Variante do CASA C-212 Aviocar
CASA C-212 Aviocar C-212-400 (serie 400)
A última série do Aviocar desenvolvida pela CASA: primeiro voo a 4 de abril de 1997, certificado de tipo espanhol em 1998, motores TPE331-12JR-701C de 925 shp e cabina com EFIS de quatro ecrãs. O último exemplar montado em Sevilha foi entregue no final de 2012.
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- 4 de abril de 1997
- Primeiro voo
- 835 km
- Alcance
- 26
- Passageiros
História
A Série 400 é a quarta e última evolução de produção do C-212 Aviocar desenvolvida pelo gabinete de projetos da CASA, depois das séries 100, 200 e 300, e a base de uma variedade de versões de missão especial. Voou pela primeira vez a 4 de abril de 1997 e a autoridade de aviação civil espanhola (DGAC) concedeu-lhe o certificado de tipo a 30 de março de 1998, como modelo C-212-EE, ao abrigo do mesmo certificado de tipo espanhol 01/82 que cobre o resto da família e que a EASA mais tarde herdou. A partir de 1998 substituiu a Série 300 na linha de produção.
O novo motor foi escolhido sobretudo para melhorar o desempenho em condições de calor e altitude, um dos ambientes de trabalho habituais do Aviocar. A ficha de dados do certificado de tipo indica dois turbo-hélices Allied Signal TPE331-12JR-701C, limitados a 925 ESHP (970 SHP) tanto à descolagem como em potência máxima contínua, que acionam hélices Dowty Rotol R.334/4-82-F/13 de quatro pás, velocidade constante, reversíveis e com bandeira completa, de 2,79 m de diâmetro. A Wikipédia em inglês indica essa potência como 690 kW (925 shp).
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A outra grande mudança foi na cabina de pilotagem. A aviónica passou de debaixo do piso para o nariz, e o posto de pilotagem recebeu um sistema eletrónico de instrumentos de voo (EFIS) de quatro ecrãs, um sistema de gestão de voo (FMS) e um sistema integrado de dados do motor (IEDS) com dois ecrãs de cristais líquidos a cores, que substitui também o antigo painel de avisos e facilita a manutenção. O certificado de tipo nomeia explicitamente o FMS, o IEDS e o EFIS na sua base de certificação FAR Parte 25, e o avião está certificado na categoria de aviões de grande porte dessa norma. Exteriormente, as janelas redondas das séries anteriores deram lugar a janelas quadradas, iguais às do CN-235 e do C-295, para reduzir custos, e foi eliminado o compartimento de bagagem que a Série 300 tinha no lado esquerdo do nariz.
Segundo a ficha de dados da EASA, o C-212-EE tem 20,4 m de envergadura, 16,1 m de comprimento e 6,8 m de altura, com uma superfície alar de 40,29 m². As suas massas máximas certificadas são 7.750 kg em rampa, 7.700 kg à descolagem, 7.450 kg à aterragem e 7.100 kg sem combustível; os depósitos das asas têm capacidade para 2.074 L (1.998 L utilizáveis), que sobe para 3.066 L (2.982 L utilizáveis) com os depósitos alares opcionais 212-54700 ou 212-54701. A altitude máxima de operação é de 7.620 m e a velocidade mínima de controlo de 77 nós (cerca de 143 km/h). A Globalsecurity indica uma capacidade de carga de 2.950 kg, ou 25 paraquedistas, ou 12 macas com 4 enfermeiros; a airforce-technology cita uma velocidade de cruzeiro de 300 km/h a 3.300 m.
A Série 400 vendeu-se sobretudo a clientes governamentais e militares. A Força Aérea Dominicana recebeu três entre 2000 e 2001, ainda em serviço em dezembro de 2023; a Força Aérea do Suriname recebeu dois em 1999, um deles de patrulha marítima, e ambos foram vendidos às Forças de Defesa do Botswana em 2014. A EADS CASA assinou em maio de 2003 o fornecimento de um à Força Aérea Paraguaia, entregue nesse ano com um kit de conversão em ambulância. Em junho de 2003, a empresa australiana Skytraders comprou dois para operar na Antártida para a Divisão Antártica Australiana, e o Exército australiano alugou-lhe dois para a sua escola de paraquedismo. Entre os outros utilizadores contaram-se o Exército equatoriano (dois), as Forças de Defesa do Lesoto (um), a Marinha venezuelana (três) e o Ministério da Agricultura da Tailândia, que encomendou dois e recebeu o primeiro em 2011. Em agosto de 2006, a Força Aérea Brasileira selecionou o C-212-400 para substituir os seus EMB-110 Bandeirante, com necessidade de até 50 aviões, mas a encomenda nunca se concretizou. As versões de patrulha marítima desta série têm entradas próprias.
Em novembro de 2006, a EADS CASA acordou com a Indonesian Aerospace a produção sob licença e a montagem final do C-212-400 em Bandung; em 2008 o acordo foi alargado para transferir para lá toda a produção e, entre 2004 e 2008, os gabaritos e ferramentas saíram da fábrica de San Pablo para a Indonésia, onde o tipo foi construído como NC212-400 até 2014, ano em que deu lugar ao NC212i. Os últimos exemplares espanhóis foram montados em Sevilha a partir de peças fabricadas na Indonésia: o terceiro e último C212-400 para a Polícia Marítima do Vietname, o 477.º C212, foi formalmente entregue a 28 de dezembro de 2012, pondo fim a mais de 40 anos de produção contínua do tipo em Espanha. A 16 de junho de 2016, um C-212-400 da Guarda Costeira do Vietname caiu no Golfo de Tonquim durante a busca da tripulação de um Su-30MK2 abatido poucos dias antes; perderam-se os nove tripulantes.
Multimédia
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