Variante do CASA C-212 Aviocar
CASA C-212 Aviocar C-212-300 (serie 300)
Aviocar de produção padrão a partir de 1987: nariz alongado com porão de bagagem, winglets, deriva maior e hélices Dowty-Rotol totalmente metálicas; primeiro voo em setembro de 1984.
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- 1435 km
- Alcance
- 26
- Passageiros
História
Um Aviocar redesenhado por fora
A série 300 do CASA C-212 voou pela primeira vez em setembro de 1984 e, segundo a Wikipédia em espanhol, entrou em produção em 1987; a Wikipédia em inglês e a All-Aero coincidem em que, a partir de 1987, foi a versão de produção padrão do Aviocar. Não era um avião novo, mas uma revisão profunda da série 200. Manteve o grupo motopropulsor dessa série, dois turbo-hélices Garrett (mais tarde Honeywell) TPE331-10R, agora na forma -513C, com 900 shp (cerca de 670 kW) em regime contínuo e 925 shp (cerca de 690 kW) de máximo. As hélices, essas, mudaram: as Hartzell compósitas de quatro pás deram lugar a unidades Dowty-Rotol totalmente metálicas de quatro pás, o modelo R.334/4-82-F/13 que consta nas fichas de dados do certificado de tipo.
As alterações mais visíveis foram na célula. Acrescentaram-se winglets, pontas de asa em fibra de vidro nas palavras da All-Aero, e aumentou-se a área da deriva, o que melhorou o desempenho. O nariz foi redesenhado para alojar um compartimento de bagagem dianteiro, dando ao avião um perfil mais elegante do que o da série 200. A instrumentação da cabina foi renovada e os sistemas foram atualizados de forma gradual, incluindo a adição de um piloto automático integrado.
Certificação
A autoridade norte-americana descreve o seu modelo C-212-DF como um C-212-CE modificado no nariz, nas pontas das asas e na empenagem vertical, precisamente as alterações que distinguem a série 300. A direção-geral de aviação civil de Espanha certificou-o a 30 de novembro de 1988 ao abrigo do certificado de tipo 01/82, hoje na posse da EASA, e a FAA aprovou-o a 30 de março de 1989. Essa ficha de dados da FAA indica uma massa máxima à descolagem de 16976 lb, cerca de 7.700 kg, o mesmo valor que a All-Aero cita para o C-212-300; para a variante militar, a All-Aero refere 8.000 kg, com maior alcance e carga útil. A versão militar podia também transportar dois depósitos auxiliares de 500 litros sob as asas. A série 300 comercial era oferecida com 26 lugares.
Uma família de subversões
A série 300 foi oferecida em várias configurações que têm página própria neste catálogo: o 300M militar, o Airliner regional de 26 passageiros, o Utility civil de 23 lugares, o 300P, um Utility com turbo-hélices Pratt & Whitney Canada PT6A-65, e o patrulheiro marítimo 300MP. Os números e os operadores de cada um são tratados na respetiva página.
Clientes e serviço
A Wikipédia em espanhol resume que a versão de transporte militar da série 300 se vendeu em pequeno número a Angola, ao Exército boliviano, ao Botswana, à Força Aérea chilena, à Força Aérea colombiana, a França, ao Lesoto, ao Panamá e à Guarda Costeira dos Estados Unidos. A sua lista de operadores detalha, entre outros, dois transportes para a Prefeitura Naval argentina, dois para o Exército boliviano (um dos quais caiu em 1995), dois para o Botswana, três para o Exército chileno entregues em 1998, dois para a Força Aérea chilena, dois para a Colômbia, três para o Serviço Nacional Aeronaval do Panamá, dois para o Exército Real Tailandês e seis para o Ministério da Agricultura da Tailândia. A França recebeu cinco como contrapartida da compra por Espanha de 18 helicópteros AS-332B para o Exército espanhol. Bophuthatswana e Venda tiveram um cada, que passaram para a Força Aérea Sul-Africana em 1994, e a Guarda Costeira dos EUA operou durante algum tempo um alugado à CASA, o N393DF, entre Miami e Guantánamo. A USAF modificou outro como protótipo do programa antidroga Grizzlie Hunter. Muitos mais voaram com operadores civis.
Acidentes
O Lesoto perdeu o LDF-46 contra uma montanha a 10 de novembro de 1989 com os 18 ocupantes, e o LDF-48 foi dado como perda total após uma saída de pista em Mokhotlong a 16 de dezembro de 2000. Um dos aviões do Exército chileno, o 230, embateu na encosta de um vulcão em agosto de 2000 e, a 2 de setembro de 2011, o C-212-300 966 da Força Aérea chilena caiu ao mar ao largo da ilha Robinson Crusoé, causando 21 mortos.
Sucessão
A série 400, que voou pela primeira vez em 1997, substituiu a 300 na produção a partir de 1998.

Multimédia


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