Variante do Sukhoi Su-57
Sukhoi Su-57D
Versão biplace do Su-57 com um cockpit traseiro elevado e dotado de sistemas de missão: treinador, posto de comando aéreo e controlador de drones de combate. Voou pela primeira vez a 19 de maio de 2026 em Komsomolsk-on-Amur.

- 19 de maio de 2026
- Primeiro voo
História
Em julho de 2021, a Rostec e os meios de comunicação estatais russos reconheceram pela primeira vez que estava em desenvolvimento uma versão biplace do Su-57, destinada ao treino de pilotos e ao controlo do veículo aéreo de combate não tripulado Sukhoi S-70 Okhotnik. Designada Su-57D — o «D» significa «biplace» em russo —, a variante destina-se a levar no banco traseiro um oficial de sistemas de armas que pode desempenhar tarefas adicionais em missões mais complexas e, potencialmente, funções de comando e controlo. Em novembro de 2023, a United Aircraft Corporation (UAC) registou uma patente que descrevia precisamente esse conceito: um Su-57 biplace otimizado para coordenar veículos aéreos não tripulados e servir de centro de comando aéreo capaz de dirigir aeronaves de combate não tripuladas que transportam munições guiadas.
O projeto enquadra-se no papel do Su-57 como plataforma de integração de aeronaves não tripuladas: os protótipos do Su-57 realizavam ensaios conjuntos com o Okhotnik desde 2019, e um segundo tripulante dedicado a gerir os drones acompanhantes é a consequência natural desse trabalho. Segundo o primeiro vice-primeiro-ministro Denis Manturov, o biplace foi uma iniciativa dos próprios especialistas da Sukhoi e não a resposta a um requisito original do Ministério da Defesa, e tem três funções: treino de combate, coordenação de ataques aéreos e comando de aeronaves de combate não tripuladas. O comunicado da UAC apresenta-o tanto como aeronave de treino como posto de comando voador para alas aéreas tripuladas e não tripuladas.
Depois de ensaios de rolagem a 16 de maio, o Su-57D realizou o seu primeiro voo a 19 de maio de 2026 a partir da fábrica de Komsomolsk-on-Amur (KnAAZ), pilotado pelo piloto de ensaios chefe da Sukhoi, Sergei Bogdan. O voo durou cerca de 40 minutos e Bogdan disse que a estabilidade e o manuseamento da aeronave correspondiam totalmente aos do monolugar; a aterragem fez-se com a ajuda do paraquedas de travagem. Passaram menos de 30 meses entre a patente e o primeiro voo, um intervalo muito curto para uma modificação estrutural desta escala, que se explica por não se ter construído uma célula nova.
A aeronave é, de facto, um protótipo T-50 convertido, embora as fontes discordem sobre qual. Segundo a Aviation Week, reproduzida pelo centro CAST, derivou do quinto protótipo monolugar, o T-50-5, e conserva o seu número de cauda 055; essa célula voou pela primeira vez em 2013 e foi recuperada dois anos depois, após ter sido gravemente danificada numa aterragem de emergência causada por um incêndio no motor, que outras fontes datam de 2014. Outros meios apontam, em vez disso, para o T-50-4.
Exteriormente, o Su-57D substitui o cockpit monolugar por dois postos em tandem sob uma canópia alongada que se estende mais para trás ao longo do dorso, com o banco traseiro elevado em relação ao dianteiro, como no Su-27UB ou no Su-30SM. As imagens divulgadas indicam que conserva a geometria da asa, o espaçamento dos motores, os compartimentos internos de armamento em tandem, os compartimentos laterais e as naceles do Su-57. Os analistas da Army Recognition calculam que a canópia maior e a fuselagem superior remodelada aumentam as reflexões radar frontais e que o peso do segundo cockpit reduz a fração de combustível, a autonomia e a manobrabilidade em comparação com o monolugar; trata-se de avaliações, não de dados publicados. Continua a voar com motores AL-41F1, à espera do izdeliye 30 definitivo.
A 14 de agosto de 2026, a agência de notícias TASS citou o diretor do Gabinete de Projetos Sukhoi, Mikhail Strelets, no programa Military Acceptance da televisão Zvezda: o cockpit do segundo operador permite implementar uma das tecnologias-chave da sexta geração, o controlo de veículos aéreos não tripulados como posto de comando aéreo. A mesma reportagem descreveu o Su-57D como banco de ensaios da inteligência artificial de combate em desenvolvimento na Sukhoi, uma afirmação dos meios estatais russos sem arquitetura, nível de autonomia nem calendário divulgados.
A exportação é a outra razão do biplace. O diretor executivo da UAC, Vadim Badekha, disse que contribuirá para o sucesso do Su-57 nos mercados externos, e Ruslan Pukhov, diretor do think tank CAST, acredita que está a ser desenvolvido a pensar na Índia, como já acontecera com o biplace Su-30MKI; Nova Deli tinha pedido uma versão biplace durante o programa conjunto FGFA, do qual se retirou em 2018. Segundo uma fonte da indústria citada pela Aviation Week, a sua estreia internacional poderá ocorrer no salão Aero India em fevereiro de 2027.