NASA · Estados Unidos

Apollo program

6
Missões
11
Missões tripuladas
26 de fevereiro de 1966
Primeiro lançamento
7 de dezembro de 1972
Último lançamento

O programa Apollo foi o esforço da NASA para levar seres humanos à superfície da Lua e trazê-los de volta em segurança à Terra, e continua a ser o projeto civil de engenharia mais ambicioso já empreendido pelos Estados Unidos em tempo de paz. Nascido no final da década de 1950 como um estudo de continuação do programa Mercury — uma nave para três tripulantes capaz de voar em órbita terrestre alta e, talvez, de circum-navegar a Lua —, mudou de natureza em 25 de maio de 1961, quando o presidente John F. Kennedy pediu ao Congresso que se comprometesse a pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta antes do fim da década. Essa frase transformou um projeto de exploração num prazo político, e o prazo determinou quase todas as decisões técnicas que se seguiram. Para cumpri-lo foi preciso inventar ao mesmo tempo uma nave, um foguete, uma indústria e uma forma de trabalhar. O programa apoiou-se em três novas peças de hardware e na decisão, tomada em 1962 após um debate interno áspero, de voar mediante encontro em órbita lunar: um lançador gigante da família Saturn, um módulo de comando e serviço que levava a tripulação até à Lua e a trazia de volta, e um módulo lunar de dois estágios que descia à superfície e voltava a reunir-se com a nave-mãe em órbita. Em torno desse esquema construíram-se centros inteiros — o complexo de montagem e lançamento de Merritt Island, os laboratórios de Huntsville, o centro de naves tripuladas de Houston — e uma rede de contratantes que, no seu auge, empregou cerca de 400 mil pessoas e mobilizou mais de 20 mil empresas industriais e universidades. O caminho não foi linear. O incêndio da cabine da Apollo 1 num ensaio em terra, em janeiro de 1967, matou a sua tripulação, interrompeu os voos tripulados durante quase dois anos e obrigou a refazer a nave e os procedimentos. Quando o programa voltou a voar, fê-lo com um ritmo extraordinário: em pouco mais de um ano encadeou o primeiro voo tripulado do módulo de comando, a primeira viagem humana à órbita da Lua, o ensaio do módulo lunar em órbita terrestre, o ensaio geral em órbita lunar e, em julho de 1969, a primeira alunagem. Entre 1969 e 1972, seis tripulações pousaram em seis locais distintos da Lua e doze pessoas caminharam sobre ela. O fim chegou antes do previsto. Os cortes orçamentais cancelaram as últimas missões planeadas, e a Apollo 17, em dezembro de 1972, encerrou a exploração lunar tripulada; o material excedente foi reaproveitado na estação Skylab e na acoplagem conjunta com uma nave Soyuz em 1975. O balanço científico foi enorme: 382 quilogramas de rochas e solo lunar repartidos em cerca de 2.200 amostras individuais, estações geofísicas deixadas na superfície e refletores laser que continuam a medir a distância Terra-Lua meio século depois. O seu custo, cerca de 25,4 mil milhões de dólares de 1973, e a sua herança técnica — computadores de guiamento, gestão de programas complexos, controlo de missão — explicam por que razão a Apollo continua a ser a vara com que se medem os programas de exploração humana posteriores.

