Variante do Northrop F-5
Northrop F-5 F-5B
Versão de treino biplace do F-5A, plenamente apta para o combate mas sem os canhões de nariz. A Northrop construiu 200 exemplares em paralelo com a produção do monolugar. Equipada com dois turborreatores General Electric J85-GE-13, foi o aparelho com que a maioria das forças aéreas clientes converteu os seus pilotos ao tipo.
- 200
- Unidades construídas
História
Um treinador que também combate
O F-5B é a versão biplace em tandem do F-5A, concebida desde o início como treinador de conversão que mantinha a capacidade de combate do monolugar. A diferença visível em relação ao F-5A é a cabine alongada de dois lugares e, sobretudo, a ausência dos dois canhões M39 do nariz, sacrificados para alojar o segundo lugar. Os pontos de carga externa foram mantidos, pelo que o aparelho podia ser empregue em missões reais de ataque ou treino armado.
A Northrop fabricou 200 F-5B em paralelo com os 624 F-5A. O Pima Air & Space Museum documenta no seu exemplar a motorização de primeira geração: dois turborreatores General Electric J85-GE-13 de 4.080 libras de tração cada, com um peso carregado de 20.677 libras, uma velocidade máxima de 885 milhas por hora, um teto de serviço de 52.000 pés e um alcance de 3.660 milhas. Esse exemplar trazia as marcas do 58th Tactical Fighter Training Wing da base aérea de Williams, precisamente a unidade de instrução que o Programa de Assistência Militar empregava para formar pilotos estrangeiros.
Serviço internacional
O F-5B foi quase sempre a porta de entrada para o tipo. Espanha recebeu-o antes do monolugar: a primeira entrega ao Ejército del Aire, em 19 de junho de 1969, consistiu em dois F-5B para o Esquadrão 202 de Morón de la Frontera, chegando depois os F-5A e RF-5A. O F-5B espanhol foi atribuído à Ala 73 de Talavera la Real, dedicada ao ensino, papel que nunca abandonou. Taiwan recebeu dois F-5B no seu primeiro lote de 1965 e operava onze em 1971. A Malásia recebeu dois junto com os seus F-5E em 1975 e transferiu-os para a Força Aérea Real Tailandesa em 1982. O Brasil comprou seis F-5B na sua encomenda inicial de 1974 e retirou-os em 1990, enviando-os para museus do país.

A carreira do biplace espanhol foi marcada por dois acidentes estruturais. Em 1989 um F-5B despenhou-se por falha estrutural de uma asa; toda a frota ficou em terra enquanto se procuravam indícios de fadiga e, em consequência, muitos F-5 foram retirados. Na sequência do acidente, todos os biplaces foram enviados para a fábrica da CASA em Getafe para revisão e renovação. Um programa de modernização iniciado em 2008 prolongou a sua vida operacional e incorporou cabines de vidro e assentos ejetáveis zero-zero; os aparelhos assim tratados designam-se F-5BM, e a sua versão modernizada SF-5M recebe a designação espanhola AE.9.
Um protótipo decisivo
Um F-5B teve ainda um papel que ultrapassa a sua condição de treinador: dotado de um motor General Electric J85-GE-21 de 5.000 libras de tração, serviu de protótipo YF-5B do futuro F-5E Tiger II. Essa célula foi o banco de ensaios da motorização que definiria a segunda geração da família.
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