Avião comercial · Civil · Reino Unido

Handley Page Herald

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25 de agosto de 1955
Primeiro voo
1961
Entrada ao serviço
1999
Retirado
50
Unidades construídas

O Handley Page HPR.7 Dart Herald foi um avião de linha regional britânico de asa alta, cabine pressurizada e dois turbo-hélices Rolls-Royce Dart, concebido em meados dos anos cinquenta como substituto do onipresente Douglas DC-3 em rotas curtas e aeródromos pouco preparados. Nasceu, no entanto, com o motor errado. Depois de consultar longamente os operadores do DC-3, a Handley Page escolheu quatro motores a pistão Alvis Leonides Major para o HPR.3 original, que voou em Radlett a 25 de agosto de 1955; a Fokker tomou paralelamente a decisão oposta e equipou o seu F27 Friendship com dois Dart. Quando a empresa britânica retificou o projeto e transformou o protótipo no HPR.7 Dart Herald, que voou a 11 de março de 1958, o mercado já se havia decidido pela turbina e o rival neerlandês levava meses de vantagem. O resto da sua história é o de uma recuperação impossível. A Série 200, alongada e com capacidade para até 56 passageiros, entrou ao serviço da Jersey Airlines em 1961 e foi a única versão vendida em quantidade apreciável; a tentativa de o colocar na RAF como transporte tático afundou-se na política de fusões do Ministério da Aviação, e da variante militar Série 400 apenas se construíram oito exemplares, todos para a Real Força Aérea da Malásia. A produção terminou em 1968 com meia centena de aparelhos, contra mais de 240 Friendship vendidos pela Fokker. Esse fracasso comercial contribuiu para o desaparecimento da Handley Page, liquidada voluntariamente em agosto de 1969. O avião, por sua vez, sobreviveu ao seu fabricante: manteve serviços de passageiros até 1987 e continuou a voar como cargueiro até 9 de abril de 1999, gozando entre as suas tripulações de excelente reputação pela estabilidade, pela docilidade em voo lento e pela capacidade de operar a partir de pistas curtas e não preparadas.

História

Um substituto para o DC-3

Em meados dos anos cinquenta, o Douglas DC-3 continuava a ser a espinha dorsal do transporte regional em meio mundo, e toda a indústria aeronáutica europeia procurava o avião que o substituísse. A Handley Page abordou o problema a partir da sua filial de Reading — a Handley Page (Reading) Limited, instalada na antiga fábrica da Miles Aircraft, de onde tinha saído o Miles Marathon —, e o projeto ali nascido, designado HPR.3 Herald, foi em boa medida um desenvolvimento aprofundado do conceito do Marathon, com a mesma solução característica de asa alta. O gabinete de Reading conseguiu um desenho moderno, de excelentes qualidades de voo e desempenho; o erro não esteve na aerodinâmica, mas na escolha do grupo motopropulsor.

A asa alta não era um capricho estético. Deixava o piso da cabine perto do solo, permitia um trem triciclo curto e possibilitava instalar portas de grande dimensão na parte dianteira e traseira da fuselagem, de modo que a cabine pressurizada, com capacidade para até 44 passageiros, pudesse converter-se rapidamente em porão de carga. Com flaps de grande superfície, o projeto prometia descolar e aterrar em menos de 500 jardas (460 m), uma velocidade de cruzeiro de 224 mph (360 km/h), um alcance de 1.640 milhas (2.640 km) e uma taxa inicial de subida superior a 1.800 ft/min. O nome «Herald» foi adotado em agosto de 1954 precisamente pela sua fácil tradução para o francês e o espanhol: um indício claro de que mercados a empresa visava.

O erro do motor a pistão

A decisão que marcou o destino do programa foi tomada após consultar extensamente os operadores de DC-3. Essas pequenas companhias consideravam arriscado o turbo-hélice, e a Handley Page deu-lhes razão: preferiu uma configuração de quatro motores a pistão e escolheu o novo Alvis Leonides Major, um radial de catorze cilindros e 870 hp que movia hélices tripás. Quase ao mesmo tempo, a neerlandesa Fokker tomava a decisão exatamente contrária para o mesmo mercado e equipava o seu F27 Friendship com dois Rolls-Royce Dart.

