Avião comercial · Civil · Países Baixos

Fokker 100

Comparar

30 de novembro de 1986
Primeiro voo
1988
Entrada ao serviço
Em serviço
Estado
283
Unidades construídas

O Fokker 100 — designação oficial de certificação F28 Mark 0100 — é o birreator regional com o qual a indústria aeronáutica neerlandesa tentou conservar um espaço próprio no mercado dos cem lugares durante os anos oitenta e noventa. Nascido do Fokker F28 Fellowship, alongou a fuselagem do seu antecessor em 5,74 m, adotou turbofans Rolls-Royce Tay, uma asa nova e um cockpit digital, e passou de 85 para um máximo de 109 passageiros, mantendo a fórmula de motores na cauda e empenagem em T herdada do Fellowship. Anunciado em 1983 e com primeiro voo em 30 de novembro de 1986, obteve a aprovação da variante em 20 de novembro de 1987 e começou a ser entregue à Swissair em fevereiro de 1988. A sua carreira comercial arrancou com força: a American Airlines encomendou 75 unidades, a TAM Transportes Aéreos Regionais 50 e a USAir 40, e o modelo tornou-se presença habitual nas rotas curtas da Europa, do Brasil, dos Estados Unidos e da Austrália. O sucesso do produto não evitou o desfecho industrial. A Fokker acumulou prejuízos durante anos, entrou em falência em março de 1996 e a linha de produção parou no início de 1997, depois de 283 entregas, além dos dois protótipos. As tentativas de ressuscitar o programa — a Rekkof Restart, a Netherlands Aircraft Company, o projeto F120NG — nunca passaram do papel nem da maquete financeira. A sua longevidade, em contrapartida, foi notável. Concebido para 90.000 aterragens e apoiado durante décadas pela Fokker Services, o modelo continuou a voar muito depois do encerramento da fábrica: sobretudo na Austrália, ao serviço da indústria mineira, e no Irão. Em agosto de 2019 ainda operavam 126 unidades em companhias aéreas; em maio de 2024 restavam 66 em serviço em todo o mundo, e em fevereiro de 2026 a QantasLink avançava com a retirada da sua frota, com exemplares como o VH-NHO já doados a museus.

História

Do Fellowship ao Mark 0100

Quando a Fokker equacionou, no início dos anos oitenta, a sucessão do F28 Fellowship, não partiu de uma folha em branco. O fabricante neerlandês ocupava uma posição delicada num mercado dominado pela Boeing e pela McDonnell Douglas, e o caminho razoável era explorar ao máximo um projeto que já conhecia e que já tinha clientes. A solução foi o F28 Mark 0100, comercializado como Fokker 100: um Fellowship Mark 4000 remotorizado, alongado e modernizado ao ponto de se tornar um avião diferente em quase tudo, exceto na silhueta.

O pedido de certificado de tipo foi apresentado em 25 de março de 1983 e o programa foi anunciado nesse mesmo ano. A Fokker construiu dois protótipos. O primeiro, matriculado PH-MKH, voou em 30 de novembro de 1986; o segundo, PH-MKC, seguiu-se em 25 de fevereiro de 1987. Face ao F28, cujas versões de maior capacidade acomodavam 85 passageiros, o novo avião visava o segmento dos cem lugares, então mal servido: demasiado grande para as turbo-hélices regionais e demasiado pequeno para os birreatores de corredor único da concorrência.

Conceção: asa, motores e cockpit novos sobre uma silhueta conhecida

A alteração mais visível foi o alongamento da fuselagem em 5,74 m (18,83 ft), suficiente para passar de 85 para um máximo de 109 passageiros. A alteração mais importante, contudo, estava nas extremidades. Os antigos Rolls-Royce Spey do F28 deram lugar a dois Rolls-Royce RB.183 Tay de alta razão de derivação, muito mais silenciosos e sensivelmente menos consumidores, montados na mesma posição traseira e sob a mesma empenagem em T que o Fellowship partilhava conceptualmente com a família Douglas DC-9.

