Sabia…

Quem pilota um foguetão?

Resposta direta

Ninguém o pilota manualmente: o computador de bordo assume o controlo e corrige a trajetória várias vezes por segundo, inclinando os motores. No solo, um diretor de lançamento e dezenas de controladores monitorizam cada sistema e podem abortar; um oficial de segurança de voo pode destruí-lo se se desviar do rumo. Os astronautas só intervêm numa emergência.

Quem pilota um foguetão?
Rob Navias no console durante a contagem regressiva do lançamento da STS-129 (JSC2009-E-240946)

O computador está no comando

Um foguetão acelera demasiado depressa para ser pilotado por um humano. A partir do momento em que os grampos de fixação se soltam, o sistema de orientação, navegação e controlo compara a posição e a atitude medidas por giroscópios, acelerómetros e GPS com a trajetória programada, e ordena aos motores que se inclinem alguns graus nos seus cardãs para corrigir o rumo. O ciclo repete-se várias vezes por segundo. Toda a sequência, ignições dos motores, separação de estágios, desligamento e libertação da carga útil, está pré-carregada, e o foguetão executa-a de forma autónoma.

Quem observa a partir do centro de controlo

A contagem decrescente é conduzida por um diretor de lançamento, responsável por dar ou retirar a autorização de avançar. À sua volta, na sala de controlo, cada consola monitoriza um subsistema: propulsão, pressurização, elétrica, meteorologia, telemetria. Qualquer um pode desencadear uma parada se o seu parâmetro exceder os limites. Nos segundos antes da decolagem, a decisão passa para o computador na rampa de lançamento, que aborta automaticamente se um motor não atingir o impulso esperado.

Separado da equipa do foguetão, o centro de lançamento (Cabo Canaveral, Vandenberg, Kourou) mantém um oficial de segurança de voo com autoridade para ativar o sistema de autodestruição caso o foguetão ameace zonas habitadas. Os foguetões mais recentes transportam este sistema de forma autónoma a bordo.

E os astronautas

A bordo de uma nave tripulada, a tripulação monitoriza, não pilota. A sua função é interpretar alarmes e, se necessário, ativar o sistema de salvamento ou um aborto manual. A Soyuz e o Space Shuttle tinham modos manuais limitados; nas cápsulas Dragon e Orion, quase tudo passa por ecrãs táteis ou pelo controlo de voo, e a subida é totalmente automática.

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