Sabia…

Os motores do A320 de Habsheim responderam mal quando o piloto pediu potência máxima?

Resposta direta

Não. Cinco segundos após a aplicação da potência TO/GA, o motor n.º 1 estava a 83% de N1 e o n.º 2 a 84%, e 0,6 segundos depois ambos chegaram a 91%. Com os CFM56-5 são necessários quatro segundos para ir de 29% (marcha lenta de voo) a 67% de N1 e mais um até 83%. A potência de arremetida foi aplicada tarde.

Os motores do A320 de Habsheim responderam mal quando o piloto pediu potência máxima?
Lufthansa Airbus A320-211 D AIQT 01Julian Herzog (Website) (CC BY), vía commons

Quanto tempo um CFM56-5 leva para acelerar

Com os motores CFM56-5 são necessários quatro segundos para progredir de 29% de N1 — a marcha lenta de voo — até 67%. A partir desse ponto é preciso mais um segundo para passar de 67% a 83% de N1. Essa é a progressão descrita para esses motores: quatro segundos da marcha lenta de voo até 67% e mais um até 83%.

O pedido de potência na cabine

O copiloto pediu potência TO/GA e trajetória de arremetida. A tripulação aplicou potência máxima e Asseline tentou subir, mas os profundores não responderam aos comandos do piloto porque o sistema informático do A320 havia ativado seu modo de proteção alpha.

O que os motores realmente fizeram

Cinco segundos após a aplicação da potência TO/GA, o motor n.º 1 atingiu 83% de N1 e o motor n.º 2, 84%. A análise espectral do som dos motores indicou que 0,6 segundos depois ambos haviam chegado a 91%. Entre os elementos apontados da sequência estão a velocidade dos motores em marcha lenta de voo e a aplicação tardia da potência de arremetida. Menos de cinco segundos depois, as turbinas começaram a ingerir folhas e ramos enquanto o avião roçava as copas das árvores.

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