Vickers Warwick: The Forgotten WWII Aircraft
Vídeo do canal The Grand Archive sobre Vickers, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 29:50. Idioma: inglês. Tipo de vídeo: Documentário.
Do que trata
O documentário percorre a história do Vickers Warwick, o bombardeiro bimotor concebido como sucessor do Wellington que nunca chegou a servir como tal e acabou por encontrar o seu lugar no transporte, na patrulha marítima e, sobretudo, no salvamento ar-mar da RAF.
Contexto histórico
O projeto nasce dos concursos do Ministério do Ar de 1934 e 1935 para um bombardeiro pesado diurno e noturno. A Vickers propôs um Wellington ampliado com a mesma estrutura geodésica e, em outubro de 1935, recebeu o contrato do protótipo tipo 284. O programa encalhou na escolha do motor: estudaram-se o Rolls-Royce Vulture, o Napier Sabre e o Bristol Centaurus, nenhum disponível em quantidade suficiente. O primeiro protótipo voou em 13 de agosto de 1939, pilotado por Mutt Summers, com desempenho e pilotagem deficientes; o segundo, com motores Centaurus, voou em 5 de abril de 1940. A saída foi o Pratt & Whitney Double Wasp norte-americano, e em 3 de janeiro de 1941 chegou a encomenda de 150 Warwick I e 100 Warwick II. A ordem de Churchill, de setembro de 1941, de concentrar a produção nos bombardeiros já em serviço atrasou o Warwick até o deixar ultrapassado, e em janeiro de 1943 decidiu-se destiná-lo a outras missões.
Dados destacados
Dos 250 aviões da primeira encomenda, apenas 17 saíram como bombardeiros. A BOAC encomendou 14 transportes em 1942 para rotas em África e no Médio Oriente, e a RAF recebeu 100 C Mk III, que voaram até março de 1946. No salvamento construíram-se 219 exemplares (40 de transição, 10 da variante A, 20 da B e 149 da C), capazes de lançar de paraquedas um barco salva-vidas ou o equipamento Lindholme; serviram no Reino Unido, no Mediterrâneo, no Adriático e na Índia. A versão de reconhecimento marítimo com torpedos somou 132 aviões, e a última, com projetor Leigh Light, chegou ao esquadrão 179 mesmo no final da guerra. Os últimos operadores foram dois esquadrões da Força Aérea Sul-Africana.