Objetivos

O objetivo declarado do programa foi pousar seres humanos na Lua e trazê-los de volta em segurança à Terra dentro da década de 1960, tal como formulado pelo compromisso presidencial de maio de 1961. Esse enunciado, contudo, não esgota o que a Apollo se propôs: a NASA desdobrou-o num conjunto de metas complementares que orientaram o design das missões e a distribuição do orçamento. A primeira foi demonstrar que a tecnologia e a organização norte-americanas eram capazes de sustentar uma operação dessa escala, num contexto de competição aberta com a União Soviética pela preeminência espacial. A segunda, levar a cabo um programa de exploração científica da Lua: cartografar os seus terrenos, recolher amostras representativas de diferentes unidades geológicas e deixar instalados instrumentos que continuassem a medir depois de as tripulações terem partido. A terceira, desenvolver a capacidade humana de viver e trabalhar no ambiente lunar, desde os fatos e os veículos de superfície até aos procedimentos de uma jornada de trabalho em gravidade reduzida e vácuo. A essas metas somaram-se objetivos intermédios que ordenaram a sequência de voos: qualificar o lançador Saturn V e a nave Apollo em voos não tripulados antes de arriscar tripulações; dominar o encontro e a acoplagem em órbita terrestre e lunar, sem os quais o modo de voo escolhido era impraticável; validar o módulo lunar primeiro em órbita baixa e depois em órbita da Lua; e construir em terra a infraestrutura de montagem, transporte e lançamento capaz de preparar veículos desse tamanho com um ritmo de várias missões por ano. Cada voo do programa recebeu uma atribuição de objetivos concreta dentro dessa escada, de modo que nenhuma missão repetisse sem necessidade o que a anterior já tinha demonstrado.

Missões de Apollo program

Número da missãoMissõesData de lançamentoLançadorTripulantesDuraçãoResultado
1AS-20126/02/1966, 16:12Saturn IB (SA-201)37 minSucesso
2AS-20305/07/1966, 14:53Saturn IB (SA-203)Sucesso
3AS-20225/08/1966, 17:15Saturn IB (SA-202)1 h 33 minSucesso
12Apollo 1116/07/1969, 13:32Saturn V (SA-506)38 dias 3 hSucesso
14Apollo 1311/04/1970, 19:13Saturn V (SA-508)35 dias 22 hSucesso parcial
4Apollo 1Saturn IB (SA-204)3Fracasso

História

Antes do compromisso: um projeto de continuação

A Apollo não nasceu como programa lunar. Quando a NASA começou a estudá-lo, no final da década de 1950, a agência procurava simplesmente o que fazer depois do Mercury: uma nave para três tripulantes, mais capaz e mais habitável, pensada para missões de longa duração em órbita terrestre, para um eventual voo à volta da Lua e, no horizonte mais distante, para uma alunagem sem data definida. Os estudos de viabilidade foram distribuídos por várias empresas, e os grupos internos da agência trabalharam em configurações de cabine, sistemas de suporte de vida e perfis de reentrada à velocidade de retorno lunar, que é o problema térmico que separa um voo orbital de uma curta viagem interplanetária.

Esse trabalho preparatório revelou-se decisivo. Quando o programa mudou de escala, a agência não partia do zero: já existiam requisitos para a nave, uma ideia do tipo de escudo térmico necessário e uma família de lançadores em desenvolvimento sob a direção da equipa de Wernher von Braun, transferida para o centro de voo espacial Marshall em Huntsville. O impulso político encontrou, assim, uma arquitetura embrionária em que se apoiar, e não uma folha em branco.

O compromisso de 1961 e a corrida contra o calendário

O contexto foi marcado pela competição com a União Soviética. O lançamento do primeiro satélite artificial em 1957 e, sobretudo, o primeiro voo humano orbital soviético em abril de 1961 instalaram em Washington a perceção de um atraso estratégico. Em 25 de maio de 1961, numa mensagem ao Congresso, o presidente Kennedy propôs que a nação se comprometesse a alcançar, antes do fim da década, o objetivo de pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta em segurança à Terra.

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Apollo lunar landing mission profile

A frase teve consequências técnicas imediatas. Fixar uma data tornava o tempo o recurso mais escasso do programa e obrigava a decidir com informação incompleta, a desenvolver em paralelo o que em condições normais teria sido feito em série, e a pagar por redundância onde esperar teria sido mais barato. Também transformou a estrutura da NASA: o orçamento cresceu rapidamente, criaram-se ou ampliaram-se centros, contrataram-se equipas inteiras e importaram-se do domínio militar e da indústria métodos de gestão de projetos — planeamento por marcos, controlo de configuração, acompanhamento de interfaces — que até então não se aplicavam a um programa civil dessa complexidade.

