Variante do BAe Jetstream
BAe Jetstream T.3
Versão naval do Jetstream 31 da British Aerospace: quatro aparelhos novos encomendados pela Royal Navy em 1985 e entregues em 1986 para formar observadores com um radar ventral Racal ASR360; acabaram em tarefas de ligação e transporte VIP com o Heron Flight de Yeovilton até 2008.

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- Unidades construídas
História
Um Jetstream 31 para a escola de observadores
Em meados dos anos oitenta a escola de observadores da Royal Navy voava com o 750 Naval Air Squadron em RNAS Culdrose (Cornualha). O esquadrão tinha começado a substituir os seus Sea Prince por Jetstream T.2 em outubro de 1978, e em abril de 1981 fundiu-se com a Observer School para formar uma única unidade. Os T.2 eram células da primeira geração, com motores Turbomeca Astazou e radar MEL E90 no nariz.
Em 1985 a Royal Navy encomendou quatro Jetstream 31 novos de fábrica para reforçar essa frota de T.2. Receberam a designação Jetstream T.3 e todas as entregas foram feitas em 1986, de modo que o 750 NAS terminou esse ano com 20 aviões no total: dezasseis T.2 e os quatro T.3. Ao contrário dos T.2, que provinham do Jetstream da Handley Page e da Scottish Aviation, os T.3 eram aparelhos da geração da British Aerospace, e a Marinha britânica passou assim a operar em simultâneo os dois ramos da mesma linhagem. No serviço naval britânico, a designação T.3 corresponde simplesmente ao Jetstream 31.
Motores Garrett e radar sob a fuselagem
Os T.3 distinguiam-se dos restantes Jetstream militares britânicos em dois pontos. O primeiro, a unidade motriz: levavam os turboélices Garrett TPE331 do Jetstream 31 em vez dos Astazou dos T.1 e T.2. O segundo, o radar: em vez da unidade MEL E90 montada no nariz do T.2, montavam um radar de busca multimodo Racal ASR360 cuja antena ficava sob a fuselagem. Para a sua função eram complementados por um sistema de navegação tática TANS alimentado por um Doppler e por consolas para os alunos.
Um radar que não serviu
A ideia não resistiu aos primeiros ensaios. Segundo o testemunho de um instrutor do esquadrão recolhido pela Global Aviation Resource, o ASR360 era um derivado de um radar de navegação marítima e o seu alcance revelou-se muito curto, supostamente de cerca de 40 km, pouco para um avião que percorria cerca de 5 km por minuto. Pouco depois o radar foi desmontado, ficou arrumado no hangar e os aviões receberam assentos. A partir daí o 750 NAS empregou-os em tarefas de ligação.

Os pilotos também notaram a diferença em relação ao T.2: este era bom para aquilo que a Marinha lhe pedia e fácil de pilotar a baixa altitude, enquanto o T.3 era bom para viajar mas um pouco mais delicado e menos apto para o voo baixo, além de ter uma posição de flaps adicional que era fácil de esquecer para quem vinha do T.2.
Heron Flight e transporte VIP
Os T.3 serviram no 750 NAS a partir de abril de 1986 e em abril de 1993 já tinham passado para o Heron Flight de RNAS Yeovilton (Somerset), onde substituíram os veteranos de Havilland Heron que davam nome à unidade. Ali voaram como aviões de ligação e de transporte VIP. Em abril de 1998 o 750 NAS absorveu a função remanescente da Yeovilton Station Flight, rebatizada 750 Heron Flight, e os T.3 continuaram ao serviço como destacamento do esquadrão em Yeovilton. No boletim de matrículas militares de outubro de 2008 figuram ZE438, ZE439 e ZE441 com os códigos 76, 77 e 79.
Retirada
O Heron Flight foi dissolvido no final de setembro de 2008. Os T.3 foram transferidos em voo para armazenamento: três para RAF Cranwell e o quarto para RAF Shawbury. Em outubro de 2010 foram postos à venda, e a três dos quatro foram atribuídas matrículas do registo norte-americano. Com quatro exemplares, o T.3 foi a série mais curta dos Jetstream militares britânicos e a única baseada no Jetstream 31.

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