Variante do Sukhoi Su-27
Sukhoi Su-27S
O Su-27S («série») é a versão monolugar de produção inicial do Su-27 para a Força Aérea soviética, com o turbofan AL-31F e capacidade de ataque ao solo, conhecida na OTAN como Flanker-B. O primeiro exemplar de série foi fabricado em Komsomolsk do Amur em 1980, a produção em massa arrancou em 1982, as unidades começaram a recebê-lo em 1985 e foi aceite oficialmente em serviço em 23 de agosto de 1990.

- 2 de junho de 1982
- Primeiro voo
- 3680 km
- Alcance
História
Origem e desenvolvimento
O Su-27S é o resultado direto da configuração T-10S: o caça que resultou do reprojeto quase completo do T-10 original. O primeiro aparelho construído segundo o padrão de produção, o T-10-17, voou em 26 de maio de 1982, e na nomenclatura do gabinete a versão de série também aparece como «T-10P». Distingue-se do protótipo pelo turbofan AL-31F melhorado, cuja produção em série foi organizada em duas fábricas de motores, a MMPP «Saliut» de Moscovo e a UMPO de Ufá. A fonte em inglês descreve-o como o monolugar de produção inicial, e a fonte russa especifica a distribuição de designações ao entrar em serviço: na Força Aérea (VVS) o avião recebeu o nome Su-27S, de «seríini» (de série), enquanto na aviação da Defesa Antiaérea (PVO) se chamou Su-27P, de «perekhvátchik» (interceptor), com um equipamento algo simplificado e sem capacidade de atacar objetivos terrestres.
Diferenças em relação ao Su-27P
A diferença essencial está no sistema de armas: o Su-27S conserva o sistema de controlo e a cablagem para armamento ar-superfície, dos quais o Su-27P carece. Segundo a fonte em espanhol, pouco depois da entrada operacional dos primeiros interceptores decidiu-se melhorar a aviónica e a eletrónica de combate definitiva, transformando o avião num caça polivalente capaz de missões de ataque ao solo com até 8000 quilogramas de armamento convencional; essa versão melhorada foi denominada Su-27S. Todos eles montam o canhão fixo GSh-30-1 de 30 mm na raiz da asa direita, com 149 projéteis, e o sistema de controlo de tiro da série SDU-27 incorporado a partir de 1982. As três versões iniciais (Su-27S, Su-27P e o avião de pré-série) partilham na OTAN o nome de código Flanker-B.
Produção
O fabrico em série do T-10 foi planeado desde o início na fábrica de aviação Iuri Gagárin de Komsomolsk do Amur, cujo nome aberto na altura era a caixa postal M-5873. A preparação da produção começou em 1976. O primeiro Su-27S de série foi fabricado em 1980 e voou em abril de 1981; a produção em massa arrancou em 1982 e nos dez anos seguintes, até 1992, foram fabricados cerca de 600 aparelhos. As dificuldades de produção fizeram com que o avião não aparecesse em força até 1990. Somando os 14 Su-27M construídos entre 1992 e 1996 e os 50 Su-27SK e SKM de 1992 a 2010, a produção total de Su-27 de série ronda as 664 unidades; os Su-30, Su-33 e Su-35 foram construídos depois em séries curtas. Outro número da mesma fonte: até à dissolução da URSS tinham sido entregues cerca de 410 Su-27 e Su-27UB, quase todos à PVO e à Força Aérea.
Serviço operacional
O Su-27S começou a entrar em serviço na Força Aérea soviética em 1985, embora o avião só tenha sido aceite oficialmente no arsenal com o decreto governamental de 23 de agosto de 1990, quando se deram por corrigidas as deficiências principais detetadas nos ensaios; nessa altura já levava cinco anos em unidades operacionais. A conversão dos pilotos foi feita com o biplace Su-27UB (Flanker-C). Durante 1987, alguns Flanker realizaram manobras sobre o Báltico e foram avistados pela primeira vez por aviões noruegueses de patrulha marítima, mas a sua apresentação formal no Ocidente chegou no Salão de Paris de 1989, onde Víktor Pugatchov executou pela primeira vez perante a imprensa a manobra «Cobra». Desclassificado no início de 1989, o avião passou a ser habitual nas exibições de Jukovski e Tushino, e a partir de 1991 a fábrica de Komsomolsk desenvolveu a partir do Su-27S a versão de exportação Su-27SK, vendida à China, ao Vietname, à Etiópia e à Indonésia e produzida sob licença em Shenyang como J-11.
Legado
A partir de 2004 a Força Aérea russa empreendeu uma modernização a fundo da frota original de Flanker-B, que deu origem ao Su-27SM («de série modernizado»), com o míssil R-77 de guiamento por radar ativo, armamento ar-superfície guiado e aviónica nova; depois chegou o padrão SM3. A fonte russa assinala que atualmente nove Estados operam 237 Su-27 de diversas versões, com uma idade média de cerca de 30 anos, e que em todos eles o tipo vai sendo retirado progressivamente por obsolescência e esgotamento de vida útil. O Su-27S continua a ser, ainda assim, o ponto de partida da família Su-30, Su-33, Su-34, Su-35 e Su-37.

Multimédia

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