No início tudo pareceu dar razão à Handley Page. O trabalho da equipa comercial tinha despertado um interesse considerável e a empresa tinha 29 encomendas — da Queensland Airlines, Australian National Airways e Lloyd Aéreo Colombiano — quando o primeiro protótipo descolou de Radlett a 25 de agosto de 1955, três meses antes do primeiro voo do Friendship. Calculava-se atingir o ponto de equilíbrio com 75 aviões vendidos e esperavam-se até 300; as primeiras entregas deviam ir para a independente britânica Air Kruise em 1958.

O colapso foi rápido. A Queensland Airlines e a Australian National Airways cancelaram os seus Herald e passaram para o Friendship de turbo-hélice; o contrato da Lloyd Aéreo Colombiano ficou parado por problemas cambiais, e o interesse da Air Kruise esvaneceu-se quando esta foi absorvida pela British Aviation Services. Antes mesmo de o segundo protótipo estar terminado, a Handley Page encontrava-se sem uma única encomenda em carteira, num mercado que já só queria turbinas.

Retificação: o HPR.7 Dart Herald

O investimento acumulado era tão grande que a direção se reuniu expressamente para decidir se continuava. Optou por seguir em frente na tentativa de recuperar o dinheiro, e anunciou uma versão melhorada movida pelo Rolls-Royce Dart. O avião redesenhado, já designado HPR.7 Dart Herald, montava dois Dart 527 de 1.910 shp com hélices tetrapás Dowty Rotol de passo variável e 12 ft 6 in (3,81 m) de diâmetro; a fuselagem foi alongada em 20 in (51 cm) e aumentou-se a capacidade de combustível.

O primeiro protótipo foi reconvertido para o novo padrão e voou assim a 11 de março de 1958. A Série 100 inicial obteve a sua certificação em abril de 1958 e o primeiro aparelho de série voou a 30 de outubro de 1959. O preço base rondava as 185.000 libras em 1960. A retificação tinha sido tecnicamente impecável, mas custou um tempo irrecuperável: o Friendship já levava mais de seis meses em serviço quando o Dart Herald começou a procurar clientes.

Entrada ao serviço e a Série 200

A primeira encomenda chegou em junho de 1959: a British European Airways arrendou três aparelhos para as suas rotas das Terras Altas e Ilhas da Escócia. Para estimular a procura, a Handley Page lançou em 1960 uma versão melhorada, a Série 200, alongada mais 42 in (107 cm) e com pesos aumentados, capaz de transportar até 56 passageiros; valeu-lhe uma encomenda de seis aviões da Jersey Airlines.

O segundo protótipo foi reconvertido para o padrão da Série 200 e voou nessa configuração a 8 de abril de 1961. A Jersey Airlines inaugurou as suas operações a 16 de maio de 1961 com uma Série 100 arrendada e recebeu a sua primeira Série 200 própria em janeiro de 1962; a BEA começou a operar o Herald em março de 1962. A partir daí não se encomendou mais nenhuma Série 100: toda a produção concentrou-se na 200, cuja fuselagem passou de 71 ft 11 in para 75 ft 6 in e cuja cabine subiu de 47 para 56 lugares.

Como voava

O Herald despertou um interesse notável em todo o mundo pelo seu desempenho em pista curta e pelo seu comportamento em voo. A asa alta tinha um diedro muito marcado e o estabilizador vertical estava revestido de pequenos perfis aerodinâmicos que reforçavam ainda mais a estabilidade. Os pilotos descreviam-no como um avião que voava «como um sonho»: muito estável e, ainda assim, muito manobrável mesmo a baixa velocidade. O seu único defeito reconhecido era o manuseamento em terra, penalizado por um leme de direção excessivamente grande e sensível ao vento cruzado.

Esse caráter notável não bastou para vender aviões. O Herald era barato face aos seus dois grandes rivais e a Série 200 oferecia uma cabine espaçosa, mas o Friendship transportava mais carga paga e tanto o Fokker como o Avro 748/HS.748 tinham melhor desempenho, o que se traduzia numa economia de exploração superior a longo prazo. Em 1963 tinham-se vendido apenas 35 Herald, contra mais de 240 Friendship.

