Avião comercial · Civil · Ucrânia
Antonov An-148
- 17 de dezembro de 2004
- Primeiro voo
- 2009
- Entrada ao serviço
- Em serviço
- Estado
- 47
- Unidades construídas














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O Antonov An-148 é um reator regional de asa alta e dois turbofans, concebido pelo gabinete de projeto ucraniano Antonov e fabricado em duas linhas paralelas: a fábrica de série de Kiev, AVIANT, e a Sociedade de Construção Aeronáutica de Voronej (VASO), na Rússia, que o montava sob licença. O projeto arrancou nos anos noventa como uma versão de passageiros do An-74, recebeu a designação An-148 em 2001 e culminou com o voo do primeiro protótipo em 17 de dezembro de 2004. Em 26 de fevereiro de 2007, o Comité Interestatal de Aviação e a administração de aviação ucraniana certificaram em simultâneo o avião, o seu motor D-436-148 e a unidade de potência auxiliar AI-450-MS. A configuração responde a uma encomenda muito concreta: voar a partir de pistas curtas, mal pavimentadas e frias, na Sibéria, em África ou na Ásia. Daí a asa alta, os motores em gôndolas suspensas sob o plano e protegidas da ingestão de objetos estranhos, a escada incorporada, o grupo auxiliar de potência e o sistema de autodiagnóstico que lhe permitem operar sem apoio em terra. A tabela oficial do fabricante fixa a capacidade máxima em 85 passageiros, a carga útil em 9.000 kg, um teto de até 12.200 m e um intervalo de temperaturas de operação em terra de -55 a +45 °C. A família ordenou-se por alcance: o An-148-100A atinge 2.100 km com 75 passageiros, o -100B chega aos 3.500 km e o -100E aos 4.400 km com um peso máximo à descolagem de 43.700 kg. Dela derivaram o An-158 alongado para 99 lugares, o An-148-200 unificado com este pela fuselagem traseira, a versão executiva An-148-300 (antes An-168) e o cargueiro An-178, além de propostas de alerta antecipado e de fabrico sob licença no Irão. O An-148 entrou em serviço comercial em 2 de junho de 2009 com a ucraniana Aerosvit e em 21 de dezembro do mesmo ano com a russa Rossiya. Voou também com a Angara, a Saratov Airlines, a Air Koryo e — na sua versão An-158 — com a Cubana de Aviación, e o seu maior cliente de exportação acabou por ser o Ministério da Defesa russo, que contratou quinze aparelhos. Nunca chegou, porém, ao ritmo de produção previsto. Dois acidentes e uma fratura política marcaram o seu fim. Em 5 de março de 2011, um protótipo militar desintegrou-se em voo sobre o oblast de Belgorod e, em 11 de fevereiro de 2018, o voo 703 da Saratov Airlines despenhou-se perto de Ramenskoye com 65 passageiros e seis tripulantes a bordo, sem sobreviventes; a frota russa ficou em terra no mês seguinte. A rutura entre Kiev e Moscovo após a anexação da Crimeia de 2014 cortou o fornecimento de motores e de peças sobresselentes: o último An-148 russo foi concluído em outubro de 2018 e a VASO substituiu a linha pela do Ilyushin Il-112. O programa encerrou com 47 unidades construídas.
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Desenho de três vistas
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História
Do An-74 a um reator regional próprio
O An-148 não nasceu de uma folha em branco. No início dos anos noventa, com a indústria aeronáutica soviética recém-fragmentada entre repúblicas, a Antonov começou a estudar como converter o An-74 — um bimotor de transporte concebido para o Ártico — num avião de passageiros. O trabalho foi liderado por Petro Balabuiev e, durante quase uma década, o projeto não teve nome próprio: foi em 2001 que recebeu a designação An-148. Nessa altura já pouco restava do ponto de partida. A fuselagem tinha-se alongado e a asa era um desenho novo, calculado de raiz.
