exemplares levavam cerca de 5.000 litros de combustível em asas de 24 m. A 21.000 m, o piloto tinha de se manter dentro de cerca de 5 nós da velocidade fixada, uma margem conhecida como «canto do caixão». Oito pilotos morreram em 18 meses entre 1957 e 1958. A câmara principal usava uma lente de 91 cm e rolos de filme de 23 cm de largura. Powers morreu em 1 de agosto de 1977, quando caiu o helicóptero que pilotava para uma estação de televisão de Los Angeles.
