Variante do Eurofighter Typhoon
Eurofighter Typhoon T1
Versão bilugar de conversão e treino do Eurofighter Typhoon, correspondente ao primeiro lote da Tranche 1. Partilhando a célula e o motor do monolugar, converteu tripulações do Tornado e do Jaguar e tornou-se a base a partir da qual foi construído ou atualizado o Typhoon T3 da RAF.

- 15 de abril de 2002
- Primeiro voo
História
O Typhoon T1 é a versão bilugar do primeiro lote de produção do Eurofighter Typhoon: em terminologia do programa, um treinador bilugar da Tranche 1, lote 1, concebido para a conversão de tripulações e treino avançado, e não como uma aeronave de combate degradada. Desde o início, o consórcio construiu o bilugar em torno da mesma célula, motores e aviónica principal do monolugar, cedendo parte do combustível interno para acomodar o segundo cockpit em tandem, de modo que as tripulações treinassem numa aeronave que voava como aquela que pilotariam depois a solo.
A linhagem começa com as aeronaves de desenvolvimento. O DA4 bilugar, a segunda célula de desenvolvimento da BAE Systems, realizou o seu primeiro voo em março de 1997 e foi amplamente usado para maturar o conjunto de aviónica, antes de ser retirado de serviço em 13 de dezembro de 2006, passando depois a treinar especialistas de terra da Royal Air Force. Em Espanha, o DA6 (codificado XCE.16-01), saído da fábrica da CASA em Sevilha, era igualmente bilugar e realizou o seu primeiro voo em 24 de fevereiro de 1997, embora tenha acabado por se perder quando ambos os motores falharam durante uma operação a partir de Getafe. O primeiro Typhoon T1 propriamente dito foi um dos Instrumented Production Aircraft, o IPA1, que realizou o seu voo inaugural em 15 de abril de 2002 e permaneceu na frota de ensaios da BAE Systems.
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Os bilugares abriram também a produção em série em três das quatro nações parceiras. Em 13 de fevereiro de 2003, o GT001, a primeira aeronave de série alemã e um Production Standard Twin Seat, voou a partir de Manching como o primeiro dos 180 aparelhos previstos para a força aérea alemã. Pouco mais de uma hora separou os voos inaugurais, em 14 de fevereiro de 2003, do italiano IT001, a partir de Caselle, e do britânico BT001 (matrícula ZJ800), a partir de Warton, o primeiro dos 232 aparelhos então previstos para a RAF; ambos eram igualmente bilugares no padrão de produção. A Espanha seguiu-se em 17 de fevereiro de 2003 com o ST001, designado CE.16-01, a voar a partir da base aérea de Getafe. Na nomenclatura nacional, o bilugar italiano foi designado TF-2000A, face ao monolugar F-2000A, e o espanhol CE.16, face ao C.16.
A repartição interna das encomendas mostra a importância que a versão de treino teve. Em 21 de setembro de 1998, a Alemanha assinou o contrato do primeiro lote de produção, com 44 Eurofighter, dos quais 28 monolugares e 16 treinadores bilugares; no segundo lote, de 68 aeronaves, o número de bilugares caiu para 10, e no terceiro para 7, um sinal claro de que a conversão das frotas exigia muitas mais aeronaves de comando duplo do que a sua sustentação posterior. A Tranche 1 totalizou 148 aeronaves, com 55 para o Reino Unido, 44 para a Alemanha, 29 para a Itália e 20 para a Espanha.
No serviço britânico, o T1 foi a ferramenta com que a RAF construiu a sua transição a partir do Tornado F3 e do Jaguar. A data oficial de entrada em serviço do primeiro Typhoon T1 da RAF, matrícula ZJ803, foi 30 de junho de 2003, com entrega formal em 18 de dezembro, momento em que o No. 17 Squadron iniciou um programa de voo completo; o ZJ800 do No. XVII (R) Squadron, fotografado em RAF Waddington em junho de 2004, foi a primeira aeronave de produção completa da RAF a voar. Em 2005, o No. 17 Squadron, unidade de avaliação operacional, e o No. 29 Squadron, unidade de conversão operacional, mudaram-se para RAF Coningsby para estabelecer a capacidade operacional inicial. Os bilugares participaram também em ensaios longe de casa: o ZJ804 (ISPA1), de construção britânica, deixou Warton em 3 de fevereiro de 2005 para Lajes e depois para China Lake, no âmbito do Exercise High Rider, tripulado por um piloto de ensaios da BAE Systems e um piloto da Typhoon OEU.
O segundo lote da Tranche 1 recebeu uma designação própria, Typhoon T1A. Uma mudança de lote não justificaria normalmente um nome diferente, mas estas aeronaves incorporavam uma modificação no sistema de combustível que corrigia um problema no indicador de combustível identificado na frota de desenvolvimento. Com a chegada do padrão Block 5, os bilugares construídos ou atualizados a partir do T1 passaram a ser conhecidos como Typhoon T3, tal como o monolugar F2 passou a FGR4; a nomenclatura britânica emparelhava assim T.1 e F.2 para os Blocks 1 e 2 com T.3 e FGR.4 a partir do Block 5. A RAF recebeu a sua centésima aeronave em 28 de janeiro de 2013.

O custo de manter atualizadas as aeronaves mais antigas acabou por decidir o seu destino. As aeronaves da Tranche 1, bilugares incluídos, permaneceram limitadas em relação aos padrões posteriores, e a sua atualização revelou-se cara e incompatível com bases de aviónica mais modernas. Em março de 2021, o Reino Unido anunciou planos para retirar a sua frota da Tranche 1 até 2025; segundo respostas dadas no Parlamento, 26 das 30 aeronaves desse lote tinham sido retiradas e abatidas até setembro de 2025, prevendo-se que as quatro restantes o sigam até 2027, restando cerca de 107 plataformas das Tranches 2 e 3 com serviço previsto pelo menos até 2040. A Itália planeia retirar as suas cerca de 26 aeronaves do primeiro lote até 2029. Várias células retiradas foram usadas para recuperação de peças, motores incluídos, alimentando outras aeronaves de desenvolvimento e da RAF.
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