Variante do McDonnell Douglas C-17 Globemaster III

McDonnell Douglas C-17 Globemaster III C-17A Block 16

Atualização de série do C-17A introduzida em agosto de 2005: radar meteorológico APS-150, sistema de inertização dos depósitos OBIGGS II, escoras do estabilizador reforçadas e aviónica modernizada.

Ficha do McDonnell Douglas C-17 Globemaster III

Imagem pendente

História

O Block 16 é a atualização de série do C-17A Globemaster III que a Boeing introduziu em 2005, levando à linha de produção um novo radar meteorológico, um sistema de inertização dos depósitos de segunda geração, escoras do estabilizador mais robustas e aviónica modernizada. Tal como os outros blocos do C-17, não deu origem a uma nova designação: as aeronaves continuam a ser C-17A, mas com um conjunto de equipamentos diferente do das células anteriores.

A fonte principal é a publicação do próprio fabricante, *Boeing Frontiers*, cuja [edição de setembro de 2005](https://web.archive.org/web/2006/https://www.boeing.com/news/frontiers/archive/2005/september/i_ids1.html) (volume 4, número 5) trazia o artigo de Debby Arkell «Boeing continues the C-17's excellence with Block 16 upgrades». Segundo esse texto, a Boeing assinalou a estreia da nova configuração com a entrega, a 9 de agosto, do 138.º C-17 da Força Aérea dos EUA. As aeronaves já entregues não ficariam para trás: receberiam as atualizações por retrofit a partir de 2007.

O artigo enumera quatro grupos de alterações. Todas as aeronaves do Block 16 teriam um sistema de radar meteorológico de última geração; uma versão melhorada do sistema que gera a bordo o gás inerte para os depósitos, chamado OBIGGS II (Onboard Inert Gas–Generating System); um novo sistema de escoras do estabilizador, mais fiável e mais resistente; e um conjunto de caixas de aviónica modernizadas. Nenhuma delas altera o tamanho, a carga útil ou o desempenho da aeronave; o que muda é aquilo que a aeronave consegue ver, o tempo que demora a preparar e o seu peso.

O novo radar meteorológico, o APS-150, permite aos pilotos ver sistemas meteorológicos até 320 milhas náuticas (593 quilómetros) à frente, contra as 160 a 200 milhas náuticas (296 a 370 quilómetros) do equipamento anterior. Segundo a *Boeing Frontiers*, pesa também quase metade e consome um terço da energia. Para uma aeronave de transporte que voa em rotas longas e aterra em pistas precárias, ver o mau tempo mais cedo dá à tripulação mais margem para decidir.

O sistema de inertização de segunda geração reduz muito a preparação da aeronave: com o OBIGGS II, os depósitos ficam inertizados em menos de uma hora, em comparação com as quatro a oito horas anteriormente necessárias. A alteração reduz também o peso da aeronave em quase 500 libras, cerca de 227 quilogramas, uma poupança que se soma à do radar, que é mais leve do que o seu antecessor.

A nova configuração foi exaustivamente testada antes da estreia: segundo a mesma publicação, acumulou mais de 330 horas de ensaios, 175 delas em voo e 155 em terra.

O Block 16 faz parte da série de blocos através dos quais o C-17 foi atualizado durante a produção. Antes dele veio o Block 12, ao qual a Boeing associa o depósito da asa central (a configuração informalmente conhecida como C-17A ER). Mais tarde, segundo a revista da Air Force Association, [Air & Space Forces Magazine](https://www.airandspaceforces.com/weapons-platforms/c-17/), veio o Block 20, que reuniu cerca de 60 programas para levar as aeronaves do início da produção a uma configuração comum, e o Block 21, centrado na aviónica de espaço aéreo e de identificação.

A fonte da Boeing não indica nem o número total de aeronaves levadas ao padrão do Block 16 nem a data em que o retrofit das aeronaves anteriores ficou concluído. Esses dados permanecem em aberto até surgir uma fonte fiável, pelo que esta página não os inclui.

Fontes: Boeing Frontiers (September 2005) — Boeing continues the C-17's excellence with Block 16 upgrades