Avião comercial · Civil · Estados Unidos
Boeing 717
- 2 de setembro de 1998
- Primeiro voo
- 1999
- Entrada ao serviço
- Em serviço
- Estado
- 156
- Unidades construídas






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O Boeing 717 é um avião comercial norte-americano de fuselagem estreita e cinco lugares por fila, com dois motores montados na cauda, concebido para o mercado dos cem lugares. Nasceu dentro da McDonnell Douglas no início dos anos noventa com a denominação MD-95, como versão encurtada do MD-80 e último elo da família DC-9, e herdou essa linhagem quase intacta: pode acomodar até 134 passageiros, tem um alcance de projeto de 2.060 milhas náuticas e monta dois turbofans Rolls-Royce BR715 na parte traseira da fuselagem. O programa mudou de nome por causa de uma fusão empresarial. Quando a Boeing absorveu a McDonnell Douglas em agosto de 1997, boa parte dos observadores do setor dava o MD-95 por cancelado; pelo contrário, a Boeing decidiu seguir em frente e rebatizou o aparelho como Boeing 717, aproveitando uma designação que na companhia tinha correspondido ao transporte militar C-135 Stratolifter e ao avião-tanque KC-135 Stratotanker. A primeira encomenda tinha sido assinada pela ValuJet Airlines, mais tarde AirTran Airways, em outubro de 1995, e essa mesma companhia viria a receber tanto o primeiro exemplar como o último. O 717 teve uma carreira comercial curta e vendas modestas, mas uma reputação operacional excelente. A produção encerrou em maio de 2006 depois de entregues 155 aviões, e o tipo não sofreu qualquer perda de casco nem qualquer acidente mortal. Em novembro de 2024 mantinham-se ao serviço 99 unidades; a Delta Air Lines, o seu maior operador, e a Hawaiian Airlines ainda o exploravam em 2025.
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Categoria
Desenho de três vistas

História
Um vazio de cem lugares na família DC-9
A história do 717 começa muito antes de a Boeing existir na equação. Em fevereiro de 1983 a McDonnell Douglas apresentou um estudo chamado DC-9-90, uma versão mais curta pensada para cobrir o espaço que o DC-9-30 deixava livre à medida que a produção se deslocava para os modelos maiores. A recessão do início dos anos oitenta arrumou o projeto e, quando a companhia finalmente fez um derivado pequeno do MD-80, optou pelo MD-87, um aparelho com peso máximo e impulso demasiado elevados para competir com os novos aviões de cem lugares. Em 1991 a ideia regressou com o nome MD-87-105 e, no Salão Aeronáutico de Paris desse mesmo ano, foi anunciada formalmente como MD-95: o número refletia o ano em que se esperava iniciar as entregas.
Do MD-95 ao 717
O projeto estabilizou no início de 1994 muito perto do DC-9-30 original, com o mesmo comprimento de fuselagem e a envergadura primitiva recuperada. A 23 de fevereiro de 1994 escolheu-se o BR700 da BMW Rolls-Royce como grupo motopropulsor único e, em julho desse ano, o conselho autorizou a oferta do avião. O único cliente durante quase dois anos foi a ValuJet, que em outubro de 1995 assinou cinquenta aparelhos em firme e cinquenta opções. Após a fusão de agosto de 1997, a Boeing manteve o programa com nova marca. A montagem do primeiro exemplar começou em maio de 1997, a apresentação oficial teve lugar a 10 de junho de 1998 e o primeiro voo a 2 de setembro de 1998. A certificação da FAA chegou a 1 de setembro de 1999 e o serviço comercial arrancou a 12 de outubro de 1999 com a AirTran Airways entre Atlanta e Washington-Dulles.
Vendas difíceis e encerramento de Long Beach
As vendas nunca descolaram. Depois de dezanove encomendas em 2000 e apenas seis em 2001, a companhia chegou a rever o futuro do tipo após a queda de tráfego que se seguiu aos atentados de setembro de 2001, embora tenha decidido continuar; em 2002 recolheu trinta e duas encomendas e entregou o exemplar número cem à AirTran a 18 de junho desse ano. A concorrência dos jatos regionais da Bombardier e da Embraer e a perda de um contrato com a Air Canada em dezembro de 2003 selaram o seu destino. A 14 de janeiro de 2005 a Boeing anunciou o fim da produção depois de satisfeita a carteira pendente. O exemplar 156 e último saiu da linha em abril de 2006 e os dois aviões finais foram entregues à Midwest Airlines e à AirTran a 23 de maio de 2006. Foi o último avião comercial fabricado na fábrica de Long Beach, no sul da Califórnia.
Segunda vida e retirada progressiva
O 717 passou de mão em mão à medida que os seus operadores abriam falência ou se reestruturavam: a American Airlines retirou-o em 2003, a Germanwings em 2005, a Bangkok Airways, a Midwest e a Olympic em 2009, a Spanair em 2011. A AirTran vendeu a sua frota à Delta Air Lines após a fusão com a Southwest em 2014. A Volotea, último operador europeu, retirou-o em janeiro de 2021, e a QantasLink fechou a etapa fora dos Estados Unidos em 2024.
Variantes
| 717-200 | |
|---|---|
| Primeiro voo | 2 de setembro de 1998 |
| Tipo de aeronave | Short-haul airliner |
| Grupo motopropulsor | 2 × Rolls-Royce BR700-715A1-30 turbofans rated at 83.23 kN each for take-off; the high gross weight version uses the BR700-715C1-30 of 95.33 kN. |
| Motorização | 2 × Rolls-Royce BR700-715A1-30 |
| Impulso unitário | 83,2 kN |
| Comprimento | 37,8 m |
| Envergadura | 28,5 m |
| Altura | 9 m |
| Área alar | 93 m² |
| Peso vazio | 30 617 kg |
| MTOW | 49 895 kg |
| Velocidade máxima | 911 km/h |
| Altitude da velocidade máxima | 7925 m |
| Velocidade de cruzeiro | 811 km/h |
| Altitude de cruzeiro | 10 670 m |
| Teto de serviço | 11 000 m |
| Razão de subida inicial | 16,3 m/s |
| Alcance | 2645 km |
| Alcance de transferência | 3815 km |
| Raio de ação | 0 km |
| Autonomia | 360 min |
| Condições de alcance | Normal range of 2,645 km with a typical passenger load; up to 3,815 km in the high gross weight version, with a maximum endurance of about 6 hours. |
| Armamento | None |
| Carga bélica máxima | 0 kg |
| Carga útil | 12 200 kg |
| Capacidade de carga | 106 passengers in a two-class layout and up to 117 in single class; maximum payload of 12,200 kg. |
| Tripulação | 2 |
| Passageiros | 117 |
| Unidades construídas | 155 |
Imagens

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