Sabia…

Quanto ganha um astronauta por ano?

Resposta direta

Não existe um valor único, nem se paga por voo. Os astronautas civis da NASA são funcionários federais remunerados segundo o General Schedule, por isso o salário anual depende da categoria e dos anos de serviço, como qualquer outro funcionário público. Já os astronautas militares mantêm o soldo das suas forças armadas conforme a patente.

Quanto ganha um astronauta por ano?
Astronaut Candidates Swearing In

Salário por categoria, não por missão

Perguntar quanto ganha um astronauta por ano é, na prática, uma pergunta sobre o funcionalismo público. Os candidatos civis selecionados pela NASA passam a ser funcionários federais da agência e são enquadrados no General Schedule, o sistema de remuneração usado na maioria dos cargos profissionais do governo dos EUA. Por isso, o valor anual segue as tabelas publicadas de categoria e escalão, ajustadas segundo a localidade, e sobe com o tempo no cargo e as promoções, não com os voos realizados. Ninguém recebe mais por ir ao espaço, e ninguém tem desconto por uma missão que atrasa dois anos.

Os oficiais militares constituem uma parte substancial do corpo de astronautas. Permanecem no serviço ativo enquanto estão destacados na NASA e continuam a receber do seu próprio ramo militar conforme a patente e os anos de serviço. Um capitão da Marinha destacado em Houston recebe como capitão da Marinha.

Por que o salário parece modesto face ao cargo

Os candidatos a astronauta costumam chegar com um doutoramento, milhares de horas de voo em jatos, ou ambos, e muitos poderiam ganhar consideravelmente mais na iniciativa privada. O salário reflete a tabela pública em que estão enquadrados, não a escassez da qualificação. Também vale lembrar como se distribui o ano de trabalho: cursos de idiomas, treino de sobrevivência, ensaios de caminhadas espaciais num grande tanque de água, robótica, geologia e longos períodos de apoio em solo entre missões.

Um mercado diferente em paralelo

O voo espacial tripulado comercial mudou o panorama nas margens. As empresas empregam a sua própria tripulação de voo e especialistas de missão em condições privadas, e em alguns voos orbitais privados as pessoas a bordo são clientes, não funcionários. Esses acordos ficam fora de qualquer tabela salarial pública e raramente são divulgados.

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