Sabia…
Que cientistas morreram no pior acidente aéreo do México até 1958?
Resposta direta
O oceanógrafo Townsend Cromwell e o cientista de pesca Bell M. Shimada. Eles viajavam no voo 111 da Aeronaves de México, um Lockheed L-749 que caiu no morro La Latilla pouco depois de decolar de Guadalajara, em 2 de junho de 1958. As 45 pessoas a bordo morreram.

O voo 111 da Aeronaves de México
Em 2 de junho de 1958, um Lockheed L-749 Constellation da Aeronaves de México, matrícula XA-MEV, decolou de Guadalajara como voo 111. Pouco depois da decolagem, caiu contra o morro La Latilla. Morreram as 45 pessoas a bordo, o que o tornou o acidente aéreo mais mortal ocorrido no México até então. A causa foi atribuída a um erro da tripulação.
Dois cientistas do mar
Entre as vítimas estavam dois cientistas americanos ligados à pesquisa pesqueira do Pacífico: o oceanógrafo Townsend Cromwell e o cientista de pesca Bell M. Shimada. Ambos são citados nominalmente na lista de vítimas do acidente, um recordatório de que, naquela época, o avião comercial já era o meio habitual de deslocamento de pesquisadores entre os Estados Unidos e o México, e de que uma única catástrofe podia levar especialistas difíceis de substituir em um campo ainda jovem.
O L-749 nas companhias aéreas
O L-749 foi uma das versões mais difundidas do Constellation original, antes da chegada da fuselagem alongada do Super Constellation. Sua autonomia e cabine pressurizada o tornaram atraente para companhias aéreas do mundo todo, incluindo empresas latino-americanas como a Aeronaves de México, que o empregaram em rotas nacionais e internacionais. O mesmo modelo protagonizou outros acidentes da época, como o do voo 245 da Air India contra o Monte Branco em 1950. O histórico do Constellation, reunido na lista de acidentes e incidentes da família, mostra até que ponto a decolagem e a fase inicial de subida, especialmente em aeroportos rodeados de relevo, eram momentos críticos para os grandes quadrimotores a pistão do pós-guerra.
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