Família: Titan
Titan II
Estatísticas de lançamentos
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- Lançamentos totais
- 0
- Sucessos
- 0
- Falhas
- —
- Taxa de sucesso


































O Titan II foi o míssil intercontinental de dois andares que a Glenn L. Martin Company derivou do Titan I e que chegou a transportar a maior ogiva nuclear do arsenal norte-americano. Adaptado depois como lançador espacial, colocou em órbita as doze cápsulas Gemini e continuou a voar até 2003.
Desenho de três vistas


História
O Titan II sucedeu ao Titan I — o primeiro míssil intercontinental norte-americano de dois andares e o primeiro lançável a partir de silo — com o dobro da carga útil e uma mudança decisiva de propulsante: em vez da combinação criogénica do modelo anterior, empregava propulsantes hipergólicos armazenáveis à base de hidrazina, que se acendiam com fiabilidade ao contacto e não exigiam um enchimento prévio ao lançamento. Isso encurtou o tempo de reação e permitiu dispará-lo do interior do silo. Cada andar media três metros de diâmetro, com depósitos de combustível e de oxidante em tandem cujas paredes faziam de pele do míssil, e o veículo completo chegava aos 154.000 quilogramas de massa. Alcançou capacidade operacional inicial em outubro de 1963 com uma única ogiva W-53 num veículo de reentrada Mark 6.
O primeiro Titan II, o míssil N-2, descolou da rampa LC-16 de Cabo Canaveral em março de 1962 e comportou-se muito bem: percorreu cerca de 8.000 quilómetros e depositou o seu veículo de reentrada na zona prevista. Os ensaios seguintes destaparam o problema que o programa arrastaria durante anos, a oscilação longitudinal conhecida como pogo, que preocupava especialmente porque o míssil se destinava a levar tripulações. Como arma viveu um quarto de século em silos do Comando Aéreo Estratégico, com acidentes graves de fuga de propulsante pelo meio; após os acontecimentos de 1978 e 1980 a desativação do sistema começou em julho de 1982 e o último míssil, no silo 373-8 perto de Judsonia (Arkansas), foi desativado a 5 de maio de 1987.
A sua carreira espacial foi paralela e mais longa. A versão Titan II GLV lançou as doze cápsulas do programa Gemini, dez delas tripuladas, em meados dos anos sessenta. Depois, os mísseis retirados foram reconvertidos em lançadores: designados Titan 23G, mal precisaram de alterações para além da interface da carga, e o primeiro voou com êxito a 5 de setembro de 1988 a partir de Vandenberg. Entre as suas cargas esteve a sonda lunar Clementine da NASA, lançada em janeiro de 1994. O último Titan II descolou a 18 de outubro de 2003 com um satélite meteorológico do programa DMSP, a fechar quatro décadas de serviço com uma capacidade de 3.600 quilogramas em órbita baixa.
Cronologia de lançamentos
| Data | Base de lançamento | Resultado | Carga útil |
|---|
Versões
| LGM-25C Titan II | Titan II GLV | Titan 23G | |
|---|---|---|---|
| Primeiro lançamento | 16 de março de 1962 | 8 de abril de 1964 | 5 de setembro de 1988 |
| Último lançamento | — | 11 de novembro de 1966 | 18 de outubro de 2003 |
| Altura | 31,4 m | 33,2 m Melhor valor da linha | 31,4 m |
| Diâmetro | 3,1 m Melhor valor da linha | 3,1 m Melhor valor da linha | 3,1 m Melhor valor da linha |
| Massa | 154 000 kg | 154 200 kg Melhor valor da linha | 117 020 kg |
| Impulso à descolagem | 1900 kN Melhor valor da linha | — | 1900 kN Melhor valor da linha |
| Andares | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha | 2 Melhor valor da linha |
| Capacidade para LEO | — | 3580 kg | 3600 kg Melhor valor da linha |
| Reutilizável | Não | Não | Não |
Imagens

