A via militar e o veto ministerial

A única esperança real de endireitar o programa era militarizá-lo. A RAF precisava de 45 transportes táticos para substituir os Vickers Valetta a pistão, e a Handley Page começou a trabalhar em 1960 no HP.124: um Herald com fuselagem traseira nova, cauda elevada e rampa de carga posterior. O HP.124 partia como favorito face ao derivado da Avro, o Avro 780, porque a sua asa alta prometia um carregamento mais cómodo a menor custo, e os ensaios em pista curta do protótipo da Série 200 na base da RAF em Martlesham Heath em 1961 confirmaram a sua capacidade de operar a partir de superfícies não preparadas.

O obstáculo foi político. O ministro da Aviação, Peter Thorneycroft, recusou-se a assinar o contrato do HP.124 se a Handley Page não aceitasse fundir-se com a British Aircraft Corporation ou com a Hawker Siddeley, no âmbito da política governamental de concentração da indústria aeronáutica britânica. A Hawker Siddeley ofereceu menos de metade da avaliação que Frederick Handley Page fazia da sua empresa, a fusão não se concretizou e a encomenda da RAF foi para o Avro 780, que se tornou o Andover.

O que chegou a ser construído foi a Série 400, um transporte tático mais simples derivado da Série 200, com piso de cabine reforçado e portas laterais de carga que podiam abrir-se em voo para lançar suprimentos ou paraquedistas, com capacidade alternativa para 50 soldados ou 24 macas com o respetivo pessoal sanitário. Fabricaram-se oito, todas para a Real Força Aérea da Malásia. A outra força aérea utilizadora do tipo foi a Real Força Aérea da Jordânia.

A Série 700 e o fim da produção

Por volta de 1965 o impulso comercial estava quase completamente perdido. A Handley Page propôs então a Série 700, com motores Dart 532 de 2.320 ehp (1.730 kW), mais combustível, pesos maiores e até 60 lugares. A brasileira VASP encomendou dez, com planos de fabrico no Brasil; juntaram-se encomendas da suíça Globe Air e da taiwanesa Far Eastern Air Transport, e a produção do novo modelo chegou a arrancar. A VASP cancelou a sua encomenda por não conseguir financiamento do governo brasileiro, a Handley Page interrompeu os trabalhos e seis células ficaram desmanteladas na linha de montagem.

A produção terminou em 1968. Nos seis anos de fabrico em série completaram-se 36 aparelhos da Série 200, quatro da Série 100 e oito da Série 400; o quinquagésimo e último Herald, uma Série 200 para a israelita Arkia, voou e foi entregue em agosto de 1968. A partir daí a Handley Page voltou toda a sua atenção para o HP.137 Jetstream, cujo custo de desenvolvimento descontrolado acabou por forçar o encerramento: a empresa entrou em liquidação voluntária em agosto de 1969. O apoio aos Herald em serviço manteve-se através de uma nova empresa, a Dart Herald (Support) Ltd, participada em parte pela Scottish Aviation.

Operadores

Apesar dos números modestos, o Herald teve uma carreira geograficamente ampla. No Brasil estreou-o a SADIA SA Transportes Aéreos — futura Transbrasil — com oito aparelhos, e também voou com a TABA. No Canadá foi operado pela Eastern Provincial Airways, Maritime Central Airways e Nordair; na Colômbia, pela Líneas Aéreas La Urraca; em França, pela Europe Aero Service; na Alemanha, pela Bavaria Fluggesellschaft; na Guatemala, pela Aerovías; em Israel, pela Arkia; em Itália, pela Aerolinee Itavia; na Jordânia, pela Alia; nas Filipinas, pela Air Manila International; na Suíça, pela Globe Air, e em Taiwan, pela Far Eastern Air Transport.

O seu verdadeiro feudo, porém, foi o Reino Unido, onde passou pela British European Airways, British United Airways, British United Island Airways, Autair International Airlines, British Midland Airways, British Island Airways — que em 1979 chegou a operar vinte Herald em simultâneo —, Air UK, British Air Ferries, BAC Charter e BAC Express. Essa segunda vida no mercado britânico de voos regionais e charter prolongou a carreira do tipo muito além do que sugeriam as suas vendas de fábrica.