A decisão mais característica foi manter a fórmula da asa alta. Não era uma herança sentimental do An-74, mas sim uma escolha de mercado: um avião com a asa em cima e os motores pendurados dela dá-se melhor com as pistas ásperas, não pavimentadas ou mal conservadas da Rússia remota, de África e da Ásia, que eram precisamente os clientes a que a Antonov aspirava. Esse traço condicionou tudo o resto, desde a altura do trem de aterragem até ao modo como se protege a admissão dos motores.
Protótipos, ensaios e o certificado de 2007
Em 2002 iniciou-se, na AVIANT, a fábrica de série de Kiev, a construção dos três primeiros protótipos. O primeiro voou em 17 de dezembro de 2004 e o segundo incorporou-se ao programa de ensaios em abril de 2005. Entre ambos acumularam cerca de 600 voos de certificação, uma campanha longa para um avião deste porte.
Em 26 de fevereiro de 2007 chegou o certificado de tipo, emitido pelo registo aeronáutico do Comité Interestatal de Aviação e reconhecido igualmente pela administração estatal de aviação da Ucrânia. A base de certificação foi o documento СБ-148, construído sobre os requisitos АП-25 da Comunidade de Estados Independentes e a norma europeia CS-25. Não se certificou apenas a célula: no mesmo ato obtiveram o seu documento o motor D-436-148 e a unidade de potência auxiliar AI-450-MS, um pormenor nada menor num programa cuja cadeia de fornecimento atravessava uma fronteira. A imprensa especializada da altura leu a certificação em chave de mercado: autorizava a venda nos países da CEI e colocava o An-148, então anunciado com 75 lugares, frente a um Superjet-100 de 95 lugares que ainda estava em testes.
Um avião repartido entre dois países
O An-148 foi fabricado simultaneamente na fábrica de série de Kiev — AVIANT, depois integrada como fábrica de produção em série da Antonov — e na Sociedade de Construção Aeronáutica de Voronej, VASO, que o montava sob licença. O acordo de repartição da produção, assinado em 2005, deixava nas mãos de empresas russas cerca de 70 % dos componentes e o restante nas ucranianas; a VASO fornecia, entre outras coisas, a secção da cauda, a fuselagem traseira, os pilones dos motores e os dispositivos hipersustentadores. A própria Antonov descrevia o programa como um empreendimento internacional em que participavam cerca de 240 empresas de catorze países, com um modelo de risco partilhado de tipo ocidental e uma presença crescente de fornecedores europeus e norte-americanos: por volta de 2008 citavam-se treze empresas ocidentais envolvidas.
Essa repartição era a sua força e a sua fragilidade. Dava acesso ao mercado russo, para onde se orientava a maior parte das encomendas — a sociedade de locação Ilyushin Finance tinha comprometidas dezenas de aparelhos e a VASO chegou a projetar cerca de 250 aviões em dez anos —, mas fazia com que nenhum An-148 pudesse ser concluído sem peças dos dois países.
A produção nunca atingiu o prometido. Os planos falavam de cinco aviões em 2009, dezoito em 2010, trinta e seis em 2011 e cinquenta anuais a partir de 2013; a realidade foi que, no ano até meados de 2012, a fábrica russa tinha entregado cinco An-148 e a ucraniana dois. O financiamento irregular de ambas as fábricas dificultava a compra de componentes, porque os fornecedores exigiam garantias de pagamento, e em Kiev somava-se um problema de renovação geracional: a idade média dos operários rondava os cinquenta anos. Entre 2009 e 2018 a VASO completou 33 aparelhos.
