Versão do New Glenn
New Glenn 7×2
A configuração operacional do New Glenn da Blue Origin e a única que já voou: sete motores BE-4 de metano e oxigénio líquido num primeiro estágio reutilizável e dois motores BE-3U de hidrogénio e oxigénio líquido num segundo estágio descartável. Mede 98 m de altura, ambos os estágios têm 7 m de diâmetro e a empresa atribui-lhe 45.000 kg para órbita terrestre baixa. Estreou-se a 16 de janeiro de 2025, recuperou o seu primeiro propulsor a 13 de novembro de 2025 e, em abril de 2026, voou pela primeira vez com um propulsor reutilizado.
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- 16 de janeiro de 2025
- Primeiro lançamento
- 45 000 kg
- Capacidade para LEO
- 19 928 kN
- Impulso
- Sim
- Reutilizável
História
Sete e dois
O nome da configuração descreve os seus motores: sete BE-4 no primeiro estágio e dois BE-3U no segundo, ambos concebidos e construídos pela Blue Origin. É o New Glenn de carga pesada, o que está em serviço, por oposição ao 9×4, de carga super-pesada, que a empresa tem em desenvolvimento e que, segundo a Blue Origin, voará a par com ele. O veículo mede 98 m de altura e os seus dois estágios partilham um diâmetro de 7 m.
O primeiro estágio, GS1, queima metano e oxigénio líquidos. A infobox do artigo da Wikipédia em inglês indica 19.928 kN de impulso no lançamento para a configuração 7×2, enquanto o corpo do mesmo artigo cita 17.000 kN para os sete BE-4. O estágio foi concebido para um mínimo de 25 voos e aterra na vertical, uma técnica que a Blue Origin tinha testado em 2015 e 2016 no seu foguetão suborbital New Shepard. O segundo estágio, GS2, tem cerca de 26,8 m de altura, é descartável e leva dois BE-3U otimizados para o vácuo que queimam hidrogénio e oxigénio, com cerca de 1.779 kN de impulso combinado segundo a mesma infobox.
Como se definiu a configuração
A Blue Origin trabalhava num lançador orbital antes de 2012 e, em 2013, o seu sítio na internet já afirmava que o primeiro estágio faria uma aterragem propulsada e seria reutilizável. Em setembro de 2017, a empresa substituiu a carenagem de 5,4 m do projeto original por uma de 7 m de diâmetro. No início de 2018 confirmou-se que o BE-3U impulsionaria o segundo estágio; a câmara de combustão do motor já tinha atingido o impulso máximo no banco de ensaios, cerca de 440 kN. Em 2019, a empresa fixou a capacidade prevista da versão de dois estágios em 13.000 kg para órbita de transferência geoestacionária e 45.000 kg para uma órbita terrestre baixa com inclinação de 51,6°, advertindo de que a capacidade inicial poderia ser um pouco inferior. A infobox atual indica 45.000 kg para LEO, 13.600 kg para GTO e 7.000 kg para injeção translunar. Em julho de 2021, a Blue Origin iniciou o Project Jarvis para desenvolver um segundo estágio totalmente reutilizável; depois do primeiro voo em 2025 foi posto de lado e o GS2 continuou a ser descartável.
Preparativos para voar
A missão ESCAPADE da NASA, duas pequenas sondas para Marte, foi atribuída ao New Glenn em fevereiro de 2023 e devia seguir no voo inaugural, mas a NASA transferiu-a para um lançamento posterior e a janela de outubro de 2024 foi abandonada. Em setembro de 2024, o primeiro voo converteu-se numa demonstração para o programa National Security Space Launch da Força Espacial, transportando o Blue Ring Pathfinder. O segundo estágio foi testado com ignição em outubro, o primeiro estágio chegou à plataforma a 30 de outubro e o veículo completo saiu para a plataforma a 20 de novembro de 2024; a 19 de dezembro seguiu-se um ensaio geral com enchimento de propelentes e, a 27 de dezembro, os sete BE-4 funcionaram durante 24 segundos num ensaio de ignição estática.
