Variante do Eurofighter Typhoon
Eurofighter Typhoon IPA3
Instrumented Production Aircraft biplace (PT003, matrícula 98+03) montada pela EADS Deutschland em Manching, o primeiro Eurofighter de produção construído na Alemanha a voar (8 de abril de 2002) e o banco de ensaios para os testes de carga subalar, o pod Litening III e o reabastecimento em voo com o A310 MRTT.
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- 8 de abril de 2002
- Primeiro voo
- 1
- Unidades construídas
História
O IPA3 é a terceira das Instrumented Production Aircraft do programa Eurofighter: células construídas ao padrão de produção da Tranche 1, mas equipadas com instrumentação de telemetria para poderem concluir os ensaios de desenvolvimento e integração de sistemas que os sete protótipos DA não conseguiam realizar sozinhos. Na divisão industrial do consórcio, o IPA3 foi a aeronave alemã do primeiro lote de três biplace (juntamente com o britânico IPA1 e o italiano IPA2), com o número de produção PT003 e a matrícula da Luftwaffe 98+03. Como todos os IPA, é propriedade da agência NETMA, e não de uma força aérea nacional. A documentação do programa atribui-lhe a integração de armamento ar-ar, embora a documentação da EADS o descreva como a aeronave destinada à integração de armamento ar-superfície, com 408 voos previstos antes da prontidão operacional.
A montagem final começou na fábrica da EADS em Manching em dezembro de 2000, após a entrega da secção traseira da fuselagem, fabricada em conjunto pela BAE Systems e pela Alenia; a fuselagem dianteira chegou de Warton em meados de dezembro e as asas, canards e deriva no início de 2001. Os dois primeiros motores EJ200 entregues pela MTU Aero Engines para o programa, no início de outubro de 2001, foram instalados nesta primeira aeronave de produção alemã até ao final desse mês. Segundo fontes italianas do programa, o IPA3 foi na verdade o primeiro dos IPA a entrar em produção, embora não o primeiro a voar: essa distinção coube ao IPA2, em 5 de abril de 2002.
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O IPA3 realizou o seu primeiro voo a partir de Manching em 8 de abril de 2002, por volta das 08h50, com o piloto de ensaios da EADS Chris Wörning e o tenente-coronel Robert Hierl, do centro de ensaios em voo WTD 61 da Bundeswehr, aos comandos; um F-4F Phantom (38+13) voou como avião de acompanhamento. A missão durou 31 minutos, e seguiu-se um segundo voo nessa mesma tarde, por volta das 14h00, desta vez com um Tornado (46+10) como acompanhamento. Uma semana depois, em 15 de abril, o IPA1 voou a partir de Warton, pelo que as três primeiras aeronaves de produção se juntaram à frota de desenvolvimento para concluir os ensaios em voo e a certificação antes das primeiras entregas a clientes. Algumas cronologias indicam 11 de abril de 2002 para o primeiro voo; as fontes da indústria e alemãs concordam em 8 de abril.
A partir de 2005 a aeronave foi dedicada a ensaios de carga e de configuração de armamento. Durante a campanha ar-superfície de 2006, enquanto o IPA1 se concentrava nas homologações da Paveway II e o IPA4 na GBU-16, o IPA3 assumiu os ensaios de carga subalar com a carga completa de armamento ar-ar mais até quatro bombas Paveway II e tanques externos de combustível. Em 21 de fevereiro de 2006 realizou o seu primeiro voo em Manching transportando quatro bombas guiadas por laser Paveway II britânicas. Em 20 de novembro de 2006 voou pela primeira vez com o pod de designação Litening III para recolha de dados ambientais, também em Manching; os ensaios aerodinâmicos do pod designador laser que estava a ser integrado para a Royal Air Force foram igualmente realizados nesta aeronave na EADS Military Air Systems. Nessa altura, a frota industrial de ensaios das quatro nações, com onze aeronaves, tinha ultrapassado os 5000 voos (29 de setembro de 2006).
No final de outubro de 2008 começou em Manching a série de voos para certificar os Eurofighter monolugar e biplace para reabastecimento em voo a partir do avião-cisterna Airbus A310 MRTT. Os primeiros voos de reabastecimento com esta cisterna, durante os quais a aeronave permaneceu no ar até cinco horas, foram realizados pelo IPA3 e pelo IPA7; estavam previstos nove voos de certificação, esperando-se a homologação até ao final de 2008. Ao contrário da maioria dos IPA, cuja aviónica foi posteriormente atualizada ao padrão da Tranche 2, o IPA3 (tal como o IPA1) manteve a sua aviónica original da Tranche 1. Os seus ensaios de transporte de armamento terminaram em 2013.
Multimédia
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