Design: pistas difíceis e cabina de vidro
O An-148 é um monoplano de asa alta com dois turbofans em gôndolas sob o plano, uma disposição que afasta as admissões do solo e protege o motor e a estrutura da ingestão de objetos estranhos. O trem principal recolhe-se rodando para o interior da fuselagem, com portas parciais que deixam à vista os flancos das rodas, uma solução com ar familiar para quem conheça o Boeing 737. A escada incorporada, o grupo auxiliar de potência e o sistema de autodiagnóstico integrado completam a ideia de um avião capaz de operar em aeródromos sem equipamento.
Na cabina de pilotagem, a informação dos sistemas de voo e navegação apresenta-se em cinco ecrãs de cristal líquido de 15 por 20 cm fabricados pela russa Aviapribor, e os comandos são do tipo fly-by-wire. O avião está habilitado para voar de dia e de noite segundo regras de voo por instrumentos em rotas de alta densidade, além das regras de voo visual quando o tempo o permite.
O modelo básico, o An-148-100, acomoda 70 passageiros com um espaçamento de 864 mm ou até 80 com 762 mm, numa disposição de classe única em filas de dois mais três; admite também configurações mistas com classe executiva de quatro lugares por fila. A tabela de desempenho publicada pela Antonov acrescenta os dados que definem o seu nicho: velocidade de voo de 800 a 870 km/h, teto de até 12.200 m, aeródromos situados até 1.500 m de altitude, consumos horários de 1.550, 1.600 e 1.650 kg/h consoante a versão, e comprimentos de pista necessários de 1.600, 1.800 e 1.900 m — com a nota de que o -100B desce a 1.600 m se montar o comando digital FADEC do -100E.
O motor e a dependência da Motor Sich
Desde o início decidiu-se propulsioná-lo com dois D-436-148 de fabrico ucraniano, produzidos pela Motor Sich em Zaporíjia. A Antonov reconheceu, ao longo dos anos 2000, que estudava abertamente versões com motores ocidentais na gama de 58,86 a 78,48 kN, como o General Electric CF34 ou o Rolls-Royce BR700, e no mercado russo argumentava-se que a procura poderia duplicar com um grupo motopropulsor alheio à Motor Sich. Nenhuma dessas variantes chegou a concretizar-se, pelo que o avião ficou preso a um único fornecedor de motores situado do outro lado de uma fronteira cada vez mais tensa. A Motor Sich tinha comprometido o fornecimento dos primeiros cinquenta aparelhos.
Entrada em serviço: Aerosvit, Rossiya e os primeiros problemas
A estreia comercial foi ucraniana: em 2 de junho de 2009 a companhia Aerosvit pôs o tipo em linha com um voo entre Carcóvia e Kiev, com o aparelho matriculado UR-NTA. Em novembro desse ano empregava-o nas rotas Kiev-Odessa e Simferopol-Lviv, e em 15 de fevereiro de 2010 levou-o pela primeira vez à União Europeia, à Polónia.
Na Rússia o serviço arrancou em 21 de dezembro de 2009 com a Rossiya, que operou o voo FV135 entre o aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, e Sheremetyevo, em Moscovo, com o aparelho RA-61701. A experiência inicial foi difícil. Até 20 de maio de 2010 a frota tinha acumulado 915 horas de voo e 710 aterragens, e em outubro a própria Rossiya tornou públicas as suas queixas: durante os três primeiros meses de operação o avião sofria uma falha técnica em voo a cada 344 horas. Aos problemas técnicos somava-se a falta de pilotos habilitados, porque a capacidade de formação não crescia ao ritmo das entregas. Em 2011 a situação tinha melhorado o suficiente para elevar de forma apreciável o aproveitamento da frota.
A família: An-158, -200, -300 e derivados
Em 2008 a Antonov anunciou, a pedido dos seus clientes, uma versão alongada capaz de transportar até 99 lugares em classe única, inicialmente chamada An-148-200 e rebatizada no ano seguinte como An-158. Um dos protótipos do An-148, desmontado para análise estrutural após os seus 600 voos de certificação, foi reconstruído como primeiro An-158; o avião voou em 28 de abril de 2010 e obteve o certificado russo em 3 de março de 2011. Distingue-se pelas suas superfícies verticais nas pontas da asa, às quais a Antonov atribuía uma melhoria de 8,5 % na eficiência de combustível, e por uma fuselagem de 30,83 m face aos 29,13 m do An-148-100E.