Acidentes e a crise de corrosão

O primeiro susto sério chegou muito cedo. A 10 de agosto de 1958, o protótipo do Dart Herald dirigia-se ao salão de Farnborough a partir de Woodley quando sofreu uma falha de motor; as condutas de combustível romperam-se e declarou-se um incêndio sério que chegou a queimar os suportes do motor. O piloto, o Squadron Leader Hedley Hazelden, conseguiu pousá-lo num campo, numa manobra reconhecida como uma proeza de pilotagem.

O acidente mais grave foi o de 17 de março de 1965: o voo 102 da Eastern Provincial Airways, de Halifax para Sydney, despenhou-se perto de Upper Musquodoboit (Nova Escócia) e morreram as oito pessoas a bordo. A fuselagem tinha-se aberto longitudinalmente pela parte inferior em pleno voo, devido à corrosão. Quando surgiram indícios de corrosão também num Herald da British European Airways e nos da Alia, a Handley Page chamou à revisão todos os aparelhos em serviço para os reparar e proteger.

Nesse mesmo ano, a 10 de abril de 1965, o JY-ACQ da Royal Jordanian Airlines chocou contra uma colina perto de Damasco e morreram os 54 ocupantes. A 3 de novembro de 1967, um Dart Herald 214 da Sadia matriculado PP-SDJ colidiu com uma elevação durante a aproximação a Curitiba-Afonso Pena, num voo desde São Paulo-Congonhas: morreram toda a tripulação e 21 passageiros, e sobreviveram quatro. A 24 de fevereiro de 1969, o voo 104 da Far Eastern Air Transport despenhou-se em aproximação perto de Tainan após falha do motor número dois, com 36 mortos.

Retirada e exemplares conservados

O último voo comercial de passageiros do tipo foi realizado pela British Air Ferries em 1987, em subafretamentos para a Ryanair. Como cargueiro aguentou bastante mais: em 1999 restava apenas um Herald em serviço, a Série 401 G-BEYF da Channel Express, retirada em Bournemouth após o seu voo final a 9 de abril de 1999.

Três aparelhos conservam-se hoje no Reino Unido: a Série 100 G-APWA no Museum of Berkshire Aviation, em Woodley — o local onde o avião foi projetado —, a Série 201 G-APWJ na Morayvia (Kinloss, Escócia) com as cores da Air UK, exposta antes no Imperial War Museum de Duxford entre 1985 e 2021, e a Série 211 G-ASKK no City of Norwich Aviation Museum, no aeroporto de Norwich.

Projetos derivados

Em torno do Herald desenhou-se toda uma família que nunca chegou a construir-se. O HPR-8 era um transbordador de automóveis proposto para o requisito da Silver City Airways de 1959, com fuselagem nova não pressurizada e portas em concha na proa para seis carros ou 100 passageiros; foi descartado a favor do Aviation Traders Carvair. O HP.124 foi o transporte tático com rampa traseira para a RAF, e o HP.125 o seu derivado V/STOL com dezoito motores de sustentação Rolls-Royce RB162 em góndolas sob as asas. O HP.127 «Jet Herald», estudado em 1962, era uma versão a jato com fuselagem alongada para até 70 passageiros e dois Rolls-Royce Spey em góndolas sob uma asa mais curta; o HP.129 «Mini Herald» reduzia a ideia a 30 lugares com dois Spey. Os HP.131, HP.132 e HP.133 foram oferecidos à Bélgica em 1965, os dois últimos com motores auxiliares General Electric CF700. Na própria série ficaram por construir a 300 (adaptação aos requisitos de aeronavegabilidade norte-americanos), a 500 (uma 400 mais potente) e a 600 (fuselagem alongada 5 ft para 64-68 passageiros).

Dados técnicos (Dart Herald Série 200)

Segundo a Jane's All the World's Aircraft 1969-70, a Série 200 levava dois tripulantes e entre 50 e 56 passageiros, com uma carga paga máxima de 11.700 lb (5.300 kg). Media 75 ft 6 in (23,01 m) de comprimento, 94 ft 9,5 in (28,893 m) de envergadura e 24 ft 1 in (7,34 m) de altura, com 886 sq ft (82,3 m²) de superfície alar e perfis NACA 23016.5 na raiz e NACA 4412 na ponta. O peso vazio equipado era de 25.800 lb (11.703 kg) e o máximo à descolagem de 43.700 lb (19.818 kg), com 37.500 lb (17.000 kg) de peso máximo sem combustível e 39.500 lb (17.900 kg) de peso máximo à aterragem; a capacidade de combustível era de 1.080 galões imperiais (4.910 L).

