Variante do Northrop F-5

Northrop F-5 F-5F Tiger II

Versão bilugar do F-5E, com o nariz alongado em três pés para alojar o segundo cockpit. Voou pela primeira vez em 25 de setembro de 1974 em Edwards e a Northrop construiu 146 exemplares. Conserva um dos dois canhões M39 e monta o radar AN/APQ-157, versão de duplo comando do AN/APQ-159 com indicadores em ambas as cabines.

Ficha do Northrop F-5

Imagem pendente
25 de setembro de 1974
Primeiro voo
146
Unidades construídas

História

Um bilugar que conserva o canhão

Versão de treino bilugar do F-5E Tiger II, aparelho de duplo comando totalmente capaz de combate; ao contrário do F-5B de primeira geração, que abdicou totalmente dos dois canhões de nariz, o F-5F conserva um dos dois canhões M39 de 20 mm. A solução foi alongar o nariz em três pés em relação ao monolugar, criando espaço para a cabine traseira sem sacrificar totalmente o armamento interno nem o radar; o radar é o AN/APQ-157, uma variante de duplo comando do AN/APQ-159 do F-5E, com indicadores/comandos duplicados em ambas as cabines; o primeiro F-5F voou em 25 de setembro de 1974 na base de Edwards, tendo a Northrop construído 146.

Serviço e derivados

O F-5F acompanhou o monolugar em quase todas as exportações. Taiwan construiu sob licença 66 F-5F juntamente com os seus 242 F-5E, sendo a última variante do tipo retirada da força aérea da República da China em julho de 2025, juntamente com o RF-5E Tigergazer; a Coreia do Sul construiu 20 KF-5F a partir de setembro de 1982; a Suíça operou doze F-5F no seu auge em 1981, mantendo quatro no início da década de 2020; o Brasil comprou quatro F-5F agressores ex-USAF em 1988 e mais tarde modernizou-os para o padrão F-5FM; o Chile adquiriu três F-5F na década de 1970, posteriormente atualizados para o padrão Tiger III; nos EUA, a Navy designa F-5F os seus bilugares adversários e construiu pelo menos três "FrankenTiger" — resultado de enxertar um nariz bilugar de F-5F numa célula F-5E ex-suíça de poucas horas; o esquadrão VFC-111 opera dezoito aparelhos, dezassete F-5N e um destes F-5F.

Um treinador que também é agressor

Tal como o F-5B antes dele, o F-5F nunca foi um treinador puro; a sua capacidade de combate, o radar completo e o canhão faziam dele um aparelho operacional de duplo comando, útil tanto para converter pilotos ao tipo como para voar missões de adversário com um instrutor a bordo; nas forças aéreas que modernizaram os seus Tiger II — Brasil, Chile, Singapura, Tailândia — o bilugar recebeu o mesmo pacote de aviónica do monolugar, pelo que as tripulações treinam em sistemas reais e não numa versão degradada.