A denominação An-148-200 ficou depois reservada a uma variante unificada com o An-158 pela parte traseira da fuselagem, com capacidade máxima de 89 lugares em configuração densa, prevista para ser fabricada em Kiev junto com o An-158. O An-148-300, antes chamado An-168 e apresentado na sua época como Sky Cruiser, é a versão executiva para entre oito e quarenta passageiros com alcances de até 7.000 km. Estudaram-se ainda um An-148DRLV de alerta antecipado e comando aerotransportado, um modelo de maior peso e depósito central adicional para operadores siberianos que elevava o alcance com 75 passageiros de 2.198 para 3.598 km, uma variante «E» de 5.100 km e uma «E1» capaz de ligar Moscovo e Vladivostok sem escalas — 6.995 km — com 44 passageiros. Do tronco comum saiu também o cargueiro An-178, com 15 toneladas de carga útil, que retoma do An-158 os painéis exteriores da asa, a fuselagem dianteira com a cabina e a perna do nariz. No Irão propôs-se a montagem sob licença a partir de kits com a designação HESA IrAn-148.
Operadores militares, VIP e de exportação
O acordo de licença autorizava a Rússia a desenvolver versões de transporte militar, carga, mistas e de missões especiais, e as estimativas da época chegaram a falar de até duzentos aparelhos para patrulha marítima, guerra eletrónica, reconhecimento, posto de comando aerotransportado ou reabastecimento. A realidade foi mais modesta. Em dezembro de 2011 o Governo russo adjudicou um contrato de 65 milhões de dólares por dois An-148 em configuração VIP, entregues nos dois anos seguintes e operados pelo Destacamento Aéreo Especial para o transporte de altos dignitários. O Ministério da Defesa russo assinou depois com a VASO um contrato para quinze aviões: cinco deveriam ser entregues em 2016 e mais três em 2017, tornando-se o maior cliente de exportação do tipo.
Belgorod, 2011
Em 5 de março de 2011, um An-148 montado pela VASO, com a matrícula de ensaios 61708 e destinado ao Myanmar, desintegrou-se em voo durante um teste sobre o oblast de Belgorod, matando os seis tripulantes. Testemunhas em terra descreveram a separação de uma asa. A comissão de investigação concluiu que a tripulação tinha deixado o avião acelerar mais de sessenta nós acima da sua velocidade a nunca exceder durante uma descida de emergência, o que provocou a rotura estrutural em voo. Foi um acidente de ensaio, não de linha, mas deixou uma marca precoce na reputação do tipo.
Saratov 703 e a frota em terra
O golpe decisivo chegou em 11 de fevereiro de 2018. Um An-148-100B da Saratov Airlines, matrícula RA-61704, que operava o voo 703, despenhou-se pouco depois da descolagem perto de Ramenskoye, nos arredores de Moscovo, com 65 passageiros e seis tripulantes a bordo. Não houve sobreviventes: foi o primeiro acidente mortal do tipo em serviço comercial. A investigação do Comité Interestatal de Aviação concluiu que os tubos de Pitot tinham ficado obstruídos por gelo por não se ter ativado o seu aquecimento e que a informação de velocidade errónea daí resultante, aliada a uma reação incorreta da tripulação, levou o avião ao solo. Em março de 2018 a Rostransnadzor suspendeu todos os voos de An-148 na Rússia. Em maio, a autoridade aeronáutica cubana ordenou à Cubana que deixasse em terra os seus An-158 após detetar falhas repetidas em sistemas complexos e apontar indícios de defeitos de projeto e fabrico, problemas no sistema de comando de voo, fissuras estruturais e temperaturas de motor acima do normal.