A asa foi alargada em 3,0 m e recebeu flaps novos e ailerons maiores; os bordos de ataque e de fuga foram prolongados para melhorar a aerodinâmica e aumentar a corda. A Fokker afirmava que a asa resultante era 30 % mais eficiente em cruzeiro do que a do F28, e conseguia-o sem abdicar da simplicidade de um bordo de ataque fixo, sem dispositivos hipersustentadores móveis dianteiros para manter. O estabilizador horizontal foi alargado em 1,4 m e o trem de aterragem foi reforçado com rodas e travões novos para absorver os pesos máximos, mais elevados. A capacidade de combustível, a velocidade máxima e o teto de serviço, por sua vez, mantiveram-se nos valores do Fellowship.

A cabina de pilotagem foi o outro salto geracional. O Fokker 100 estreou um cockpit de vidro com sistema eletrónico de instrumentos de voo Rockwell Collins DU-1000, sistema de gestão de voo, piloto automático e diretor de voo com capacidade de aterragem automática CAT III, sistema de gestão do impulso e aviónica ARINC completa: um equipamento próprio de um avião muito maior, e um dos trunfos comerciais do modelo. Um pormenor exterior denuncia à primeira vista o Mark 0100 face ao seu antecessor: o Fokker 100 prescinde das janelas auxiliares que o F28 tinha sobre os para-brisas da cabina.

Certificação e entrada em serviço

A variante foi aprovada em 20 de novembro de 1987 e as primeiras entregas começaram em fevereiro de 1988, com a Swissair como cliente de lançamento. Esses primeiros aviões montavam o Tay Mk 620-15, com um impulso unitário de 13.850 lbf. Os operadores que exigiam melhores prestações em pistas curtas ou em aeroportos quentes e elevados receberam depois a versão com o Tay Mk 650-15, de 15.100 lbf, que também elevava o peso máximo à descolagem e o alcance com carga paga máxima.

As grandes encomendas

A aceitação comercial foi rápida. A American Airlines encomendou 75 unidades, a TAM Transportes Aéreos Regionais 50 e a USAir 40, nos três casos com a motorização mais potente. A encomenda da American, fechada em março de 1989 e avaliada em cerca de 3,1 mil milhões de dólares, não foi apenas a maior alguma vez recebida pela Fokker: foi a maior encomenda obtida até então por uma empresa neerlandesa. Em 1991 a fábrica tinha produzido 70 unidades e acumulava mais de 230 encomendas, e em agosto desse ano o modelo incorporava a frota da American.

Variantes e derivados

Sobre a célula básica desenvolveram-se várias derivações. Em 1993 foi introduzida uma versão de alcance alargado com depósitos suplementares na fuselagem central, e em 1994 uma versão de conversão rápida passageiros/carga designada Fokker 100QC. Nesse mesmo 1993 surgiu o derivado mais importante: o Fokker 70, obtido encurtando 4,70 m de fuselagem e reduzindo a capacidade para cerca de 80 lugares, pensado como sucessor direto do velho F28 e com primeiro voo em abril de 1993. Ambos os modelos partilham uma grande comunalidade de sistemas e a mesma habilitação de tipo para os pilotos, o que permitia a uma companhia aérea operar as duas capacidades com um único quadro técnico.

Em sentido inverso, a Fokker estudou um alongamento até cerca de 130 lugares, o Fokker 130, que nunca chegou a ser construído. Já no mercado de segunda mão surgiram outros destinos: em 2003 a Fokker Services lançou o Fokker 100EJ (Executive Jet), uma remanufatura de aviões de linha usados oferecida por cerca de 12 milhões de dólares com três configurações de luxo entre 19 e 31 lugares — duas delas com suite principal e duche — e um sistema de combustível auxiliar que alargava o alcance em cerca de 1.600 km. No final de 2009 havia seis Fokker 100 em serviço VIP e mais dois numa configuração corporativa de 50 lugares. Empresas alheias ao fabricante, como a Phoenix Aero Solutions, ofereceram também programas de conversão para cargueiro.

