Sabia…

Por que um astronauta flutua no espaço?

Resposta direta

Não é porque a gravidade tenha desaparecido. Na altitude da Estação Espacial Internacional, cerca de 400 km, a Terra continua puxando quase com a mesma força que ao nível do mar. A estação e tudo o que há dentro dela caem em torno do planeta a cerca de 28.000 km/h, e como caem juntos, nada pressiona a tripulação contra um piso.

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Caindo, sem nunca chegar

A órbita não é um lugar onde a gravidade deixa de atuar. Na altura em que voa a Estação Espacial Internacional, cerca de 400 km, a Terra continua puxando quase com a mesma força que ao nível do mar. O que mudou é que a estação se move lateralmente a cerca de 28.000 km/h. Ela cai continuamente em direção ao planeta e continuamente falha, porque a superfície se curva abaixo dela tão rápido quanto ela cai. Newton descreveu exatamente isso com um experimento mental sobre um canhão disparado com força suficiente do topo de uma montanha.

Por que nada pressiona você

O peso não é a gravidade; é a sensação de que algo impede você de cair: uma cadeira, um piso, o terreno. Em órbita, a tripulação, as paredes, as ferramentas e a água de uma bolsa de bebida caem todos no mesmo ritmo e pela mesma trajetória, então nada empurra contra outra coisa. O resultado é a sensação do meio segundo após saltar de um muro, prolongada indefinidamente. O nome correto é microgravidade, não gravidade zero, porque restam pequenas acelerações residuais: o atrito atmosférico, o movimento da tripulação, a leve diferença de atração entre uma extremidade da estação e a outra.

O que o corpo faz com isso

Privado de uma direção à qual resistir, o corpo começa a desaprender. O fluido que a gravidade normalmente mantém nas pernas migra para o peito e a cabeça, os ossos perdem mineral e os músculos posturais se debilitam, razão pela qual a tripulação passa horas por dia em esteiras e máquinas de resistência. O ouvido interno, sem nenhum sinal sobre qual é a direção para baixo, discorda dos olhos durante os primeiros dias em órbita.

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