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Quanto custa uma nave espacial?

Resposta direta

Não existe um preço uniforme: um pequeno foguete orbital como a Electron da Rocket Lab custa cerca de 7–8 milhões de dólares, um lançamento de Falcon 9 está listado por cerca de 70 milhões de dólares, e o NASA Space Launch System custa mais de 2 mil milhões de dólares por voo (dados de 2024–2025). As naves tripuladas acrescentam valores adicionais de dezenas de milhões de dólares por assento.

Quanto custa uma nave espacial?
Lançamento do Falcon 9 SES-10, primeiro revoo de classe orbitalFoto: SpaceX (CC0)

Foguete versus nave espacial

Na linguagem do dia a dia, o termo «nave espacial» mistura duas coisas muito diferentes: o foguete lançador, que fornece o impulso, e a nave ou carga útil que viaja a bordo. Cada um tem o seu próprio preço, e a nave é muitas vezes a parte mais cara. Um satélite de comunicações pode custar várias centenas de milhões de dólares, e uma cápsula tripulada como a Crew Dragon da SpaceX é avaliada pela NASA, no âmbito dos contratos Commercial Crew, em cerca de 55 milhões de dólares por assento.

Pelo que se vende um foguete lançador

Os preços dependem principalmente da massa que um foguete consegue transportar. A Electron da Rocket Lab, que coloca cerca de 300 kg em órbita terrestre baixa, foi vendida por cerca de 7–8 milhões de dólares. Uma Falcon 9 com primeiro estágio reutilizado e capacidade de até cerca de 22.800 kg em órbita terrestre baixa estava listada em 2024 por cerca de 70 milhões de dólares. Uma Falcon Heavy começa perto dos 100 milhões de dólares. No topo da escala, o inspetor-geral da NASA estimou o Space Launch System em mais de 2 mil milhões de dólares por lançamento, e mais de 4 mil milhões de dólares por missão Artemis, quando se incluem a nave Orion e os sistemas em terra.

Por que a diferença é tão grande

Três fatores impulsionam esta diferença. O desenvolvimento é repartido por poucas unidades: um programa que voa uma ou duas vezes por ano transporta os seus custos fixos em cada veículo. A reutilização altera as contas, porque um estágio propulsor que voa vinte vezes distribui os seus custos de fabrico por todas essas missões. Por fim, os veículos estatais são precificados de forma a incluir certificação de segurança, homologação para voo tripulado e uma força de trabalho permanente, enquanto os lançadores comerciais publicam preços de tabela que pressupõem serviços padrão. O preço que um cliente efetivamente paga depende ainda do seguro, do trabalho de integração e da órbita pretendida, pelo que os valores indicados devem ser lidos mais como ordens de grandeza do que como valores exatos.

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