A falência da Fokker e o fim da produção

O bom produto não salvou a empresa. Durante a primeira metade dos anos noventa, a Fokker e a DASA exploraram uma relação comercial no setor regional, e em 1993 o grupo alemão comprou 40 % do fabricante neerlandês. Por volta de 1995 ambas as empresas atravessavam dificuldades financeiras e a DASA optou por abandonar o mercado de aviões regionais; em junho de 1996 vendeu a maioria da Dornier à Fairchild Aircraft, de onde nasceu a Fairchild Dornier. A Fokker, que arrastava prejuízos acumulados de vários exercícios apesar do sucesso do 100, entrou em falência em março de 1996. A produção parou no início de 1997, após 283 entregas e dois protótipos.

Também se explorou a venda parcial ou total da empresa à Bombardier, mas as conversações não vingaram. O negócio de manutenção do modelo acabou nas mãos da neerlandesa Stork B.V., que adotou o nome de Fokker Aviation e continuou a dar apoio aos operadores. A pressão concorrencial que rematou o programa vinha de baixo: os alongamentos sucessivos dos jatos regionais da Bombardier e da Embraer estreitaram o espaço do Fokker 70/100 até o tornarem inviável, a mesma dinâmica que levou a família Fairchild Dornier 728.

As tentativas de ressurreição

Em 1999, um grupo de Amesterdão chamado Rekkof Restart — «Rekkof» é «Fokker» ao contrário — anunciou negociações para reabrir as linhas do Fokker 70 e do 100. Durante a década de 2000 constituiu-se a Netherlands Aircraft Company, também conhecida como NG Aircraft, com o mesmo propósito, entre atrasos e falsos arranques. Em março de 2010 a empresa declarou ter assegurado financiamento do Ministério da Economia neerlandês para adaptar um Fokker 100 existente como protótipo de uma série melhorada de construção nova, e nesse mesmo mês anunciou o seu interesse em converter aparelhos usados ao novo padrão. Em março de 2011 foi anunciada uma parceria com o governo do Brasil para reviver o modelo.

Em julho de 2014 o diretor executivo da NG Aircraft, Maarten Van Eeghen, detalhou o projeto F120NG: um avião de construção nova para 125 a 130 passageiros, essencialmente um Fokker 100 alongado, com motores Pratt & Whitney PurePower PW1X17G de 17.600 lbf que, segundo a empresa, reduziriam o consumo por lugar a metade em relação ao original. A data mais cedo de entrada em serviço então prevista era 2019, após um desenvolvimento de cinco anos. Nenhum destes projetos chegou a materializar-se.

Uma segunda vida: Austrália, Irão e usos especiais

As retiradas começaram cedo nos grandes operadores. Em 2000, para responder à irrupção da Legend Airlines, a American reconfigurou cinco Fokker 100 numa disposição monoclasse de 56 lugares de classe executiva para contornar as restrições da Wright Amendment a partir de Dallas Love Field, e acrescentou depois um sexto; após os atentados de 11 de setembro de 2001 o serviço foi cancelado e esses aviões ficaram em terra. No final de 2002 a companhia decidiu retirar antecipadamente toda a sua frota de 74 unidades pelos seus custos de operação, substituindo-as em 2004 por jatos regionais menores operados pela American Eagle. A Grande Recessão do final da década acelerou o processo: em março de 2009 a Mexicana anunciou o arrendamento de 25 Boeing 717 para substituir os seus 25 Fokker 100, e em setembro desse ano a Mandarin Airlines retirou os últimos exemplares do tipo no leste asiático. Muitos aparelhos foram desmantelados; outros voltaram ao serviço em novas mãos.