A decisão do modo de voo

A pergunta que ordenou tudo o resto não foi que foguete construir, mas como chegar lá. Estudaram-se três modos. A ascensão direta enviava uma única nave à Lua com um lançador enorme, de uma potência que nenhum projeto em curso garantia a tempo. O encontro em órbita terrestre repartia a carga entre dois ou mais lançamentos que se montavam em torno da Terra antes de partir. O encontro em órbita lunar, defendido com insistência por John Houbolt a partir do centro de investigação Langley, propunha deixar a nave principal em órbita da Lua e descer apenas com um pequeno veículo especializado, que podia ainda abandonar o seu estágio de descida na superfície.

A terceira opção era a mais leve e a que permitia otimizar cada veículo para a sua tarefa, mas exigia uma manobra que até então ninguém tinha ensaiado: encontrar-se e acoplar em órbita lunar, a centenas de milhares de quilómetros de casa, sem possibilidade de refúgio caso algo falhasse. O debate interno foi duro e opôs os centros entre si. Em 1962 a agência decidiu-se pelo encontro em órbita lunar, e com essa escolha ficaram fixados o tamanho do lançador, a existência de um módulo lunar separado e boa parte do conteúdo dos voos de teste posteriores, que tiveram de demonstrar o encontro espacial como capacidade rotineira antes de o tentar junto à Lua.

Três máquinas novas

O resultado foi um sistema de três peças. O lançador Saturn V, de três estágios, foi concebido para colocar em trajetória translunar um conjunto que nenhuma outra máquina da época conseguia mover; o seu primeiro estágio foi construído pela Boeing, o segundo pela North American Aviation e o terceiro pela Douglas, com a unidade de instrumentos — o anel com o guiamento e o controlo do veículo — a cargo da IBM, tudo sob a coordenação técnica do centro Marshall. Para as missões que não exigiam sair da órbita terrestre empregou-se o Saturn IB, mais pequeno, que reutilizava o estágio superior do veículo grande.

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Apollo Service Propulsion System schematic

O módulo de comando e serviço, da North American Aviation, era a nave da tripulação: uma cápsula cónica pressurizada com o escudo térmico capaz de suportar a reentrada à velocidade de retorno lunar, acoplada a um módulo de serviço cilíndrico com o motor principal, as células de combustível, os tanques e as antenas. O módulo lunar, da Grumman, foi a primeira nave tripulada concebida para voar apenas no vácuo: dois estágios independentes, um de descida com motor regulável e trem de aterragem, e outro de subida que descolava a partir do primeiro para se reunir com o módulo de comando. A sua estrutura, aligeirada ao limite, não teria resistido à atmosfera terrestre.

A essas três peças juntou-se um quarto elemento menos visível e não menos crítico: o computador de guiamento, desenvolvido pelo laboratório de instrumentação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, com a sua unidade inercial e o seu software de navegação. Era um sistema modesto em capacidade de cálculo comparado com qualquer equipamento posterior, mas com uma arquitetura de prioridades e reinício que permitiu salvar situações críticas em voo, e foi um dos grandes impulsionadores da microeletrónica de circuitos integrados da época.

Uma indústria e um porto para a Lua

Construir as máquinas foi apenas uma parte do problema; a outra foi montá-las, transportá-las e lançá-las. Os veículos Saturn eram demasiado grandes para serem preparados na rampa, pelo que a NASA construiu em Merritt Island, junto a Cabo Canaveral, um complexo pensado para montar o foguete completo sob teto e levá-lo depois, já erguido, até à plataforma. O edifício de montagem vertical, as plataformas móveis, a torre umbilical e os transportadores de lagartas que percorriam a via até aos pontos de lançamento do complexo 39 formavam um sistema de manuseamento tão singular como o próprio foguete, e a sua história ocupa um volume inteiro das histórias oficiais do programa.

