Variante do Boeing KC-135 Stratotanker
Boeing KC-135 Stratotanker KC-135R
KC-135A e alguns KC-135E remotorizados com turbofans CFM56 (F108): mais combustível para transferir, menor consumo e menos ruído; a principal versão do Stratotanker em serviço.
Ficha do Boeing KC-135 Stratotanker

- 2400 km
- Alcance
- 80
- Passageiros
História
O KC-135R é o Stratotanker com motores CFM56 e a versão que levou o tipo à sua sétima década de serviço. Não é uma aeronave de construção nova: a designação foi atribuída a KC-135A, e a alguns KC-135E, remotorizados no segundo e maior programa de modificação aplicado à frota. Esse programa substituiu os motores originais por turbofans de alta taxa de diluição CFM International CFM56, conhecidos pela designação militar F108 e produzidos conjuntamente pela General Electric e pela Safran. As fontes em inglês apresentam duas cifras sobre o seu alcance, que medem coisas diferentes: 500 aeronaves modificadas em todo o programa, que abrangeu também os reabastecedores KC-135Q que passaram a KC-135T, e mais de 417 células convertidas para o próprio padrão R. O artigo em espanhol fala de mais de 420 KC-135A equipados com os novos motores.
O ganho foi considerável. O CFM56 fornece 22.000 lbf (98 kN) de empuxo, quase o dobro do turbojato J57 que substituiu; a tabela de especificações do KC-135R indica o F108-CF-100 com 21.600 lbf (96,2 kN). Com os novos motores, o reabastecedor pode transferir até 50% mais combustível numa missão de longa duração, é 25% mais eficiente no consumo de combustível e custa 25% menos a operar do que com os motores anteriores. É também muito mais silencioso: o ruído na decolagem passou de 126 para 99 decibéis, uma redução de 27 decibéis que deixa o nível de pressão sonora em cerca de 5% do original. Para transferências de combustível comparáveis, o alcance operacional do KC-135R é 60% maior do que o do KC-135E, o que dá aos planejadores uma escolha mais ampla de bases.
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A célula mantém a configuração clássica do Stratotanker. Quatro turbofans pendem sob asas com enflechamento de 35 graus e elevam a aeronave a pesos brutos de até 322.500 libras (146.300 kg). Quase todo o combustível interno pode ser bombeado pela lança de reabastecimento, o método principal de transferência, controlada por um operador da lança que se deita de bruços na fuselagem traseira e observa o receptor através de uma janela na parte inferior da cauda, uma disposição herdada do KC-97. A tripulação básica é de três, piloto, copiloto e operador da lança, com um navegador acrescentado em algumas missões, e a cabine pode acomodar até 80 passageiros ou seis paletes 463L.
A frota R passou por sucessivos programas de aviônica. O Pacer-CRAG (bússola, radar e GPS), executado de 1999 a 2002, retirou o posto do navegador da tripulação padrão e substituiu o sistema de gestão de combustível; a Rockwell Collins desenvolveu-o e a BAE Systems instalou-o em Mojave. O Block 40.6 trouxe a conformidade com a gestão global do tráfego aéreo, e o Block 45 acrescentou um cockpit de vidro com visores digitais, um radioaltímetro, um piloto automático e diretor de voo digitais e novos computadores, substituindo instrumentos analógicos que já não podiam ser adquiridos; os primeiros 45 aviões atualizados tinham sido entregues em janeiro de 2017, com o trabalho realizado na Tinker AFB. A modificação Multi-point Refueling Systems pendura sob as asas casulos MK.32B da Flight Refueling Limited, de modo que os jatos táticos da Marinha, do Corpo de Fuzileiros Navais e da maioria dos países da OTAN possam reabastecer por sonda e cesto mantendo-se a lança de cauda, e dois receptores possam ser atendidos ao mesmo tempo. Oito aeronaves foram ainda modificadas para receber combustível elas próprias, os KC-135R(RT).
O modelo R foi também o membro da família mais exigido. Em 2006, a frota de KC-135R registrava em média 710 horas de voo por aeronave e por ano, contra 350 do KC-135E. A USAF fixou um limite de vida útil de 39.000 horas para o R, contra 36.000 para o E, e projetou que apenas algumas aeronaves o atingiriam até 2040. Um estudo de 2005 estimava que os KC-135E elevados ao padrão R poderiam servir até 2030, mas a conversão dos E restantes acabou por ser abandonada: teria custado cerca de 3 bilhões de dólares, uns 24 milhões por aeronave. No ano fiscal de 2001, os modelos R custavam em média cerca de 3,7 milhões de dólares por aeronave em custos totais, contra 4,6 milhões do E.
Fora dos Estados Unidos, a Força Aérea da República de Singapura recebeu quatro antigos KC-135R da USAF a partir de setembro de 1999 e usou-os ocasionalmente em voos VIP, de evacuação aeromédica e de apoio até junho de 2019, quando seis Airbus A330 MRTT os substituíram. A Força Aérea Turca opera sete. Israel, a quem os KC-135 foram oferecidos de novo em 2013, rejeitou o KC-135E, mas disse que consideraria até uma dúzia dos modelos R mais recentes. A empresa privada Metrea, anteriormente Meta Aerospace, comprou os quatro aviões singapurianos em outubro de 2020 e recebeu-os no final de 2020; com mais onze adquiridos à Força Aérea e Espacial francesa em junho de 2024, lista quinze KC-135R.

O historial do tipo inclui várias perdas. A 10 de dezembro de 1993, um KC-135R da Wisconsin Air National Guard, o 57-1470, explodiu durante uma manutenção de rotina em terra na General Mitchell ANGB devido a uma bomba de combustível superaquecida, matando seis sargentos de manutenção. A 7 de abril de 1999, o 57-1418 foi destruído na Tinker AFB durante uma verificação da pressurização da cabine, tendo as suas válvulas de alívio ficado bloqueadas após uma manutenção anterior; ninguém ficou ferido. A 26 de setembro de 2006, o 63-8886 foi atingido na Base Aérea de Manas por um Tu-154 da Altyn Air que descolava, e foi dado como perda total. A 3 de maio de 2013, o 63-8877 desintegrou-se em voo depois de sair de Manas, quando um dutch roll não reconhecido, causado por uma avaria na unidade de comando hidráulico do leme de direção, sobrecarregou a cauda; os seus três tripulantes morreram perto de Chorgolu, no Quirguistão. A 12 de março de 2026, dois KC-135R, que se crê serem o 63-8017 e o 60-0347, colidiram sobre o oeste do Iraque durante a guerra do Irã de 2026; o 63-8017 aterrou em Ben Gurion, enquanto o Comando Central dos EUA confirmou no dia seguinte que todos os seis a bordo do 60-0347 tinham morrido. O KC-135R 60-0329 está exposto no Air Park do National Museum of the United States Air Force, em Dayton, no Ohio.
Multimédia
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Noutros sítios
Onde vê-lo hoje
| Série | Local | Cidade | País | Situação |
|---|---|---|---|---|
| 60-0329 | National Museum of the United States Air Force | Dayton | Estados Unidos | Em exposição |
| Exposto no parque exterior do museu nacional da USAF. | ||||
Lista revista em 31 de outubro de 2026 com base em Wikipedia (EN): Boeing KC-135 Stratotanker, Aerial Visuals Airframe Dossier.


