Sabia…
O que é o Boeing 737?
Resposta direta
O Boeing 737 é uma das famílias de jatos de fuselagem estreita mais vendidas da história: primeiro voo em 1967, entrada em serviço em 1968 com a Lufthansa, mais de 11.000 unidades entregues (dados de 2024). A geração atual, o 737 MAX, sofreu dois acidentes que forçaram a reformulação de seu sistema de controle de voo.

Meio século com o mesmo nome
O Boeing 737 surgiu em meados da década de 1960 como resposta ao Douglas DC-9 e ao sucesso dos jatos bimotores de curta e média distância. Realizou seu primeiro voo em abril de 1967 e entrou em serviço comercial em 1968 com a Lufthansa. Desde então, passou por quatro gerações distintas — Original, Classic, Next Generation (NG) e MAX —, cada uma com motores, aviônica e aerodinâmica atualizados, mas mantendo a mesma fuselagem estreita e boa parte da arquitetura original, o que permite às companhias aéreas reaproveitar o treinamento de pilotos e os procedimentos de manutenção entre gerações. No total, foram entregues mais de 11.000 unidades: por décadas, foi o avião comercial mais entregue da história, até que a família A320 da Airbus a superou nas entregas acumuladas no início de 2024 (dados de setembro de 2026). Hoje continua sendo a espinha dorsal tanto de companhias aéreas de baixo custo quanto de companhias tradicionais, da Ryanair à Southwest Airlines.
A geração MAX e seus problemas
A geração atual, o 737 MAX, entrou em serviço em 2017 com motores maiores e mais eficientes, que exigiram uma alteração na posição em relação à asa, o que, por sua vez, mudou o comportamento aerodinâmico do avião em certas manobras. A Boeing compensou essa mudança com um sistema de controle de voo, o MCAS, cujo mau funcionamento contribuiu para a queda da Lion Air em 2018 e a queda da Ethiopian Airlines em 2019, com um total de 346 vítimas fatais, e levou a frota mundial do MAX a ficar em solo de março de 2019 até o final de 2020, até que as autoridades de aviação, após uma reformulação do sistema, autorizassem o retorno ao serviço.
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