Variante do General Dynamics F-16 Fighting Falcon
General Dynamics F-16 Fighting Falcon F-16C/D (Block 25/30/32/40/42/50/52/52+)
Segunda geração do F-16, monolugar (C) e biposto (D): começou com o Block 25 e o radar AN/APG-68 em 1984 e evoluiu bloco a bloco até ao Block 52+ de exportação, com duas famílias de motor (F100 e F110), capacidade de ataque noturno LANTIRN e a missão SEAD com o míssil HARM.
Ficha do General Dynamics F-16 Fighting Falcon

- 19 de junho de 1984
- Primeiro voo
- 4220 km
- Alcance
História
O F-16C monolugar e o F-16D biposto formam a segunda e mais numerosa geração do Fighting Falcon. Nasceram do Multinational Staged Improvement Program (MSIP), o esforço de atualização faseada que a USAF e os seus parceiros aplicaram ao F-16 ao longo da década de 1980 em três fases, introduzindo novas capacidades com menor custo e risco do que programas de atualização independentes. A produção do F-16C/D começou com o Block 25, também conhecido como MSIP Fase II. O primeiro F-16C, número de série 83-1118, voou em 19 de junho de 1984 e foi entregue à USAF um mês depois; a versão entrou na linha de produção em dezembro desse ano. Os primeiros ensaios em voo revelaram problemas maioritariamente relacionados com o software: os prazos de desenvolvimento, antes ditados pelo hardware, passaram a ser ditados por falhas de software, e escasseavam pessoas que dominassem tanto computadores como aeronaves.
O Block 25 trouxe uma alteração substancial à aviónica do cockpit: o radar Westinghouse AN/APG-68 (uma evolução do APG-66 com maior alcance e resolução e 25 modos de operação, incluindo track-while-scan para até dez alvos e iluminação de onda contínua para o AIM-7 Sparrow), computadores de controlo de tiro e gestão de armamento melhorados, um painel Up-Front Controls, ecrãs multifunção, um altímetro de radar, equipamento de transferência de dados e um barramento de armas MIL-STD-1760 que permitia transportar o AGM-65D Maverick e o AIM-120 AMRAAM. Externamente, o F-16C é quase idêntico ao F-16A: a diferença visível é uma base triangular ampliada na raiz da deriva, originalmente destinada a alojar o sistema de contramedidas AN/ALQ-165 ASPJ; a USAF retirou-se desse programa em janeiro de 1990 e o sistema nunca foi instalado nos seus F-16. Os Block 25 saíram de fábrica com o turbofan Pratt & Whitney F100-PW-200 e foram depois elevados ao padrão -220E. Foram entregues 209 F-16C e 35 F-16D deste bloco, todos à USAF; o 312th TFTS na Luke AFB foi a primeira unidade continental a recebê-los, em abril de 1986, ficando totalmente operacional em outubro de 1988. Um F-16C Block 25 apelidado "Lethal Lady" tinha ultrapassado as 7.000 horas de voo em abril de 2008.