2014 e o fim da produção
A anexação russa da Crimeia em 2014 quebrou a cadeia industrial em que assentava o programa. No início de 2018 a Ucrânia proibiu expressamente a venda de motores Progress D-436 à Rússia. Em junho de 2017 a VASO já tinha anunciado que os dois últimos An-148 montados na Rússia seriam entregues em breve e que o projeto não teria continuidade. O último aparelho russo foi concluído em outubro de 2018 e nesse mesmo mês anunciou-se que a VASO substituiria a linha do An-148 pela do Ilyushin Il-112, perante desavenças que ameaçavam já não apenas o fabrico, mas também o apoio pós-venda dos aviões já entregues. A Ucrânia manteve, pela sua parte, a produção e o desenvolvimento do tipo.
Balanço
O An-148 encerra a sua história com 47 unidades construídas, muito longe das centenas previstas e dos ritmos anunciados em 2008. No final de 2021 continuava em serviço comercial com um punhado de companhias — a Air Koryo na Coreia do Norte, a Angara Airlines na Rússia e a ucraniana Air Ocean Airlines —, e em setembro de 2023 os serviços de informações militares ucranianos reivindicaram uma incursão contra a base aérea de Chkalovski, perto de Moscovo, na qual foi deliberadamente danificado um An-148. Foi um avião tecnicamente coerente com a sua missão — pistas difíceis, autonomia suficiente, custo de aquisição baixo face ao seu concorrente direto — e, ao mesmo tempo, o exemplo mais claro do que acontece quando um programa aeronáutico depende de uma cooperação política que deixa de existir.
Variantes
| An-148 (prototypes) | An-158 | An-178 | An-148-100A | An-148-100B | An-148-100E | An-148-100E1 | An-148-200 | An-148-300 (An-168) | An-148DRLV | An-148 (Siberian high gross weight) | HESA IrAn-148 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Primeiro voo | 17 de dezembro de 2004 | 28 de abril de 2010 | 7 de maio de 2015 | — | — | — | — | — | — | — | — | — |
| Tipo de aeronave | Test prototypes | — | Tactical military transport aircraft | — | Regional jet airliner | — | Avión regional a reacción de largo alcance | Regional jet airliner | Long-range business jet | Airborne early warning and control aircraft (project) | Avión regional a reacción de masa máxima elevada | Regional jet airliner (licence assembly) |
| Grupo motopropulsor | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 turbofans of 67 kN each (6,830 kgf) | — | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148FM turbofans of 73.55 kN each | — | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 turbofans of 67 kN each (6,830 kgf) | — | 2 × turbofán Ivchenko-Progress D-436-148 de 67 kN unitarios (6.830 kgf) | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 turbofans of 67 kN each (6,830 kgf) | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 turbofans of 67 kN each (6,830 kgf) | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 turbofans of 67 kN each (6,830 kgf) | 2 × turbofán Ivchenko-Progress D-436-148 de 67 kN unitarios (6.830 kgf) | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 turbofans of 67 kN each (6,830 kgf) |
| Motorização | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148FM | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 | 2 × Ivchenko-Progress D-436-148 |
| Impulso unitário | 67 kN | 67 kN | 73,6 kN Melhor valor da linha | 67 kN | 67 kN | 67 kN | 67 kN | 67 kN | 67 kN | 67 kN | 67 kN | 67 kN |
| Comprimento | — | 30,8 m | 32,2 m Melhor valor da linha | 29,1 m | 29,1 m | 29,1 m | — | — | — | — | — | — |
| Envergadura | — | 28,9 m | 30,6 m Melhor valor da linha | 28,9 m | 28,9 m | 28,9 m | — | — | — | — | — | — |