O refúgio do modelo foi o hemisfério sul. Em agosto de 2019 ainda operavam 126 unidades em companhias aéreas, boa parte delas na Austrália, com a Alliance Airlines e a QantasLink a apoiar a indústria mineira, com taxas de utilização baixas para uma companhia aérea — da ordem das 1.200 horas anuais — mas com ciclos exigentes. Em agosto de 2009 a australiana Skywest Airlines tinha equipado a sua frota de Fokker 70 e 100 com um novo sistema de navegação por satélite que permitia aproximações mais curtas de noite e com mau tempo, poupando tempo e combustível e alargando a lista de aeroportos utilizáveis. Em junho de 2015 a Austrian Airlines, um dos maiores operadores europeus, aprovou a substituição dos seus Fokker 70 e 100 — com uma idade média de frota de 21 anos — por Embraer 195 em segunda mão; em novembro desse ano a Alliance Airlines comprou em bloco os quinze Fokker 100 e seis Fokker 70 austríacos.

O modelo encontrou ainda usos que o fabricante não tinha previsto. Desde 2015 a Direction générale de l'armement francesa emprega Fokker 100 como banco de ensaios voador, o ABE-NG (Avion Banc-d'Essais de Nouvelle Génération), em substituição do Dassault Falcon 20: o primeiro, proveniente da companhia Régional, foi equipado com o nariz do Rafale, o radar de exploração eletrónica ativa Thales RBE2, equipamentos optrónicos, o pod de reconhecimento Reco NG sob a fuselagem e mísseis ar-ar MBDA MICA, prevendo-se a incorporação de mais quatro. Vários governos operaram também o modelo em configuração de transporte oficial.

Acidentes e ocorrências marcantes

O historial do modelo inclui vários acidentes graves, dois deles muito ligados à contaminação das asas por gelo. Em 5 de março de 1993 o voo 301 da Palair Macedonian Airlines despenhou-se pouco depois de descolar de Skopje com destino a Zurique, com 83 mortos dos 97 ocupantes. Em 31 de outubro de 1996 o voo 402 da TAM Transportes Aéreos Regionais caiu após descolar de São Paulo-Congonhas e morreram 99 pessoas, todos os ocupantes e quatro em terra. Em 9 de julho de 1997, no voo 283 da TAM, a explosão de uma bomba na parte traseira da cabina abriu um rombo de 2 por 1,5 m e provocou uma descompressão que arrastou um passageiro para fora do avião; o aparelho aterrou de emergência em São Paulo.

Já no século XXI, em 23 de maio de 2001 o trem principal direito do voo 1107 da American Airlines, matrícula N1419D, colapsou ao aterrar em Dallas/Fort Worth por um defeito de fabrico: não houve feridos graves entre os 88 passageiros e 4 tripulantes, mas o avião foi abatido ao serviço. Em 15 de setembro de 2001 o voo 9755 da TAM sofreu a falha não contida de um motor que partiu três janelas e custou a vida a um passageiro. Em 25 de janeiro de 2007 o voo 7775 da Air France despenhou-se ao descolar de Pau: os 54 ocupantes escaparam, morreu uma pessoa em terra e a investigação do BEA atribuiu o acidente ao gelo nas asas. Em 25 de dezembro de 2012 o voo 11 da Air Bagan tocou o solo antes da pista em Heho com dois mortos, e em 27 de dezembro de 2019 o voo 2100 da Bek Air perdeu altitude ao descolar de Almaty e chocou contra um edifício, com 12 vítimas mortais dos 98 ocupantes; também aqui se determinou uma perda de sustentação por acumulação de gelo. O Cazaquistão suspendeu indefinidamente as operações do modelo no seu espaço aéreo e, em 17 de abril de 2020, a autoridade de aviação cazaque retirou à companhia o seu certificado de operador e os certificados de aeronavegabilidade dos seus Fokker 100. Um episódio de outra natureza foi o roubo de diamantes no aeroporto de Bruxelas de 18 de fevereiro de 2013, no qual oito homens armados subtraíram cerca de 50 milhões de dólares em pedras e dinheiro que estavam a ser carregados num Fokker 100 da Helvetic Airways.