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Apollo lunar landing mission profile diagram

O esforço industrial foi proporcional. No seu ponto máximo, o programa deu emprego a cerca de 400 mil pessoas e exigiu o concurso de mais de 20 mil empresas e universidades espalhadas por todo o país, com uma cadeia de fornecimento que ia desde as grandes montadoras até oficinas que fabricavam uma única peça. Essa dispersão obrigou a inventar procedimentos de garantia de qualidade, de rastreabilidade de componentes e de controlo de alterações que depois se tornaram prática comum da engenharia de sistemas. O custo total do programa foi estimado em cerca de 25,4 mil milhões de dólares de 1973, equivalentes a centenas de milhares de milhões atuais segundo as análises de custo mais recentes.

O incêndio da Apollo 1

Em 27 de janeiro de 1967, durante um ensaio em terra com o veículo sem combustível, um incêndio deflagrou na cabine do primeiro módulo de comando destinado a voar com tripulação. A atmosfera de oxigénio puro a pressão superior à ambiente, a cablagem e os materiais combustíveis do interior transformaram uma faísca num fogo impossível de extinguir, e a escotilha, que abria para dentro e exigia vários minutos, impediu qualquer evacuação. Morreram os três astronautas atribuídos à missão.

A investigação posterior foi implacável com o programa e com o seu contratante principal, e as suas conclusões refizeram a nave: escotilha de abertura rápida para fora, eliminação de materiais inflamáveis da cabine, cablagem protegida, mudança da atmosfera empregue em terra e uma revisão geral dos procedimentos de ensaio. Os voos tripulados ficaram suspensos durante quase dois anos. Paradoxalmente, essa paragem permitiu depurar o módulo de comando e o módulo lunar até um grau de maturidade que o calendário original não teria permitido, e na memória do programa o acidente ficou como o ponto em que a pressa deixou de ser o único critério.

Da qualificação à alunagem

Enquanto o programa tripulado estava parado, os voos não tripulados prosseguiram. O primeiro lançamento do Saturn V, em novembro de 1967, fez voar o veículo completo à primeira com todos os seus estágios ativos e submeteu o módulo de comando a uma reentrada à velocidade de retorno lunar; pouco depois, outro voo testou o módulo lunar em órbita terrestre, e um terceiro, com problemas sérios de vibração e falhas de motor nos estágios superiores, obrigou a redesenhar detalhes antes de autorizar tripulações a bordo.

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Apollo Command/Service Module in lunar orbit

A recuperação foi vertiginosa. Em outubro de 1968 o primeiro voo tripulado do módulo de comando redesenhado passou onze dias em órbita terrestre a testar a nave; em dezembro, com o módulo lunar ainda por concluir, a NASA tomou a decisão audaciosa de enviar uma tripulação à órbita da Lua a bordo do módulo de comando, um voo que confirmou a navegação translunar e o regresso a partir de uma órbita lunar. Na primavera de 1969 voou-se o módulo lunar tripulado em órbita terrestre, com separação, encontro e acoplamento completos, e a seguir repetiu-se o perfil inteiro em órbita da Lua, descendo até poucos quilómetros da superfície sem chegar a pousar. Em julho de 1969, a quinta missão dessa sequência alunou: a humanidade pisou outro corpo celeste pela primeira vez.

Seis alunagens e uma emergência

Entre 1969 e 1972 o programa completou seis descidas com sucesso em seis regiões distintas, e doze pessoas caminharam sobre a Lua. A progressão foi deliberada. As primeiras alunagens procuraram sobretudo demonstrar a capacidade e uma precisão de aterragem aceitável, com estadias curtas e saídas ao exterior limitadas. As seguintes ampliaram o tempo em superfície e a carga científica, e as últimas três missões, as chamadas missões J, levaram um módulo lunar com maior capacidade de descida, um veículo elétrico de superfície que multiplicou o raio de exploração e um conjunto de instrumentos e câmaras no módulo de serviço para cartografar a partir da órbita.

