Variante do Eurofighter Typhoon
Eurofighter Typhoon DA7
O DA7 (MMX603) foi a sétima e última aeronave de desenvolvimento do Eurofighter, construída pela Alenia em Itália. Voou pela primeira vez em 27 de janeiro de 1997 e foi dedicada à navegação, à aviónica e à integração de armamento, realizando os primeiros lançamentos de mísseis do programa.

- 27 de janeiro de 1997
- Primeiro voo
- 1
- Unidades construídas
História
O DA7 foi a sétima e última das Development Aircraft (DA) construídas pelo consórcio Eurofighter para a principal fase de desenvolvimento do Typhoon. Cada um dos quatro parceiros industriais produziu uma parte desta frota de ensaios: DA2 e DA4 no Reino Unido, DA1 e DA5 na Alemanha, DA6 em Espanha, e DA3 e DA7 em Itália. Montado pela Alenia, o DA7 recebeu a matrícula militar MMX603 e era monolugar, o segundo dessa configuração a sair da linha italiana depois do DA3. O seu primeiro voo ocorreu em 27 de janeiro de 1997, a partir da fábrica de Caselle, perto de Turim, com o piloto de ensaios Napoleone Bragagnolo aos comandos. Foi a segunda aeronave do programa a voar desde o início com os motores definitivos Eurojet EJ200, tendo os dois primeiros protótipos decolado com os RB199 provisórios.
Na divisão de tarefas entre a frota de desenvolvimento, o DA7 ficou responsável pela navegação, pela aviónica e pelo transporte e separação de mísseis, o que na prática o tornou a aeronave que abriu a maior parte dos primeiros ensaios de lançamento do programa. Registou um marco notável logo no seu primeiro ano: em 15 de dezembro de 1997, sobre o campo de tiro de Decimomannu, na Sardenha, tornou-se o primeiro Eurofighter a lançar um míssil guiado, um AIM-9L Sidewinder, disparado a Mach 0,8 pelo piloto de ensaios da Alenia Maurizio Cheli. Dois dias depois, em 17 de dezembro, realizou o primeiro lançamento de um AIM-120 AMRAAM. Anteriormente, em junho de 1997, a aeronave já tinha voado na exibição do Salão Aeronáutico de Paris nos dias abertos ao público, enquanto o DA6 espanhol permaneceu no parque estático.

Em 1998 a aeronave prosseguiu com ensaios de separação de cargas externas. Em 17 de junho desse ano, a partir de Decimomannu, realizou o primeiro lançamento de um tanque subalar de 1000 litros, um ensaio efetuado a 1600 m e 630 km/h que a Eurofighter GmbH anunciou no início de agosto. Segundo o balanço de horas de voo da frota de desenvolvimento a 31 de janeiro de 1999, o DA7 tinha completado 120 voos e 75 horas e 10 minutos, de um total de 909 missões e 744 horas acumuladas pelas sete aeronaves. Nesse mesmo ano voltou a aparecer na exibição de voo do Salão de Paris e, segundo o resumo de progresso de setembro de 1999, tinha de novo largado com sucesso um tanque de 1000 litros em Decimomannu.
A campanha de armamento intensificou-se a partir de 2001. Em abril começaram os ensaios de lançamento de AMRAAM e AIM-9L a partir de Decimomannu, seguidos de testes do sensor infravermelho PIRATE. No início de junho de 2001 a aeronave passou duas semanas no campo sardo: lançou um veículo de ensaio de separação e controlo de AMRAAM a partir de 1000 m a Mach 0,9 para verificar a trajetória de separação, e largou um ASRAAM a partir de 1600 m a Mach 0,89 numa viragem de 6 g, além de outro Sidewinder. Nesse verão, no Salão de Paris de 2001, o DA7 fez uma exibição de voo que a imprensa especializada descreveu como tendo roubado o espetáculo e recebido aplausos todos os dias. Seguiu-se uma segunda série de disparos de AMRAAM e AIM-9L em dezembro de 2001, e em julho de 2002 a aeronave realizou o seu primeiro reabastecimento em voo a partir de um avião-cisterna Boeing 707T/T da Força Aérea Italiana.
Em 24 de março de 2003 os quatro Typhoon construídos pela Alenia (DA3, DA7, IPA2 e IT001) voaram em formação sobre Caselle; o DA7, pilotado por Enrico Scarabotto, prosseguia então o desenvolvimento do sensor FLIR. Em novembro de 2003 lançou com sucesso um AMRAAM a partir da estação exterior da asa e, no início de dezembro, completou uma nova ronda de disparos de AIM-9L e ASRAAM a partir dessa mesma estação em Decimomannu. Em janeiro de 2004 realizou-se o primeiro ensaio de seguimento do PIRATE, e em março de 2004 os primeiros lançamentos de IRIS-T, anunciados em 6 de abril: Scarabotto disparou o míssil a partir da estação ITSPL a Mach 0,8 com 6 g e a partir da estação exterior a Mach 0,7 com 6,6 g.
Depois de as outras cinco aeronaves de desenvolvimento ainda em serviço terem concluído as suas tarefas contratuais, o DA7 manteve-se como o último DA ativo, trabalhando junto com os cinco IPA e o ISPA1 no encerramento do padrão de Capacidade Operacional Final. No início de 2007 foi utilizado para o desenvolvimento do PIRATE (IRST/FLIR), para testar o novo capacete Striker e para novos ensaios ar-superfície, como o trabalho com designador laser. Foi retirado de serviço em setembro de 2007: as fontes indicam 10 de setembro como a data em que foi colocado em armazenamento em Cameri e 30 de setembro como a data da sua baixa. Esteve exposto como guardião de entrada na base aérea de Cameri até 2023, ano em que foi repintado e apresentado em Pratica di Mare; encontra-se atualmente preservado no museu da força aérea italiana em Vigna di Valle.
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