Prestações e dados característicos

O Fokker 100 mede 35,53 m de comprimento, com 28,08 m de envergadura, 93,5 m² de superfície alar e 8,50 m de altura. A fuselagem tem 3,30 m de largura e a cabina 3,10 m, com 2,01 m de altura interior. A tripulação de voo é de dois pilotos e a disposição típica vai de 97 lugares em duas classes até um máximo de 122, com espaçamentos de assento entre 29 e 36 polegadas na primeira classe. Segundo o fabricante, a maioria dos aviões foi configurada com 100 lugares a um espaçamento generoso de 34 polegadas, e a certificação admite até 109 passageiros a 32 polegadas.

O peso vazio é de 24.375 kg na versão mais leve e 24.541 kg na mais pesada, com pesos máximos à descolagem de 43.090 e 45.810 kg respetivamente e cargas pagas máximas de 11.242 e 11.993 kg. A capacidade de combustível é de 13.365 litros. A velocidade máxima de cruzeiro é de 845 km/h, equivalente a Mach 0,77, e o teto de serviço de 35.000 ft. Com carga paga máxima o alcance vai de 1.323 nmi com os Tay 620-15 a 1.710 nmi com os 650-15; a corrida de descolagem ao peso máximo é de 4.988 e 5.319 ft respetivamente.

Suporte, durabilidade e legado

A estrutura foi concebida para 90.000 aterragens, um número elevado que explica boa parte da longevidade do modelo em operações de ciclo curto como as australianas. A manutenção da célula organiza-se com visitas maiores a cada 5.000 horas de voo e a maioria dos componentes principais, à exceção do trem e dos motores, é mantida segundo o estado. A Fokker Services — hoje Fokker Services Group, com armazém principal no aeroporto de Amesterdão-Schiphol e outros centros em Singapura-Seletar e em La Grange, perto de Atlanta — sustentou a frota com programas de troca e arrendamento de rotáveis, documentação digital e modificações aprovadas: navegação RNP 0.3, ADS-B Out V2, aproximações LPV ou tablets como pasta eletrónica de voo. No plano ambiental, o modelo declara emissões de hidrocarbonetos não queimados, monóxido de carbono e óxidos de azoto substancialmente abaixo dos limites CAEP/4 da OACI e níveis de ruído certificados mais de 16 EPNdB abaixo do exigido no capítulo 3 do anexo 16.

Sobre o balanço final do programa há uma discrepância entre fontes: o folheto informativo da Fokker Services Group cifra a produção em 278 aviões construídos até 1996, enquanto a contagem habitual fala de 283 entregas até ao encerramento da linha em 1997, mais os dois protótipos. Em qualquer das duas contas, o Fokker 100 foi o último avião de linha de uma empresa com quase oito décadas de história, e o seu desaparecimento deixou a Europa sem um fabricante independente no segmento dos cem lugares até à chegada dos Embraer E-Jets e do Airbus A318. Vários operadores manifestaram a intenção de o manter em voo para além de 2030, e a Fokker Services estimou que os exemplares construídos nos anos noventa poderiam continuar utilizáveis até 2035. Ainda assim, a retirada avança: em maio de 2024 restavam 66 aparelhos em serviço em todo o mundo e, em fevereiro de 2026, a QantasLink retirava os seus, com aviões como o VH-NHO já entregues a museus como o HARS de Parkes, em Nova Gales do Sul.