| Altura | — | 8,2 m | 9,6 m Melhor valor da linha | 8,2 m | 8,2 m | 8,2 m | — | — | — | — | — | — |
| Área alar | — | 87,3 m² Melhor valor da linha | — | 87,3 m² Melhor valor da linha | 87,3 m² Melhor valor da linha | 87,3 m² Melhor valor da linha | — | — | — | — | — | — |
| Peso vazio | — | 22 000 kg Melhor valor da linha | — | 22 490 kg | — | 22 000 kg Melhor valor da linha | — | — | — | — | — | — |
| MTOW | — | 43 700 kg | 52 400 kg Melhor valor da linha | 38 550 kg | 41 550 kg | 43 700 kg | — | — | — | — | — | — |
| Velocidade máxima | — | 870 km/h | 990 km/h Melhor valor da linha | 870 km/h | — | — | — | — | — | — | — | — |
| Velocidade de cruzeiro | — | 820 km/h | 825 km/h Melhor valor da linha | 820 km/h | 820 km/h | 820 km/h | — | — | — | — | — | — |
| Altitude de cruzeiro | — | — | — | 11 600 m | — | — | — | — | — | — | — | — |
| Teto de serviço | — | 12 200 m Melhor valor da linha | 12 200 m Melhor valor da linha | 12 200 m Melhor valor da linha | 12 200 m Melhor valor da linha | 12 200 m Melhor valor da linha | — | — | — | — | — | — |
| Alcance | — | 2500 km | 3680 km | 2100 km | 3500 km | 4400 km | 6995 km | — | 7000 km Melhor valor da linha | — | 3598 km | — |
| Alcance de transferência | — | — | 5300 km | 6000 km Melhor valor da linha | — | — | — | — | — | — | — | — |
| Raio de ação | 0 km Melhor valor da linha | 0 km Melhor valor da linha | — | 0 km Melhor valor da linha | 0 km Melhor valor da linha | 0 km Melhor valor da linha | 0 km Melhor valor da linha | 0 km Melhor valor da linha | 0 km Melhor valor da linha | — | 0 km Melhor valor da linha | 0 km Melhor valor da linha |
| Condições de alcance | Development aircraft: no certified range figures of their own. | — | 3,680 km with a 10 t load; 5,300 km ferry. | — | 3,500 km, on extra fuel and a higher maximum weight than the -100A. | — | Desarrollo de la -100E orientado a rutas sin escala de gran distancia. | A Kyiv production project that never reached series manufacture. | Up to 7,000 km on the business version's extra fuel. | A proposal that never left the project stage. | Combustible adicional para operar en Siberia: el alcance sube de 2.198 km a 3.598 km. | Iranian knocked-down assembly proposal that never entered production. |
| Armamento | None | — | None | — | None | — | Ninguno | None | None | None | Ninguno | None |
| Carga bélica máxima | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha | 0 kg Melhor valor da linha |
| Carga útil | — | 5000 kg | 18 000 kg Melhor valor da linha | 9000 kg | 9000 kg | 9000 kg | — | — | — | — | — | — |
| Capacidade de carga | Development airframes without a definitive commercial layout. | — | Pressurised hold with a rear ramp: up to 18,000 kg of freight, 90 troops, 70 paratroopers or 48 stretchers. | — | 68 to 85 seats and a 9,000 kg maximum payload. | — | Cabina de baja densidad prevista para etapas transcontinentales. | Up to 89 seats in a dense layout, sharing the rear fuselage of the An-158. | Executive cabin seating 8 to 40 depending on layout. | Cabin given over to operator consoles and radar equipment. | Configuración de pasaje sin cambios; el aumento va a combustible. | Same passenger cabin as the Ukrainian -100 series. |
| Tripulação | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha |
| Passageiros | — | 99 Melhor valor da linha | — | 85 | 85 | 85 | 44 | 89 | 40 | — | — | — |
| Unidades construídas | 3 | — | — | — | — | — | — | — | — | — | — | — |
Imagens


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