NG-1: órbita à primeira
A 13 de janeiro de 2025, a primeira tentativa foi cancelada por problemas com o foguetão. A 16 de janeiro, às 07:03 UTC, o New Glenn descolou do Cape Canaveral Launch Complex 36 e atingiu a órbita à primeira: o segundo estágio, com o Blue Ring Pathfinder sem separação, foi colocado numa órbita terrestre média de 2.400 × 19.300 km com inclinação de 30°. Foi o primeiro de quatro voos de demonstração do National Security Space Launch. O propulsor GS1-1, So You're Telling Me There's a Chance, perdeu-se na descida a cerca de Mach 5,5 e 25,7 km de altitude. A investigação do incidente, dirigida pela Blue Origin e revista pela FAA, encerrou-se a 31 de março de 2025.
NG-2: ESCAPADE e a primeira aterragem
Após um cancelamento por mau tempo a 9 de novembro de 2025 e mais um dia de atraso por uma tempestade solar, o segundo New Glenn descolou a 13 de novembro de 2025 às 20:55 UTC com as duas naves ESCAPADE, 1.070 kg no total, destinadas a estudar a magnetosfera de Marte; a NASA pagou cerca de 20 milhões de dólares pelo lançamento. O foguetão deixou-as numa órbita de espera em torno do ponto de Lagrange L2 Sol-Terra e o estágio superior seguiu para uma órbita heliocêntrica de eliminação. O propulsor GS1-2, Never Tell Me the Odds, aterrou na Landing Platform Vessel 1, apelidada de Jacklyn, a cerca de 600 km da costa, tornando a Blue Origin a segunda empresa, depois da SpaceX, a colocar uma nave em órbita e a recuperar o propulsor na mesma missão.
NG-3: o primeiro propulsor reutilizado
A 19 de abril de 2026, às 11:25 UTC, o mesmo Never Tell Me the Odds voou de novo, a primeira reutilização de um primeiro estágio do New Glenn, e voltou a aterrar na Jacklyn. Foi a primeira missão para um cliente comercial: o satélite BlueBird 7, de 6.100 kg, da AST SpaceMobile, contratado em novembro de 2024. Um problema no segundo estágio deixou-o numa órbita de 265 × 465 km a 43°, muito abaixo dos 460 km previstos, e teve de ser retirado de órbita. A FAA imobilizou o New Glenn, exigiu uma investigação do incidente e autorizou o regresso ao voo a 22 de maio.
A explosão no Launch Complex 36
A 28 de maio de 2026, o propulsor GS1-3, No, It's Necessary, e um estágio superior explodiram durante um ensaio de ignição estática no Launch Complex 36. Ninguém ficou ferido, mas o veículo foi destruído e a única plataforma operacional da empresa ficou gravemente danificada. O primeiro lote de 48 satélites Amazon Leo, cerca de 27.000 kg, estava previsto para 4 de junho e não se encontrava a bordo. Segundo fontes do setor citadas pela Ars Technica, reparar a plataforma ou concluir um local alternativo poderá demorar mais de um ano e, desde 29 de maio de 2026, todos os lançamentos figuram como por determinar, incluindo os módulos de alunagem Blue Moon. Está prevista uma segunda instalação em Vandenberg, a SLC-14, para órbitas polares.
Balanço
Em abril de 2026, a configuração 7×2 tinha voado três vezes, com dois êxitos e uma falha, e o seu propulsor tinha aterrado em duas de três tentativas.
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Grupo motopropulsor
Primeiro estágio: 7 motores BE-4 de metano/oxigénio líquido (19.928 kN no lançamento segundo a infobox). Segundo estágio: 2 motores BE-3U de hidrogénio líquido/oxigénio líquido otimizados para o vácuo (1.779 kN).
Multimédia
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