Sabia…
O A320 do voo 1549 poderia ter voltado a LaGuardia?
Resposta direta
Só no simulador: os testes mostraram que podia voltar a LaGuardia se tivesse virado para o aeroporto logo após a colisão com as aves. Mesmo assim, apenas sete dos treze regressos simulados tiveram sucesso, e o que incluía 35 segundos de atraso terminou em acidente. O NTSB validou a decisão de Sullenberger.

O que mostraram os simuladores
Nos simuladores do centro de formação da Airbus em Toulouse, programados para recriar as condições do voo 1549, os pilotos conseguiram repetidamente dar a volta e aterrar numa pista de LaGuardia após a perda de potência dos motores. As simulações mostraram que o avião poderia ter voltado a LaGuardia se tivesse virado para o aeroporto imediatamente após a colisão com as aves. Apenas sete dos treze regressos simulados a LaGuardia tiveram sucesso, e apenas uma das duas tentativas para Teterboro.
O tempo que falta na realidade
A curva imediata feita pelos pilotos nas simulações não refletia nem considerava fatores do mundo real, como o tempo necessário para reconhecer o impacto e decidir um curso de ação. Uma simulação posterior, na qual foram inseridos 35 segundos de atraso para dar margem a isso, terminou em acidente. Esse cenário teria exigido que Sullenberger decidisse de imediato, com pouco ou nenhum tempo para avaliar a situação, sem saber se conseguiria e arriscando um acidente catastrófico numa zona densamente povoada.
O veredito
Perante o NTSB, Sullenberger sustentou que não houve tempo para levar o avião a nenhum aeroporto e que tentá-lo provavelmente teria matado os ocupantes e mais pessoas em terra. O órgão concluiu que Sullenberger tomou a decisão correta, argumentando que a lista de verificação para a falha dos dois motores foi concebida para altitudes maiores, quando os pilotos têm mais tempo para lidar com a situação. Embora um regresso de emergência à pista 13 de LaGuardia fosse tecnicamente viável do ponto de vista do desempenho do avião, a aterragem de emergência no Hudson parece ter sido a decisão mais apropriada.
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