Variante do MBB Bo 105

MBB Bo 105 Bo 105LS A3

Versão de maior potência da série L, fabricada em cooperação com a filial canadiana: fuselagem alongada do CBS com turbinas Allison 250-C28C de 373 kW, certificada em julho de 1986 com 2600 kg de peso de descolagem e, desde outubro de 1995, 2850 kg com carga externa como LS A3 «Superlifter».

Ficha do MBB Bo 105

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História

O Bo 105LS (o L da série lê-se «Lift») é a resposta da MBB às operações em condições de calor e altitude, nas quais a potência dos Allison 250-C20B se revelava insuficiente. Em 1984 desenvolveu-se o Bo 105LS, combinando a fuselagem alongada do Bo 105CBS com turbinas Allison 250-C28C mais potentes, com o duplo objetivo de aumentar o peso máximo de descolagem e melhorar o desempenho em condições hot-and-high. A Wikipédia alemã descreve a série L como dotada de um grupo motopropulsor novamente reforçado, disponível desde 1984, e enumera as suas subvariantes: LS A-1, LS A-2, LS A-3 e LS B-1, sendo esta última um protótipo de ensaio com turbinas PW105B que não passou à produção. A modificação de alongamento, desenvolvida originalmente com a Boeing Vertol, foi adotada pela MBB para as versões CS, CBS e LS.

O LS A1 de 1984 foi a primeira versão com a fuselagem alongada e os 250-C28C. O LS A3, desenvolvido em 1986, elevou o peso máximo de descolagem para 2600 kg: os seus Allison 250-C28 rendem 373 kW (507 cv) cada um, contra os 313 kW do CB, e a versão recebeu a certificação em julho de 1986. Em 1995 chegou o LS A3 «Superlifter», com o peso máximo de missão aumentado para 2850 kg; segundo a Wikipédia alemã, desde outubro de 1995 esses 2850 kg foram autorizados com cargas externas, isto é, suspensas em gancho. A Wikipédia inglesa compara a capacidade de carga do Bo 105CBS-5 Superfive com a do LS A3 Superlifter, que assim permanecia como o Bo 105 de maior capacidade da família.

A particularidade industrial do LS é a sua origem canadiana. As principais instalações de produção do Bo 105 estavam na Alemanha e no Canadá, e o Bo 105LS foi fabricado ao abrigo de um acordo de cooperação com a Eurocopter Canada, a filial norte-americana do grupo; a Wikipédia alemã regista as certificações canadianas CDN-B, CDN-B4, CDN-BS, CDN-BS-2, CDN-BS-4 e CDN-BS-5 das células dessa linha. O Canadá foi também um mercado natural do tipo: a Guarda Costeira canadiana operou Bo 105 até 2016, quando recebeu os seus Bell 429, e a International Test Pilots School canadiana figura entre os seus operadores. O último Bo 105 produzido foi comprado em 2009 pelo operador canadiano de serviços médicos de emergência Dam Helicopters, com o que a série L encerrou a produção de uma família que, contando as licenças no Canadá, na Indonésia, nas Filipinas e em Espanha, alcançou cerca de 1640 exemplares, 1404 deles construídos na Alemanha.

No conjunto, a série L representa o teto de crescimento do Bo 105 dentro da sua célula original: mais motor e mais peso sobre a mesma célula de duas toneladas que tinha voado pela primeira vez a 16 de fevereiro de 1967, o primeiro helicóptero com cabeça de rotor rígida sem articulações de titânio e pás de fibra de vidro reforçada. Segundo a Airbus, desde a primeira entrega em 1970 mais de 300 clientes em todo o mundo compraram cerca de 1400 aparelhos, empregues no socorro aéreo, como helicóptero policial e militar e para transporte VIP, de passageiros e de carga; o LS canadiano foi o que levou mais longe a capacidade de carga dessa família. Para ir mais além, a MBB e depois a Eurocopter recorreram a novos projetos, o BK 117 com a Kawasaki e o Bo 108 que se tornaria no EC 135.