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Qual Boeing é melhor?

Resposta direta

Não existe um modelo Boeing absolutamente "melhor": cada um lidera em um critério diferente. A família 737 é a mais vendida da marca; o 777X alcança até 14.820 km (8.000 nm) no 777-9 e 17.590 km (9.500 nm) no 777-8; e o 747-8 Intercontinental foi, historicamente, o avião de maior capacidade com 467 assentos.

Qual Boeing é melhor?
Boeing 747-400 da Lufthansa a descolar de BostonFoto: 4300streetcar (CC BY 4.0)

Critérios diferentes, vencedores diferentes

A pergunta sobre qual modelo da Boeing é "o melhor" é semelhante a perguntar qual é o melhor carro, sem dizer se a questão é velocidade, espaço ou consumo. A Boeing constrói de tudo, desde jatos de fuselagem estreita para rotas de curta e média distância até gigantes de fuselagem larga para rotas intercontinentais, e cada família foi desenvolvida para um propósito diferente.

Se o critério for o sucesso comercial, o título pertence à família 737 como um todo — não a uma versão específica — como a aeronave comercial mais vendida da história da empresa, graças ao seu baixo custo operacional por assento em rotas de curta e média distância. A geração atual, a MAX, acumulou segundo o fabricante cerca de 7.000 pedidos firmes e é o cavalo de batalha das companhias low-cost e das redes domésticas em meio mundo.

O maior e o de maior alcance

Se o critério for a capacidade, o recorde histórico pertence ao 747-8 Intercontinental, com 467 assentos em uma configuração típica de três classes. Sua vida comercial foi curta: o último avião de passageiros foi entregue em 2017, e a produção continuou apenas com a versão cargueira, encerrada no início de 2023.

Se o critério for o alcance, a família 777X é a referência. A Boeing indica até 8.000 milhas náuticas (14.820 km) para o 777-9 e até 9.500 milhas náuticas (17.590 km) para o 777-8, mais curto e leve. Ambos equipam motores GE9X, os turbofans de maior diâmetro já instalados em uma aeronave comercial, e uma asa grande com pontas dobráveis que se recolhem em solo para se adequar aos portões existentes.

Nenhum substitui o outro

Nenhum dos três modelos realmente compete com os outros dois: um 737 não consegue atravessar o Atlântico com carga total, um 777-9 seria antieconômico em um voo de uma hora, e o 747 já não é mais fabricado. O Boeing certo depende da rota, da demanda e do modelo de negócio do operador.

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