Em abril de 1970 o programa viveu a sua emergência mais grave em voo: a explosão de um tanque de oxigénio do módulo de serviço, a caminho da Lua, deixou a nave sem energia nem suporte de vida suficientes e obrigou a cancelar a alunagem. A tripulação usou o módulo lunar como bote salva-vidas, contornou a Lua numa trajetória de retorno livre e regressou à Terra. O acidente demonstrou a solidez do controlo de missão, forçou outra ronda de redesenhos no módulo de serviço e atrasou os voos seguintes vários meses.

A ciência lunar

A dimensão científica cresceu à medida que o programa ganhava confiança operacional. Cada tripulação instalou na superfície um conjunto de instrumentos alimentados por um gerador de radioisótopos — sismómetros, magnetómetros, detetores de vento solar, medidores de fluxo térmico — que continuaram a transmitir durante anos depois da partida dos astronautas. Várias missões deixaram ainda refletores de canto que permitem medir com laser a distância entre a Terra e a Lua, uma experiência que continua a fornecer dados meio século depois.

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Apollo command module re entry trajectories

A colheita de amostras foi o legado mais duradouro. No total, o programa trouxe à Terra 382 quilogramas de rochas e solo lunar, repartidos em cerca de 2.200 amostras individuais recolhidas em seis locais de geologia muito distinta, desde planícies de lava até formações de terras altas e depósitos de origem vulcânica. A sua análise reescreveu o que se sabia sobre a idade da superfície lunar, o bombardeamento inicial do sistema solar interior e a origem do próprio satélite, e uma fração do material foi conservada sem ser aberta precisamente para que gerações futuras a estudassem com instrumentos que ainda não existem. A preparação das tripulações incorporou formação geológica de campo, e a última missão levou à Lua um geólogo profissional.

O fim antecipado e a herança do material

O programa terminou antes de esgotar o material construído. Quando o objetivo político se deu por cumprido, a prioridade orçamental deslocou-se para outros projetos e as últimas missões planeadas foram canceladas; a última alunagem foi a de dezembro de 1972. Ficaram por voar veículos Saturn completos, hoje exibidos como peças de museu, e equipamento de superfície já fabricado.

Esse excedente encontrou dois usos. O primeiro foi a estação espacial Skylab, colocada em órbita em 1973 sobre um estágio de Saturn adaptado e visitada por tripulações que chegaram em naves Apollo lançadas com Saturn IB. O segundo, em 1975, foi o acoplamento em órbita de um módulo de comando Apollo com uma nave Soyuz soviética por meio de um módulo adaptador construído para a ocasião, o primeiro voo conjunto dos dois programas que tinham competido durante quinze anos. Com esse voo retirou-se definitivamente o material do programa lunar, e os Estados Unidos não voltaram a lançar astronautas até à entrada em serviço do vaivém espacial.

O que a Apollo deixou

O balanço do programa costuma medir-se pelas seis alunagens, mas a sua influência foi mais ampla. No plano técnico, impulsionou a eletrónica de circuitos integrados, a metalurgia criogénica, as células de combustível, os materiais ablativos e o software embarcado em tempo real muito mais depressa do que teriam avançado por si sós. No plano organizacional, deixou uma escola de gestão de projetos complexos — revisões formais, controlo de configuração, análise de falhas, dupla cadeia de decisão entre o centro de controlo e o veículo — que se tornou o padrão dos grandes programas aeroespaciais posteriores.

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Apollo circumlunar free return trajectory

No plano científico, fundou a geologia planetária comparada como disciplina com material de campo real, e as estações deixadas na superfície proporcionaram a primeira sismologia de outro mundo. No plano cultural, as imagens captadas pelas tripulações — a Terra a erguer-se sobre o horizonte lunar, o planeta inteiro visto à distância — mudaram a forma como a sociedade se olhava a si própria e alimentaram o nascente movimento ambiental. E no plano político deixou uma lição incómoda: um programa concebido como demonstração de capacidade nacional cumpre o seu objetivo e, cumprido este, perde o argumento que o sustentava. Os programas de exploração lunar posteriores tiveram de se justificar com razões distintas — presença sustentada, ciência, recursos, cooperação internacional — precisamente porque a Apollo esgotara a primeira.

