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Por que um astronauta pesa menos na Lua?

Resposta direta

Porque a Lua tem muito menos massa e um raio menor do que a Terra: sua gravidade superficial é de 1,62 m/s², contra 9,81 m/s² na Terra. Um astronauta de 80 kg continua tendo 80 kg de massa, mas seu peso cai de cerca de 785 N para cerca de 130 N, quase um sexto. A massa não muda; o que muda é a força com que o solo o atrai.

Por que um astronauta pesa menos na Lua?
O comandante da Apollo 12 Charles "Pete" Conrad e o piloto do módulo lunar Alan Bean ensaiam atividades na superfície lunar

Massa e peso não são a mesma coisa

A massa mede a quantidade de matéria em um corpo e é a mesma em todo o universo. O peso, por sua vez, é uma força: essa massa multiplicada pela aceleração gravitacional do corpo celeste em que se está. Na Terra, essa aceleração é de 9,81 m/s²; na superfície da Lua, de 1,62 m/s². Por isso, um astronauta com 80 kg de massa pesa aqui cerca de 785 N e lá apenas cerca de 130 N, ou seja, quase um sexto.

Uma balança de banheiro mede força, não matéria, por isso ela "mente" quando se muda de mundo. Uma balança de dois braços, que compara massas, daria o mesmo resultado nos dois lugares.

Por que a Lua atrai tão fracamente

A força gravitacional de um corpo esférico depende de sua massa e do quadrado da distância até o centro. A Lua tem cerca de 1,2% da massa da Terra e um raio de cerca de 1.737 km, pouco mais de um quarto do raio terrestre. O raio menor favorece a gravidade lunar, mas não chega perto de compensar o déficit de massa, e o resultado é esse quase um sexto.

O que isso significava para as tripulações do programa Apollo

Com traje pressurizado e mochila de suporte à vida, todo o equipamento na Terra superava 80 kg e não era prático; na Lua, correspondia a carregar pouco mais de 13 kg. As gravações da missão mostram a consequência: os astronautas abandonaram a caminhada normal e passaram a um andar saltitante, porque um impulso mínimo bastava para se soltar do regolito, e o tempo de queda era longo. No entanto, a inércia continuava correspondendo à massa total, de modo que frear ou girar custava tanta força quanto na Terra. Essa discrepância entre peso reduzido e inércia inalterada foi uma das conclusões mais repetidas nos relatos das tripulações sobre mobilidade.

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