A propulsão ficava a cargo de dois Rolls-Royce RDa.7 Dart Mk.527 de 2.105 shp (1.570 kW) equivalentes cada um, com hélices Rotol tetrapás de 12 ft 6 in (3,81 m), velocidade constante e bandeiramento total. Voava em cruzeiro a 239 kn (443 km/h) a 15.000 ft (4.600 m), entrava em perda a 65 kn (120 km/h) com 30.000 lb (14.000 kg) e não devia ultrapassar os 304 kn (563 km/h). O alcance com carga máxima era de 608 nmi (1.126 km) incluindo desvio e 45 minutos de espera, o teto de serviço 27.900 ft (8.500 m) e a subida inicial 1.805 ft/min. A carga alar ficava em 48,5 lb/sq ft (237 kg/m²); descolava em 2.700 ft (820 m) até 35 ft de altura e aterrava a partir de 50 ft em 1.900 ft (580 m).

Variantes

HPR.3 HeraldSeries 100Series 200HP.124 (proyecto)HP.125 (proyecto)HP.127 «Jet Herald» (proyecto)HP.129 «Mini Herald» (proyecto)HP.131 (proyecto)HP.132 (proyecto)HP.133 (proyecto)HPR.8 (proyecto)Series 300 (proyecto)Series 400Series 500 (proyecto)Series 600 (proyecto)Series 700 (proyecto)
Primeiro voo25 de agosto de 195530 de outubro de 19598 de abril de 1961
Tipo de aeronavePiston-engined regional airliner prototypeRegional turboprop airlinerRegional turboprop airlinerProposed twin-jet regional airlinerProposed light twin-jet regional airlinerMilitary tactical turboprop transportProposed stretched regional turboprop airlinerProposed longer-range regional turboprop airliner
Grupo motopropulsor4 × Alvis Leonides Major 702/1 14-cylinder radial piston engines of 650 kW each (870 hp), driving three-blade propellers.2 × Rolls-Royce RDa.7 Dart Mk.527 turboprops of 1,570 kW each (2,105 equivalent shp), with four-blade variable-pitch Dowty Rotol propellers.2 × Rolls-Royce RDa.7 Dart Mk.527 turboprops of 1,570 kW each (2,105 equivalent shp), driving 3.81 m four-blade constant-speed Dowty Rotol propellers.2 × Rolls-Royce Spey turbofans in pods under a shortened straight wing.2 × Rolls-Royce Spey turbofans.2 × Rolls-Royce RDa.7 Dart Mk.527 turboprops of 1,570 kW each (2,105 equivalent shp), the same powerplant as the civil versions.2 × more powerful Rolls-Royce Dart turboprops; exact mark not published.2 × Rolls-Royce Dart Mk.532 turboprops of 1,730 kW each (2,320 ehp).
Motorização4 × Alvis Leonides Major 702/12 × Rolls-Royce RDa.7 Dart Mk.5272 × Rolls-Royce RDa.7 Dart Mk.5272 × turboprop2 × turboprop2 × Rolls-Royce Spey2 × Rolls-Royce Spey2 × turboprop2 × turboprop2 × turboprop2 × turboprop2 × turboprop2 × Rolls-Royce RDa.7 Dart Mk.5272 × turboprop2 × turboprop2 × Rolls-Royce Dart Mk.532
Potência unitária872 hp2105 hp2105 hp2105 hp2320 hp Melhor valor da linha
Comprimento21,9 m21,9 m23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha23 m Melhor valor da linha
Envergadura28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha28,9 m Melhor valor da linha
Altura7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha7,3 m Melhor valor da linha
Área alar82,3 m² Melhor valor da linha82,3 m² Melhor valor da linha82,3 m² Melhor valor da linha
Peso vazio11 684 kg Melhor valor da linha11 703 kg
MTOW19 504 kg19 818 kg Melhor valor da linha19 818 kg Melhor valor da linha
Velocidade máxima495 km/h
Velocidade de cruzeiro360 km/h445 km/h Melhor valor da linha443 km/h
Altitude de cruzeiro4572 m
Teto de serviço8140 m8504 m Melhor valor da linha
Razão de subida inicial7,3 m/s9,2 m/s Melhor valor da linha
Alcance2640 km Melhor valor da linha1765 km1126 km
Alcance de transferência2800 km2832 km Melhor valor da linha
Raio de ação0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha
Condições de alcanceDesign range of 2,640 km at a cruising speed of 360 km/h.1,765 km with maximum payload and up to 2,800 km in maximum-range configuration.1,126 km with maximum payload, including a 161 km diversion and 45 minutes of holding; up to 2,832 km on maximum standard fuel with no allowances. Cruise measured at 4,572 m.No range figures published specifically for the military version.
ArmamentoNoneNoneNoneNoneNoneNoneNoneNone
Carga bélica máxima0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha
Carga útil5300 kg
Capacidade de cargaPressurised cabin seating up to 44, quickly convertible to freight thanks to the wide doors at the front and rear of the fuselage.First turboprop production version: pressurised cabin seating up to 47 passengers, two crew.Pressurised cabin for 50 to 56 passengers and two crew, with a maximum payload of 5,300 kg; the strengthened floor and wide doors allow conversion to freight.Stretched fuselage for up to 70 passengers; never built.Smaller Herald derivative seating about 30 passengers; never built.Military derivative of the Series 200 with a strengthened cabin floor and side loading doors that can be opened in flight to drop supplies or paratroops: up to 50 troops or 24 stretchers with medical attendants.Fuselage stretched by 1.5 m for 64 to 68 high-density seats; never built.Up to 60 seats with extra fuel and higher weights; the order for ten aircraft was cancelled and production stopped.
Tripulação2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha
Passageiros44475650507030100 Melhor valor da linha5650506860
Unidades construídas2436 Melhor valor da linha8