O programa como referência

Meio século depois, a Apollo continua a funcionar como vara de medir. Os números do seu esforço — o pico de cerca de 400 mil pessoas, as mais de 20 mil empresas e universidades envolvidas, os 25,4 mil milhões de dólares de 1973 que custou — são citados sempre que se discute se um país pode permitir-se um programa de exploração humana. As suas decisões de arquitetura, em particular o encontro em órbita lunar e a separação entre nave de trânsito e veículo de descida, reaparecem quase intactas nos planos de regresso à Lua do século XXI. E os seus fracassos, o incêndio em terra e a explosão do tanque de oxigénio, continuam a ser casos de estudo obrigatórios sobre como a pressão do calendário se transforma em risco assumido sem ter sido avaliado.

Imagens

Apollo program
Apollo program insignia
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Apollo lunar landing mission profile
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Apollo Service Propulsion System schematic
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Apollo lunar landing mission profile diagram
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Apollo Command/Service Module in lunar orbit
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Apollo command module re entry trajectories
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Apollo circumlunar free return trajectory
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Grumman Apollo Lunar Module ascent stage fuselage in transportJkirschberg (CC BY), vía commons
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Launch Complex 37, Cape Canaveral, used in the Apollo program
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Lunar orbit rendezvous gravity well diagramTdadamemd (CC BY SA), vía commons
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Apollo Launch Escape Subsystem diagram
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Lunar orbit rendezvous diagramJooja (CC BY SA), vía commons
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Apollo command module splashdown diagram
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Saturn 500F facilities test vehicle and the Vehicle Assembly Building
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Aerial view of a Saturn V rollout from the Vehicle Assembly Building
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Aerial view of a Saturn V space vehicle on the way from the Vehicle Assembly Building to Pad A
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Saturn V S IC first stage
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Saturn V S IVB third stage
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Saturn V schematic
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Lanzamiento del Apollo/Saturn 201
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Apollo Spacecraft 009 sobre el Saturn IB en el Complejo 34
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Ensayos de carga de propelente del Saturn IB para AS-201
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Lanzamiento del AS-201 desde el Complejo 34
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Módulo de mando CSM-009, expuesto en el Strategic Air and Space Museum
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Lanzamiento del Apollo Saturn 201, vista vertical
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Despegue del AS-201, 26 de febrero de 1966
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Saturn IB (AS-201) en el instante del despegue
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Etapa S IB-1 durante el ensayo de encendido estático en Marshall
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Buzos junto al collar de flotación del módulo de mando tras el amerizaje del AS-201
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Lanzamiento del Saturn IB en la misión AS-201
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AS-203 liftoff, Cape Canaveral, 5 July 1966
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AS-203 Launch, NASA on The Commons (Flickr)
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Launch of AS-203, KSC-66PC-160
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LIFTOFF - APOLLO SATURN (A S)-202 MISSION - KSC (S66-50201)
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APOLLO SATURN (A S) 202 - RECOVERY (S66-49413)
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Lançamento do AS-202
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Escudo térmico Avcoat carbonizado
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LAUNCH COMPLEX (LC)-34 - APOLLO SATURN (A S) MISSION 202 - PRELAUNCH ALERT - KSC (S66-50969)
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S-IB-2 (AS-202, recortada)
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S-IVB-202 (AS-202) (recortada)
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Saturn Apollo Program
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Saturn IB - AS-202
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Sextante do voo Apollo AS-202Steve Jurvetson (CC BY), vía commons
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Aldrin em pé ao lado da bandeira dos EUA hasteada
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Aldrin sai do módulo lunar para a superfície lunar
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Aldrin desce a escada do módulo lunar até a superfície lunar
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Aldrin desce os degraus da escada do módulo lunar
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Aldrin posa para uma fotografia ao lado da bandeira dos EUA hasteada
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Pegada de bota de astronauta na superfície lunar
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Close da pegada de um astronauta no solo lunar
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A placa deixada na Lua pela tripulação da Apollo 11
