Lockheed U-2 | Самый знаменитый секретный агент
Vídeo do canal SkyShips sobre Lockheed U-2, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 37:50. Tipo de vídeo: Documentário.
Sobre o que trata
Documentário em russo sobre o Lockheed U-2 «Dragon Lady», o avião de reconhecimento de grande altitude que opera a cerca de 20 km do solo. Percorre a sua concepção, as suas características técnicas, as dificuldades de o pilotar e a sua longa carreira operacional, desde os voos sobre a União Soviética até ao seu uso atual.
Contexto histórico
Depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos espiavam a URSS com versões de reconhecimento de bombardeiros, primeiro o RB-36 e depois o RB-47, cada vez mais expostos a caças como o MiG-17 e o MiG-19. Surgiu assim a ideia de um avião específico cuja defesa fosse a altitude. Face às propostas da Martin (RB-57), da Fairchild e da Bell, a Lockheed apresentou o CL-282 de Kelly Johnson e da sua divisão Skunk Works: um planador motorizado, sem armas e com um único motor. A CIA (projeto Aquatone) e a Força Aérea (Oilstone) desenvolveram-no em conjunto, e em 1955 a Lockheed recebeu o contrato para 20 aviões capazes de voar a 70.000 pés, cerca de 21.300 m. A designação «U», própria de aviões utilitários, servia de camuflagem, e a versão oficial apresentava-o como avião de investigação atmosférica para a NACA.
O vídeo acompanha as suas missões sobre a Europa Oriental, a URSS, o Médio Oriente e a Ásia, a descoberta do cosmódromo de Baikonur e o abate de Francis Gary Powers por um míssil S-75 perto de Sverdlovsk em 1960. Powers foi condenado a 10 anos e trocado em fevereiro de 1962 por Rudolf Abel; os voos sobre a URSS terminaram. Vieram depois a crise dos mísseis de Cuba em 1962, com outro U-2 abatido, e o esquadrão «Gatos Negros» de Taiwan, que perdeu cinco aviões sobre a China.
Dados destacados
Derivado do prototipo XF-104, o U-2 passou de mais de 24 m de envergadura para 31 m. Usava um querosene termoestável especial e um trem de aterragem em tandem com apoios laterais que se soltavam na decolagem; para aterrar, um carro perseguidor guia o piloto. O primeiro voo, em agosto de 1955, foi acidental: o avião levantou-se durante uma corrida de rolagem a cerca de 130 km/h. Os pilotos usavam trajes pressurizados e, em missões de oito horas, perdiam cerca de 5 % do seu peso. Versões posteriores, como o U-2C, o U-2F com reabastecimento em voo, o modelo ampliado do final dos anos sessenta (de 10 a 18 t), o TR-1 e o U-2S com motor F118, prolongaram o seu serviço. Na operação Tempestade no Deserto realizou 260 saídas e mais de 2.000 horas de voo. Sobreviveu ao SR-71 e continuam em serviço cerca de trinta aviões depois de mais de 60 anos.