Variantes

Fokker 100 (Tay Mk 620-15)Fokker 70 (F28 Mark 0070)F120NGFokker 100EJFokker 100 (extended range)Fokker 100QCFokker 100 (Tay Mk 650-15)Fokker 130
Primeiro voo30 de novembro de 19864 de abril de 1993
Tipo de aeronaveRegional jet airlinerRegional jet airlinerRegional jet airliner projectExecutive jetRegional jet airlinerQuick-change regional jet airlinerRegional jet airlinerRegional jet airliner project
Grupo motopropulsor2 × Rolls-Royce Tay Mk 620-15 turbofans, 61.6 kN each2 × Rolls-Royce Tay Mk 620-15 turbofans, 61.6 kN each2 × Pratt & Whitney PurePower PW1X17G turbofans, about 78 kN (17,600 lbf) each2 × Rolls-Royce Tay Mk 620-15 or Tay Mk 650-15 turbofans, inherited from the converted airframe2 × Rolls-Royce Tay Mk 620-15 or Tay Mk 650-15 turbofans, the two powerplants EASA TCDS A.037 approves for the F28 Mark 01002 × Rolls-Royce Tay Mk 620-15 or Tay Mk 650-15 turbofans, depending on the donor airframe2 × Rolls-Royce Tay Mk 650-15 turbofans, 67.2 kN eachTwo rear-mounted turbofans; the project never settled on a powerplant.
Motorização2 × Rolls-Royce Tay Mk 620-152 × Rolls-Royce Tay Mk 620-152 × Pratt & Whitney PurePower PW1X17G2 × Rolls-Royce Tay Mk 620-15 / Tay Mk 650-152 × Rolls-Royce Tay Mk 620-15 / Tay Mk 650-152 × Rolls-Royce Tay Mk 620-15 / Tay Mk 650-152 × Rolls-Royce Tay Mk 650-152 × turbofan
Impulso unitário61,6 kN61,6 kN67,2 kN Melhor valor da linha
Comprimento35,5 m Melhor valor da linha30,9 m35,5 m Melhor valor da linha35,5 m Melhor valor da linha35,5 m Melhor valor da linha35,5 m Melhor valor da linha
Envergadura28,1 m Melhor valor da linha28,1 m Melhor valor da linha28,1 m Melhor valor da linha28,1 m Melhor valor da linha28,1 m Melhor valor da linha28,1 m Melhor valor da linha
Altura8,5 m Melhor valor da linha8,5 m Melhor valor da linha8,5 m Melhor valor da linha8,5 m Melhor valor da linha8,5 m Melhor valor da linha8,5 m Melhor valor da linha
Área alar93,5 m² Melhor valor da linha93,5 m² Melhor valor da linha93,5 m² Melhor valor da linha93,5 m² Melhor valor da linha93,5 m² Melhor valor da linha93,5 m² Melhor valor da linha
Peso vazio24 375 kg22 673 kg Melhor valor da linha24 541 kg
MTOW43 090 kg41 730 kg45 810 kg Melhor valor da linha45 810 kg Melhor valor da linha45 810 kg Melhor valor da linha
Velocidade máxima837 km/h
Velocidade de cruzeiro845 km/h Melhor valor da linha845 km/h Melhor valor da linha845 km/h Melhor valor da linha
Teto de serviço10 668 m Melhor valor da linha10 668 m Melhor valor da linha10 668 m Melhor valor da linha10 668 m Melhor valor da linha10 668 m Melhor valor da linha10 668 m Melhor valor da linha
Razão de subida inicial10,2 m/s15,2 m/s Melhor valor da linha
Alcance2450 km3410 km Melhor valor da linha3167 km
Raio de ação0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha0 km Melhor valor da linha
Condições de alcance2,450 km with maximum payload.3,410 km. EASA TCDS A.037 also caps the F28 Mark 0070 maximum operating altitude at 10,668 m (35,000 ft).No published range figures: the programme was never launched.Range inherited from the donor Fokker 100 airframe.Extended-range version introduced in 1993 with supplementary tanks and MTOW raised to 45,810 kg.Shares the airframe and the range performance of the standard Fokker 100.3,167 km with maximum payload. EASA TCDS A.037 sets the maximum operating altitude at 10,668 m (35,000 ft).No published range figures: the project never left the drawing board.
ArmamentoNoneNoneNoneNoneNoneNoneNoneNone
Carga bélica máxima0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha0 kg Melhor valor da linha
Carga útil11 242 kg9300 kg11 993 kg Melhor valor da linha
Capacidade de cargaUp to 122 seats and a maximum payload of 11,242 kg; this is the powerplant of the early deliveries, with a 43,090 kg MTOW.Up to 85 certified seats (79 in the typical single-class layout) and a maximum payload of 9,300 kg.Stretch of the Fokker 100 proposed by NG Aircraft for 125-130 seats. Never built."Executive Jet" conversion started in 2003 on used airframes, seating up to 31.Up to 122 seats; carries additional fuel tanks housed in the centre fuselage.Quick-change passenger/freighter version launched in 1994: the cabin is reconfigured between seats and cargo.Up to 122 seats in the high-density layout with the extra left rear door; 109 in the standard arrangement and 97 in two classes. Maximum payload 11,993 kg.Proposed stretch of the Fokker 100 for some 130 seats. Never built.
Tripulação2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha2 Melhor valor da linha
Passageiros12285130 Melhor valor da linha31122130 Melhor valor da linha
Unidades construídas47 Melhor valor da linha00