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Aldrin caminha pela superfície lunar junto à perna do Módulo Lunar
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Almofada de apoio do Módulo Lunar apoiada na superfície lunar
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O Módulo Lunar pousado na superfície lunar
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Aldrin se prepara para implantar o pacote EASEP
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Aldrin após a implantação do pacote EASEP
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Aldrin implantando o experimento de composição do vento solar
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Vista interior do Módulo Lunar mostrando os mostradores e os comandos
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Aldrin dentro do Módulo Lunar
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Armstrong dentro do Módulo Lunar
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A bandeira dos EUA implantada na superfície lunar
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A Terra nascendo sobre o horizonte lunar, vista a partir da Apollo 11
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Lua cheia fotografada a partir da nave Apollo 11
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Apollo 13 - Prime Crew Portrait (Lovell, Swigert, Haise)
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Apollo 13 Mission Emblem
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Portrait - Astronaut James A. Lovell Jr.
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Portrait - Astronaut Fred W. Haise Jr.
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Portrait - Astronaut John L. Swigert Jr.
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O astronauta Thomas Mattingly durante um treino de saída na água
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Transporte pré-lançamento da Apollo 13 no KSC
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Lançamento da Apollo 13 no KSC
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Apollo 13 Launch - Lunar Landing Mission - KSC
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Vista do Centro de Controle da Missão durante o lançamento da Apollo 13
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Vista do Centro de Controle da Missão durante a falha da célula de oxigênio da Apollo 13
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Vista do Centro de Controle da Missão durante o regresso de emergência da Apollo 13
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Mission Control Center View - Apollo 13 Oxygen Cell Failure
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Vista do módulo de serviço danificado da Apollo 13 a partir do módulo de comando
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Vista do módulo de serviço danificado da Apollo 13 a partir do módulo de comando (ângulo alternativo)
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Vista interna do adaptador improvisado tipo "caixa de correio" para o depurador de CO2
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O astronauta James Lovell em sua posição no módulo lunar
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Recuperação do módulo de comando da Apollo 13 após a amerissagem
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Amerissagem da espaçonave Apollo 13 no oceano Pacífico Sul
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A tripulação da Apollo 13 chega ao navio de recuperação USS Iwo Jima
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O presidente Nixon e a tripulação da Apollo 13 na base de Hickam
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Tripulación Apollo 1: Grissom, White y Chaffee
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Retrato do astronauta Roger B. Chaffee
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Retrato do astronauta Edward H. White II
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Retrato do astronauta Virgil I. Grissom
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Tripulaciones titular y suplente del Apollo 1
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Entrenamiento de amerizaje de la tripulación del Apollo 1
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Práctica de procedimientos de egreso acuático de la tripulación
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Maquete da nave Apollo em treino de saída na piscina
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Edward White inspeciona o traje espacial durante o treino
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Treino em câmara de altitude da tripulação da Apollo 1
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Revisão da instalação dos assentos do módulo de comando
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Transferência do módulo de comando e serviço CSM-012 para o acoplamento
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Içamento da nave Apollo 012 na torre do Complexo de Lançamento 34
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Tripulação titular com trajes espaciais no Complexo de Lançamento
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Interior do módulo de comando da nave 012 após o incêndio, durante a investigação
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Dedicação do monumento à tripulação da Apollo 1
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Cerimónia de dedicação do monumento à Apollo 1
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Monumento Space Mirror Memorial no Centro Espacial Kennedy
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Space Mirror Memorial, refletido no lago do Centro Espacial Kennedy
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Dia de Memória da NASA em homenagem à tripulação da Apollo 1
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Space Mirror Memorial visto de perfil no Centro Espacial Kennedy

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Fontes: NASA JSC-09423 — Apollo Program Summary Report