Variante do Embraer EMB 110 Bandeirante
Embraer EMB 110 Bandeirante EMB 111A Patrulha (P-95)
Versão de patrulha marítima do Bandeirante para a Força Aérea Brasileira: radar AN/APS-128 no nariz, tanques de ponta de asa e foguetes; doze aeronaves designadas P-95, entregues a partir de 1978.
Ficha do Embraer EMB 110 Bandeirante

- 15 de agosto de 1977
- Primeiro voo
- 12
- Unidades construídas
- 2945 km
- Alcance
História
Em meados da década de 1970, o Ministério da Aeronáutica brasileiro pediu à Embraer uma aeronave de patrulha marítima capaz de substituir os Lockheed P2V Neptune que o Comando Costeiro da Força Aérea Brasileira (FAB) operava desde os anos 1950. Em 1975 a empresa apresentou o EMB 111A Bandeirante Patrulha, adaptação direta do transporte leve EMB 110 que a FAB havia incorporado dois anos antes, e em 1976 o ministério encomendou doze aeronaves. O nome oficial logo cedeu lugar ao apelido pelo qual o tipo é conhecido no Brasil, "Bandeirulha", contração de Bandeirante e patrulha.
A mudança mais visível em relação ao transporte foi o nariz: um radome de fibra de vidro em forma de dedal que abrigava a antena de um radar de busca AN/APS-128, usado para vigilância costeira, busca e salvamento, navegação e apoio meteorológico, e a quem a documentação da época atribuía a capacidade de detectar um alvo de 150 m² a cerca de 100 quilômetros, mesmo com mar agitado. O segundo traço distintivo era o par de tanques de ponta de asa de 318 litros, do mesmo tipo instalado no treinador EMB 326 Xavante, que ampliavam o alcance da aeronave. A instalação dos tanques e dos pontos de fixação sob a asa exigiu um reforço estrutural substancial na junção entre asa e trem de pouso, e o peso máximo de decolagem subiu para 7.000 kg. A motorização permaneceu o par padrão do Bandeirante de turboélices Pratt & Whitney Canada PT6A-34 de 750 shp; com o combustível extra, o Bandeirulha podia permanecer no ar por cerca de seis horas, tornando-o um patrulheiro de médio alcance.

O equipamento interno incluía um sistema de navegação inercial e contramedidas eletrônicas passivas Thomson-CSF, e um potente holofote de 50 milhões de candelas foi montado no bordo de ataque da asa direita para buscas noturnas. Os pilones sob a asa podiam levar foguetes não guiados (seis unidades de 127 mm ou quatro lançadores de sete tubos de 70 mm), cargas de profundidade, bombas, marcadores de alvo e dispensadores de chaff, enquanto uma escotilha na cabine permitia lançar boias e sinalizadores. A tripulação típica era de cinco pessoas: dois pilotos, um operador de radar e dois observadores.
O primeiro EMB 111 voou em 15 de agosto de 1977 em São José dos Campos, e a aeronave foi apresentada em Farnborough no mesmo ano. A FAB recebeu seus primeiros P-95 em 11 de abril de 1978, na Base Aérea de Salvador; a historiografia da própria força aérea situa as entregas entre 1978 e 1980, embora outras fontes as situem entre 1977 e 1979. As aeronaves inicialmente levaram os prefixos FAB 2260 a 2271, depois alterados para FAB 7050 a 7061, e cada uma recebeu o nome de uma ave marinha. Foram destinadas primeiro ao 1º/7º Grupo de Aviação e depois ao 2º/7º; entre agosto de 1980 e novembro de 1981, algumas foram emprestadas ao 2º/10º GAv enquanto essa unidade aguardava seus aviões de resgate SC-95B. Uma das primeiras tarefas do tipo foi a caça a embarcações de pesca ilegal nos bancos ao largo da costa norte do Brasil.
Em 1982, durante a Guerra das Malvinas, a FAB transferiu duas aeronaves, 7058 e 7060, ao Comando de Aviação Naval argentino, cujos Neptune estavam no fim de sua vida útil. Repintadas em cinza bitonal e matriculadas 2-P-201 e 2-P-202, voaram missões operacionais localizando navios britânicos e voltaram ao Brasil quando o conflito terminou, sendo revisadas pela Embraer antes de retornar ao serviço da FAB. Em 1984 o 2º/1º Grupo de Aviação Embarcada recebeu alguns P-95 ao retirar de serviço seus Grumman Tracker. Duas aeronaves se perderam em acidentes, a 7054 em 1984 e a 7053 em 1985. As dez restantes foram atualizadas em 1988 com equipamento ECM e ESM e uma torreta FLIR; o holofote foi removido e as aeronaves foram redesignadas P-95A, atribuídas ao 2º/7º GAv e, a partir de 1990, também ao recém-formado 3º/7º GAv. Em 1996 alguns P-95A passaram ao 1º Grupo de Aviação Embarcada, que se tornou o 4º/7º GAv em 1999. O mesmo projeto básico deu origem aos seis EMB 111AN para a Marinha do Chile e a uma única aeronave para o Gabão, entregue em 1981.
Multimédia




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