Vídeos

  • Out Now: Just Flight Fokker 70/100 Mini Review - Is It Worth the Money? | Real Airline PilotA330 Driver26 de junho de 2026 · 12:52 · EnglishVer no YouTube
  • Why Pilots Trusted the Fokker 100 But the company FAILEDFlight Heritage21 de maio de 2026 · 14:18 · English · Traduzido para Español, Français, Deutsch, Português, ItalianoVer no YouTube
  • QantasLink Fokker 100 Final Flight | From Perth to MuseumDrBear Aviation11 de fevereiro de 2026 · 9:19 · English · Traduzido para Español, Français, Deutsch, Português, ItalianoVer no YouTube
  • Why Does This Airline STILL Operate Fokkers in 2025!? - Alliance Airlines Fokker 100 ReviewKSEA Flyer2 de setembro de 2025 · 16:59 · EnglishVer no YouTube
  • Fokker 100: del éxito total a la perdiciónSkyShips en Español9 de setembro de 2024 · 15:58 · EspañolVer no YouTube
  • Fokker 100 | From success to failureSkyships Eng25 de julho de 2024 · 13:21 · English · LegendasVer no YouTube
  • Fokker 100 | От успеха к крахуSkyShips24 de julho de 2024 · 13:16 · Traduzido para EnglishVer no YouTube
  • O acidente que parou São Paulo - Fokker 100 #EdiçãoEspecial | EP. 1215Aviões e Músicas25 de fevereiro de 2024 · 30:30 · PortuguêsVer no YouTube
  • The Dutch Made Jet: The Story Of The Short Lived Fokker 100Simple Flying4 de dezembro de 2021 · 4:48 · English · LegendasVer no YouTube
  • Flying in the QantasLink Fokker 100 from Kalgoorlie to PerthPaul Stewart28 de agosto de 2021 · 9:28 · EnglishVer no YouTube
  • Beautiful Fokker 100 Take-Off at Bern - coolest Pilots EVER!!Matt's Aviation Channel29 de novembro de 2020 · 2:26 · EnglishVer no YouTube
  • A história do Acidente com o Fokker 100 em Congonhas EP. 608Aviões e Músicas26 de abril de 2020 · 27:41 · Português · Legendas · Traduzido para Español, EnglishVer no YouTube
Ver as 5 restantes
  • Helvetic Fokker 100 POWERFUL TAKEOFF with scenic Zurich views!!! [AirClips]Air-Clips.com18 de outubro de 2016 · 13:14 · EnglishVer no YouTube
  • Fokker 100Art Bodger8 de maio de 2016 · 13:37 · EnglishVer no YouTube
  • Avianca Fokker 100 Special OpsJust Planes21 de setembro de 2013 · 5:08 · EnglishVer no YouTube
  • RLD certificatie van de Fokker 100 deel 1Anthony Fokker20 de junho de 2010 · 10:05Ver no YouTube
  • FIRST MAIDEN FLIGHT FOKKER 100 PROTOTYPEdutchvolvofan31 de janeiro de 2009 · 5:06 · EnglishVer no YouTube