TU-95 vs B-52 | Deutsch
Vídeo do canal OWT-Militär sobre Tupolev Tu-95, ligado na sua ficha do Above Ten Thousand. Duração: 26:58. Idioma: alemão. Tipo de vídeo: Documentário.
De que trata
Documentário em alemão que acompanha em paralelo o desenvolvimento de dois bombardeiros estratégicos nascidos nos anos cinquenta, o soviético Tupolev Tu-95 e o norte-americano Boeing B-52, comparando a sua conceção, o seu desempenho e a sua trajetória operacional até hoje.
Contexto histórico
O relato começa com o bombardeamento de Hiroshima em agosto de 1945. A URSS não tinha então nem bomba atómica nem um bombardeiro capaz de alcançar os Estados Unidos: o Tu-4, cópia do B-29 que voou em 1947, apenas chegava ao Alasca. Nos Estados Unidos, a Convair pôs em serviço o B-36 a partir de 1949, do qual se construíram 384 unidades, enquanto a Boeing refez em poucos dias, em outubro de 1948, o seu projeto de turbo-hélice até o transformar num jato de ala em flecha de 35 graus. O protótipo voou em abril de 1952 e impôs-se ao YB-60 da Convair.
Na URSS, depois do primeiro teste atómico de agosto de 1949, Estaline encomendou em paralelo um bombardeiro intercontinental a jato ao gabinete OKB-23 de Miassishchev, reaberto em março de 1951, e outro a turbo-hélice a Tupolev. O M-4 de Miassishchev voou em janeiro de 1953 e entrou em serviço em fevereiro de 1955, sem alcançar os 12.000 km exigidos.
Dados em destaque
O primeiro protótipo do Tu-95 voou a 12 de novembro de 1952 e chegou aos 945 km/h. Uma falha do motor, da caixa de redução e do mecanismo de passo das hélices causou a sua perda e quase afundou o programa; o segundo protótipo só voou em fevereiro de 1955. O Tu-95 alcançava 12.000 km com 6 toneladas de bombas e, segundo o documentário, foi o principal instrumento de dissuasão nuclear soviética entre 1956 e 1959. O B-52 chegou às unidades no verão de 1955 e foram fabricados 744 exemplares; no Vietname perderam-se 30 em sete anos. A comparação final atribui ao B-52H mais carga útil e alcance, e ao Tu-95 um consumo claramente menor. A produção do Tu-95MS com mísseis de cruzeiro continuou até 1992; a Rússia mantém pelo menos uns sessenta em serviço e a força aérea norte-americana, uns setenta B-52.