O Block 30/32 foi o primeiro a sentir o efeito do programa Alternate Fighter Engine, a chamada "Great Engine War": pela primeira vez o cliente podia escolher entre o Pratt & Whitney F100 e o General Electric F110-GE-100. A partir daí, os blocos terminados em "0" são equipados com motores GE e os terminados em "2" com Pratt & Whitney. A admissão original limitava o F110 a 114,47 kN, pelo que a partir do Block 30D foi introduzida a Modular Common Inlet Duct ampliada, permitindo ao motor atingir os 128,93 kN totais; o Block 32 manteve a admissão menor. O primeiro Block 30 entrou ao serviço em 1987 e o bloco acrescentou o AGM-45 Shrike, o AGM-88 HARM e o AIM-120, este último operacional a partir de setembro de 1991. Foram construídos 200 F-16C e 200 F-16D Block 30 e 100 F-16C e 133 F-16D Block 32; só os primeiros Block 30 foram exportados, para seis países. Os aparelhos Block 32H/J dos Thunderbirds, construídos em 1986 e 1987, estão entre os F-16 operacionais mais antigos da força. A Guarda Nacional Aérea atualizou os seus Block 32 com uma unidade inercial de giroscópio laser em anel e mais tarde um Embedded GPS/INS, o pacote de guerra eletrónica AN/ALQ-213 e o pod de designação LITENING, permitindo o uso do JDAM e de outras munições guiadas por GPS; o pacote é informalmente conhecido como F-16C++. A célula do Block 30 também deu origem aos 22 aparelhos adversários F-16N e TF-16N que a Marinha dos EUA adquiriu em 1987–1988 para treino de combate aéreo dissemelhante, retirados a partir de 1994 depois de as asas começarem a fissurar.
O Block 40/42, ao serviço desde 1988, é a versão de ataque noturno para todo o tempo equipada com pods LANTIRN, daí a alcunha "Night Falcons" e a designação não oficial F-16CG/DG. Recebeu um trem de aterragem reforçado para os pods, o radar APG-68(V)1 com compatibilidade total com o LANTIRN, um recetor GPS e iluminação de cockpit compatível com óculos de visão noturna, cuja instalação foi concluída em 2004. A partir de 2002 o seu arsenal cresceu com o JDAM, o AGM-154 JSOW, o dispensador WCMD e a bomba antibunker EGBU-27. Foram construídos 200 F-16C e 200 F-16D Block 40 e 115 F-16C e 100 F-16D Block 42, todos para a USAF, embora muitos tenham sido depois exportados após a sua substituição.
O Block 50/52 introduziu os motores do programa Increased Performance Engine: o F110-GE-129 de 131,61 kN no Block 50 e o F100-PW-229 de 129,7 kN no Block 52, com os quais os F-16 começaram a voar no início dos anos 1990. O primeiro Block 50 foi entregue no final de 1991, com GPS/INS melhorado, o radar APG-68(V)5 e capacidade para transportar HARM, JDAM, JSOW e WCMD nos seus nove pontos de fixação. As aeronaves modificadas para a supressão de defesas aéreas inimigas (SEAD), que substituíram o F-4G Wild Weasel, são conhecidas não oficialmente como F-16CJ/DJ: a primeira, 91-0360, foi entregue em 7 de maio de 1993, e o primeiro Block 52 de toda a força chegou ao 157th FS da Guarda Nacional Aérea da Carolina do Sul em fevereiro de 1994. Transportam o AN/ASQ-213 HARM Targeting System no ponto de fixação da admissão de bombordo, em substituição do pod de navegação LANTIRN, juntamente com o localizador de ponto laser AN/AAS-35V Pave Penny; os F-16CJ do 157th levaram o HTS e o Litening II para combate pela primeira vez durante a Operação Iraqi Freedom. Dos 1.446 F-16C/D encomendados pela USAF, 556 receberam motores da série F100 e 890 motores F110. O Iraque recebeu 36 aparelhos Block 50/52 (24 monolugar e 12 biposto), designados F-16IQ.
O Block 50/52 Plus (52+) foi um modelo exclusivo de exportação que nunca serviu na USAF. Acrescenta suporte para tanques de combustível conformais montados acima da asa em ambos os lados da fuselagem e facilmente removíveis, que fornecem 1.665 litros de combustível adicional e libertam pontos de fixação; uma espinha dorsal de aviónica ampliada em todos os biposto, acrescentando 850 litros de volume do cockpit até à cauda; o radar APG-68(V)9, um sistema de geração de oxigénio a bordo (OBOGS) e o capacete JHMCS. Em 2005 a Grécia encomendou mais 30 F-16C/D conhecidos como Block 52+ Advanced, chamados Block 52M na Força Aérea Helénica devido ao seu computador de missão mais potente, com Link 16, um ecrã multifunção adicional com mapa móvel e capacidade para transportar um pod de reconhecimento; os primeiros foram entregues em maio de 2009 ao 335.º Esquadrão em Araxos. Para além de Fort Worth, a Turkish Aerospace Industries construiu sob licença 232 F-16 Block 30/40/50 em Ancara para a Força Aérea Turca no final dos anos 1980 e nos anos 1990, mais 46 Block 40 para o Egito e 30 Block 50 a partir de 2010, e a Korean Aerospace Industries produziu 140 Block 52 para o programa KF-16.

A frota americana de Block 40/42 e 50/52 foi unificada através do Common Configuration Implementation Program (CCIP), um esforço de modernização de 2.000 milhões de dólares que uniformizou a sua aviónica numa configuração comum baseada no Block 50/52, para simplificar o treino e a manutenção. A Lockheed Martin recebeu o contrato da primeira fase em junho de 1998, a produção de kits começou em 2000 e as entregas em julho de 2001; em 2007 a Korean Air ganhou um contrato para aplicar o CCIP, a atualização estrutural Falcon STAR e a manutenção a 100 F-16 da USAF até 2013, prolongando a vida útil da célula de 6.000 para 8.000 horas. Com a chegada do F-22 e a produção em massa do F-35, os C/D estão a ser retirados rapidamente: em 2024 a frota da USAF e da Guarda Nacional Aérea mantinha 123 F-16C Block 25, 200 Block 30, 100 Block 32, 200 Block 40 e 115 Block 42, além de 37 F-16D Block 40 e 100 Block 42. O Block 50/52 serviu mais tarde de base para o F-16E/F Block 60 dos Emirados Árabes Unidos e, como opção de atualização, para o F-16V.
Multimédia


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Noutros sítios
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