Variante do Boeing B-17 Flying Fortress
Boeing B-17 Flying Fortress Model 299
Protótipo quadrimotor propriedade da Boeing (X-13372) que voou pela primeira vez a 28 de julho de 1935, superou os seus rivais em Wright Field e se despenhou a 30 de outubro de 1935; a origem do B-17.
Ficha do Boeing B-17 Flying Fortress
%2C_incendio_tras_el_accidente_en_Wright_Field.jpg)
- 28 de julho de 1935
- Primeiro voo
- 1
- Unidades construídas
- 3283 km
- Alcance
História
O Model 299 foi o protótipo com o qual a Boeing deu origem à família B-17 Flying Fortress. As suas origens estão em dois programas do United States Army Air Corps: o "Project A" de fevereiro de 1934, um estudo de viabilidade para um bombardeiro capaz de voar 5.000 milhas a 200 mph com 2.000 libras de bombas, que conduziu ao enorme Model 294 (XB-15), e o concurso anunciado em 1934 para um bombardeiro multimotor capaz de transportar uma tonelada de bombas ao longo de 2.000 milhas a mais de 200 mph, com a perspetiva de uma série de produção de até 220 aeronaves. A Boeing iniciou o trabalho preliminar a 18 de junho de 1934 e a construção a 16 de agosto do mesmo ano, sob a designação de empresa Model 299. O projeto, obra de uma equipa de engenharia liderada por E. Gifford Emery e Edward Curtis Wells e financiado integralmente pela empresa, combinava as características aerodinâmicas e estruturais do avião de linha Model 247 com a configuração quadrimotora do Model 294: uma asa grande, espessa e de implantação baixa numa fuselagem de secção circular, com o trem de aterragem principal a recolher para a frente nas naceles dos motores interiores, deixando parte de cada roda exposta à corrente de ar.
A propulsão vinha de quatro motores radiais Pratt & Whitney R-1690 Hornet de nove cilindros arrefecidos a ar, com 750 hp a 7.000 pés, cada um a acionar uma hélice tripá. Sendo uma aeronave propriedade da empresa, voou com a matrícula civil X-13372 (NX13372) e nunca recebeu um número de série militar. Levava uma tripulação de oito — piloto, copiloto, bombardeador, navegador/operador de rádio e quatro artilheiros — e cinco metralhadoras de calibre .30 de operação manual distribuídas entre um suporte no nariz, um posto dorsal logo atrás do bordo de fuga da asa, um posto ventral e duas bolhas laterais; o compartimento de bombas interno podia alojar até oito bombas de 600 libras. Para proteger as superfícies de controlo dos danos do vento em terra, as superfícies da cauda ficavam bloqueadas, e o piloto tinha de libertar um bloqueio de mola no cockpit antes da descolagem.
%2C_restos_tras_el_accidente_del_30_de_octubre_de_1935.jpg)
O primeiro voo realizou-se em Seattle a 28 de julho de 1935, com o piloto de ensaios da Boeing Leslie R. Tower aos comandos. No dia anterior, Richard Williams, repórter do The Seattle Times, tinha descrito a aeronave eriçada de metralhadoras, na legenda de uma fotografia, como uma "fortaleza voadora de 15 toneladas"; a Boeing percebeu rapidamente o valor do nome e registou-o como marca. Após um curto período de ensaios de fábrica, o protótipo voou sem escalas de Seattle até Wright Field, perto de Dayton, Ohio, a 20 de agosto, para avaliação pelo Air Corps, percorrendo cerca de 2.100 milhas em nove horas e três minutos; a Wikipedia indica uma velocidade média de 252 mph, Joe Baugher de 232 mph. A Boeing apresentou-o como X-299, mas o Exército objetou que a designação era demasiado parecida com os números dos seus próprios projetos experimentais, e passou a B-299. Em Wright Field enfrentou os bimotores Douglas DB-1 e Martin 146 e superou ambos em velocidade, subida, alcance e carga de bombas; os oficiais de aquisições propuseram comprar 65 aeronaves de ensaio de serviço sob a designação YB-17.
A 30 de outubro de 1935, durante um voo planeado para medir a razão de subida e o teto de serviço, o Model 299 entrou em perda e caiu em parafuso pouco depois da descolagem, incendiando-se. O piloto comandante era o Major Ployer P. Hill, chefe da Flying Branch da Wright Field Materiel Division, no seu primeiro voo no tipo, com o Tenente Donald L. Putt como copiloto e Tower atrás deles em funções de assessoria; o observador de ensaios John Cutting e o mecânico Mark Koegler completavam a tripulação. Hill morreu em poucas horas e Tower a 19 de novembro; os restantes escaparam com ferimentos ligeiros. A investigação concluiu que o bloqueio de rajadas das superfícies de controlo não tinha sido libertado antes da descolagem: a aeronave em si não teve culpa, mas o acidente conduziu diretamente à lista de verificação pré-voo escrita que os pilotos usam até hoje. Sem poder concluir a avaliação, o 299 foi desqualificado do concurso, e com um preço unitário cotado de 99.620 dólares contra 58.200 dólares do DB-1, o Chefe do Estado-Maior do Exército Malin Craig cancelou os 65 YB-17 e encomendou 133 Douglas B-18 Bolo, mais lentos e menos bem armados, mas baseados no comprovado DC-2. Ainda assim, a 17 de janeiro de 1936 o Air Corps conseguiu, através de uma brecha legal, encomendar 13 aeronaves de avaliação, que a partir de 20 de novembro de 1936 foram designadas Y1B-17 para refletir o seu financiamento especial "F-1". Os destroços foram aproveitados: uma secção de fuselagem contendo as bolhas laterais serviu em Wright Field para avaliar novos suportes de metralhadoras. A designação XB-17, pela qual a aeronave é hoje vulgarmente conhecida, foi aplicada retroativamente e nunca foi oficial; a própria designação B-17 só surgiu em janeiro de 1936, quase três meses depois do acidente.
Multimédia
%2C_restos_tras_el_accidente_del_30_de_octubre_de_1935.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
%2C_vista_general_del_prototipo.jpg)
_en_vuelo.jpg)
_en_vuelo%2C_1935.jpg)