Imagens

Handley Page Dart Herald 201 ‘G-APWJHawkeyeUK (CC BY SA), vía commons
Handley-Page Dart Herald 211 ‘G-ASKKAlan Wilson from Peterborough, Cambs, UK (CC BY SA), vía commons
Handley Page HeraldMike McBey (CC BY), vía commons
Handley Page Herald 203 I-TIVE da Itavia na pista, 02-06-1966, edição 2RuthAS (CC BY), vía commons
Handley Page Dart Herald 201 ‘G-APWJAlan Wilson from Stilton, Peterborough, Cambs, UK (CC BY SA), vía commons
Handley Page Dart Herald 201 ‘G APWJAlan Wilson from Stilton, Peterborough, Cambs, UK (CC BY SA), vía commons
Air UK Handley Page HPR-7 Herald 201Eduard Marmet (CC BY SA), vía commons
Express Air Services Handley Page HPR-7 Herald 209Eduard Marmet (CC BY SA), vía commons
Air UK Handley Page HPR-7 Herald 203Eduard Marmet (CC BY SA), vía commons
Handley Page Herald, Channel Express G SCTT, ManchesterG B_NZ (CC BY SA), vía commons
Handley Page Herald, Yorkshire Air MuseumNilfanion (CC BY SA), vía commons
Handley Page Herald G AVPNTony Hisgett (CC BY), vía commons
G BEYH Handley Page Herald, British Air Ferries, Coventry 1981Rob Hodgkins (CC BY SA), vía commons
Air UK Handley Page HeraldEduard Marmet (CC BY SA), vía commons
Janus Airways Handley Page Herald, Basileia, abril de 1984Eduard Marmet (CC BY SA), vía commons
Handley Page Herald, Channel Express G GNSY, GuernseyG B_NZ (CC BY SA), vía commons
Handley Page Herald, Air UKAllen Watkin (CC BY SA), vía commons
Handley Page HeraldAllen Watkin (CC BY SA), vía commons
G APWJ Handley Page Herald, Air UKMark Harkin (CC BY), vía commons
G APWA HPR 7 Dart Herald 100, British Midland, Liverpool 1966Ken Fielding (CC BY SA), vía commons

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